Remédio contra a dor teria causado overdose em Prince .

Foto: CHRIS O’MEARA AP-Depois de revelar uma overdose que Prince, morto nesta quinta-feira, teria sofrido na semana passada, o site americano “TMZ” anunciou nesta sexta-feira as substâncias que teriam causado o problema: uma combinação de acetaminofeno e oxicodona, um opiáceo. Eles são os princípios ativos do Percocet, um remédio contra a dor altamente viciante.

À época, a imprensa noticiou que o cantor de 57 anos havia sido hospitalizado por conta de uma “forte gripe”. Fontes do site afirmam que Prince tomava analgésicos por conta de um problema no quadril.

Na semana passada, o avião de Prince precisou fazer um pouso forçado em Moline (EUA) após uma apresentação em Atlanta (EUA). O cantor teria recebido uma injeção salvadora, que cortou os efeitos do Percocet.

O cantor de 57 anos foi encontrado morto no estúdio de gravação em sua casa, em Minnesota, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada por Yvette Noel-Schure, assessor do músico. A polícia disse que Prince foi encontrado num elevador e que tentaram ressuscitá-lo, sem sucesso.

Dono de sete prêmios Grammy, conquistados entre 1984 e 2007, Prince emplacou cinco canções no topo da lista da “Billboard” e vendeu mais de 100 milhões de discos ao longo da carreira. Ele também venceu o Oscar de Melhor Canção Original em 1985, por ‘Purple rain’ e o Globo de Ouro, por ‘The song of the heart’, em 2006.

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Receita já recebeu mais de 300 mil declarações no Pará.

Foto: Agência Brasil-Prazo final termina às 23h59 do dia 29 de abril. Contribuinte que não entregar o documento vai pagar multa

A Receita Federal no Pará já recebeu mais de 309.021 declarações de imposto de renda até às 17h da tarde desta sexta-feira (22). Na 2ª Região Fiscal, que compreende os estado do Norte, o número de declarações já chega a 709.119.
O prazo final para a obrigação com o fisco federal termina às 23h59 do dia 29 de abril. Os contribuintes que perderem o prazo estarão sujeitos ao pagamento de multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto apurado na declaração.

Somente em Belém, a Receita Federal espera receber 209 mil declarações, no Pará devem ser 566 mil. Cerca de 28,5 milhões de contribuintes deverão enviar à Receita Federal a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física em 2016.

O programa gerador da declaração para ser usado no computador pode ser baixado no site da Receita Federal. O órgão liberou um Perguntão, elaborado para esclarecer dúvidas quanto à declaração referente ao exercício de 2016, ano-calendário de 2015.
Por OrmNews
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Governo vai apontar novos ‘desvio de poder’ de Cunha, diz Cardozo

O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, usará em defesa da presidente Dilma Rousseff no processo de impeachment no Senado supostos novos “desvios de poder” que teriam sido feitos pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), durante a votação do último domingo (17) e uma decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos).

Segundo Cardozo, durante a sessão que deu aval à análise do impeachment pelo Senado, Cunha deveria ter advertido ao microfone que os parlamentares não poderiam levar em conta, para seus votos, fatos ligados a Petrobras e Pasadena, conforme decisão do STF.

O advogado-geral também mostrará aos senadores uma decisão da Corte Interamericana segundo a qual parlamentares não podem usar o argumento de “questão fechada” pelos partidos políticos para dar votos em casos como impeachment.

Conforme Cardozo, os deputados deveriam votar “de acordo com sua consciência” e as provas do processo, mas não seguir uma decisão partidária que vale para todos sob pena de punição contra os rebeldes. Cardozo antecipou que voltará a usar no Senado a denominação de “golpe”.

A seguir, trechos da entrevista concedida à Folha na última quarta-feira (20).

Folha – Quais são os próximos passos da defesa da presidente?
José Eduardo Cardozo – Na segunda-feira (25), se instala a comissão e nós vamos nos manifestar dizendo que queremos fazer a defesa na Comissão. Não sei como o presidente [Renan Calheiros] vai conduzir isso, mas na nossa avaliação temos o direito de fazer a manifestação oral na comissão. E vou também entregar um memorial, uma defesa escrita, para todos os membros da comissão.

O que vai dizer o memorial?
Basicamente é a defesa da Câmara, mudando aquelas questões que já foram superadas, e acrescentando algumas novas. Que mostram o vício, o desvio de poder de Eduardo Cunha que bnão se limita só a abertura [do processo], vai até o final.

Por exemplo, há decisões da Corte Intermaericana de Direitos Humanos que mostram que partidos não podem fechar questão nesse tipo de coisa. E aí [no impeachment] fechou-se questão. Mesmo na admissibilidade, a questão não é partidária, é da consciência de cada parlamentar. Nós vamos colocar isso na defesa para mostrar que há nulidades em todo o processo que antecede o do Senado.

E, na defesa propriamente dita, vamos incorporar algumas questões que surgiram ao longo dos debates, mas basicamente vamos defender a inexistência do crime de responsabilidade, demonstrar isso com toda a clareza. Porque não há mesmo, estou convencido de que não há.

Quais questões surgiram nos debates?
Houve a arguição de um dispositivo pelo qual foi feito o enquadramento da denúncia, na lei de impeachment de 1950, artigo 11, que não teria sido recepcionado pela Constituição. Porque ele era adequado às Constituições anteriores e não teria mais respaldo constitucional. Foi uma tese arguida no STF que o ministro Fachin não deu liminar, mas é uma tese que nós não tínhamos explorado na nossa defesa.

Umas questões jurídicas mesmo, mais para consolidar o entendimento de situações jurídicas. E quanto aos fatos, mostrar claramente a inocorrência de crime. O Supremo deixou claro que são só os dois fatos: a questão dos decretos suplementares e das pedaladas, mas apenas no que diz respeito a 2015 e no Plano Safra. Nós vamos situar isso com exatidão. E mais, o Supremo deixou claro que embora ele entendesse que havia uma certa elasticidade do que seria a compreensão do direito de defesa na Câmara, no Senado não haverá elasticidade. É um outro componente.

E vamos explorar as contradições do relatório. Ele tem debilidades intrínsecas.

Quais seriam esses novos desvios de poder de Cunha?
Nós temos vários fatos. Começa com a denúncia, depois o fato de ele alargar a denúncia –manda que a presidente fale sobre tudo–, junta a delação do Delcídio. Ele cria todo um conjunto de situações que mostram o desvio de poder dele. Os jornais deram matéria de que ele teria negociado com o relator a presidência da Câmara, para ser seu sucessor, no momento da escolha. É uma coisa que mostra um absoluto disparate.

Na sessão do impeachment, uma coisa que aconteceu… Se o aprovado era o relatório, nós [defesa] teríamos que ter falado no momento do relatório, e não depois da denúncia. [O advogado coautor da denúncia] Miguel Reale falou de questões de 2014, textualmente, o que não era permitido. Nós vamos mostrar que o tempo inteiro a Câmara não discutiu os dois fatos, mesmo depois de o Supremo ter discutido os dois fatos.

Vamos mostrar que ele [Cunha] induziu, mas teria que ter advertido. Eu inclusive pedi da tribuna que ele advertisse os parlamentares, ele não fez isso. Isso caracteriza, a nosso ver, o desvio de poder evidente em que forçava situações para chegar aonde chegaram. […] Aquela sessão mostra uma coisa que nós falávamos: foi discutido tudo, menos o crime de responsabilidade.

Mas o sr. acha que há chance real de o Senado ouvir seus argumentos?
Nós vamos levantar. Porque o desvio de poder é evidente. Considerando que o Senado é investido agora de uma condição diferente da Câmara. Ele tem, pela própria decisão do Supremo, uma condição de julgador, julgador político, mas julgador. O perfil é outro. Isso terá que ser examinado. O relator, quando se fala de desvio de poder de Cunha, não responde. Ele fala ‘olha, já foi decidido pelo Supremo’. Não foi. Temos um mandado de segurança que não foi levado ao plenário e uma ação que o ministro Marco Aurélio entendeu que não era cabível. Mas não houve ainda apreciação do plenário desse mandado.

Eu quero ver qual é a resposta. Quero que me digam então que não houve desvio de poder. Que ele [Cunha] não fez por ameaça, que ele não induziu. Quero que se diga isso. Porque se concordar que houve ameaça, é nulo. E não adianta falar ‘ah, mas isso foi na Câmara’. Não, a Câmara autoriza. Se aquilo é nulo, é nula a autorização.

A fase da admissibilidade no Senado já se confunde com um julgamento?
Eu entendo que sim. Porque se eu tenho uma nulidade no procedimento que autoriza, não se pode admitir uma coisa autorizada com desvio de poder. Eu quero e vou arguir isso.

A possibilidade de o caso já estar julgado, com vários senadores declarando voto antecipadamente aos jornais, preocupa o governo, como reverter esse quadro?
Eu não acho possível que alguém que vá julgar um caso tenha uma convicção inabalável sem ouvir a defesa. Então o julgamento não seria imparcial. Eu acredito que os senadores vão ouvir a defesa e ver a debilidade, a fragilidade, da denúncia e do relatório.

Qual seu programa em relação a isso, serão encontros pessoais?
Eu já tive uma reunião hoje [20], um encontro suprapartidário, e pretendo ir ao Senado tantas vezes quanto for necessário com o senadores que quiserem me ouvir. Porque eu acho que é um julgamento muito importante para o país e não tem sentido nenhum para um país como o nosso ter uma decisão como essa sem nenhuma base jurídica e com clara ofensa à Constituição. Então embora alguns senadores tenham falado de antemão, eu acredito que quando começar o julgamento eles vão se convencer das nossas razões. Porque realmente não tem, não existe ato ilegal, não existe dolo da presidente.

Em relação ao rito já anunciado pelo Senado, algo a opor?
Não. O Senado decide. Desde que se garanta, e parece que está garantido, o direito de defesa na comissão, não tenho nada a opor.

Como o sr. recebeu a posição de Renan de ter dito que não vai acelerar o processo?
Eu acho que é uma decisão imparcial, correta. O que foi feito na Câmara foi um atropelo. Aliás, basta comparar o processo do Eduardo Cunha com o da presidenta. Eu até mencionei isso. Enquanto o processo dele anda a passos de tartaruga, ou não anda –a cada dia surge um problema, muda a comissão, tem recurso, a Mesa anula o que a comissão decidiu–, o da presidenta Dilma correu a toque de caixa, com convocações e sessões, votações em domingo, coisas assim absolutamente fora da realidade parlamentar.

Então nesse ponto o presidente Renan mostra equilíbrio e uma imparcialidade que eu acho importante na condução de um processo como esse, coisa que infelizmente o Eduardo Cunha não mostrou.

Na sua defesa no Senado o sr. voltará a mencionar que considera o impeachment um golpe, como fez na Câmara?
Sim. Na verdade, a expressão golpe qualifica termos jurídicos mais sofisticados que podem ser perfeitamente usados num processo jurídico e político. Eu poderia falar em rompimento institucional, usar diversos termos jurídicos mais pomposos para rotular uma coisa que na linguagem política chama-se golpe, golpe de Estado.

Associações de advogados da União emitiram nota nesta semana questionando o uso dessa palavra pelo senhor.
Eu achei curioso. Em primeiro lugar, a lei é clara, e as próprias associações reconhecem, que a AGU vai advogar no caso. Segundo, nós estamos diante de um processo jurídico-político. Em que aquele que é defensor faz uma defesa jurídica e política. Eu nunca vi advogados policiarem a linguagem de advogados quando a ética não é ferida. Que ética foi ferida? Se eu estou convencido, como defensor, que há um rompimento institucioonal, que há uma violência à Constituição, por que não posso usar a palavra golpe? A quem afeta? Eu não consigo entender. […] Se um advogado não pudesse fazer isso, coitado dos advogados que lutaram em defesa de presos políticos, não poderiam usar essa linguagem. É uma lingaguem normal em processos jurídicos. Por que não posso dizer que há ‘golpe’ se eu acho que há isso? É uma censura? Não acho correto isso.

Eu respeito os líderes das associações dizerem [isso], mas eu acho que há um equívoco de fundo. Porque a lei permite que eu advogue e se permite, eu devo advogar com liberdade. Advogados não cerceiam outros quando exercem a defesa de seus clientes. Me parece uma coisa muito estranha. ‘Ah, mas a Advocacia é pública’. Sim, ela é pública, e estou defendendo atos sobre os quais a própria AGU deu parecer. Os atos da presidente Dilma que estou defendendo, como os decretos, foram os que a AGU deu parecer. Eu estou defendendo inclusive a própria instituição. Ou será que nós demos pareceres errados e induzimos a presidenta a erro?

Ou seja, há coisas que eu não consigo entender. A AGU tem quadros de excelência, deram parecer afirmando que aquilo era possível. Eu vou defender que nossos pareceres estavam certos, e se estavam certos a presidenta não errou, e se não errou não tem crime de responsabilidade. E se não tem crime de responsabilidade, como é que nós chamamos isso? Golpe.

As entidades alegam que a expressão atingiria o Congresso, que também é parte da União, e aí se criou um conflito de interesse.
É curioso, é uma má compreensão de como funciona. Porque quando o Congresso precisa, a AGU também é destacada. Um exemplo, nós impetramos um mandado de segurança para defender a nulidade. A AGU ofereceu ao presidente Eduardo Cunha e ao presidente da comissão, Rogério Rosso, advogados ‘ad hoc’ da própria AGU. Nós temos um escritório na Câmara.

Eu acho que essa posição inclusive ela é curiosa porque há litígios entre os Poderes. Acontece. Não pode o presidente da Câmara impetrar um mandado de segurança contra a presidenta da República? Claro que pode. E a AGU é que tem que fazer essa defesa. A AGU é de todos. E quando todos precisam atuar, você destina advogado ‘ad hoc’. O presidente Eduardo Cunha não quis que a AGU o defendesse, foi um advogado privado. E sei que muitos advogados da AGU inclusive ficaram magoados com isso. E corretamente, porque a AGU atua na defesa de todos os órgãos da União.

Agora, se existe um litígio entre órgãos da União, o que eu faço? Sinceramente não entendi. Eu jamais privaria o presidente Cunha, se ele quisesse utilizar da AGU como a presidenta quis, de ter o seu advogado. E se o advogado lá dissesse que não há golpe nenhum… Ora, é o debate jurídico normal. O advogado da AGU que fizesse a contestação do que estou dizendo seria igualmente respeitado. Agora, por que não respeitam então aquilo que eu digo como defensor? Não há lógica para mim. Nós estamos em um Estado democrático de direito e a AGU atua como advogado de todos que tem atos praticados em exercício da função. É o que diz a lei.

Então se o presidente Eduardo Cunha quiser a AGU, terá. O presidente Renan terá. Se o vice-presidente Michel Temer… Eu ofereci, em caso de impeachment também, que a AGU advogasse para ele, é óbvio. Eu não consigo entender essa concepção, especialmente quando são atos praticados em exercício da função e que a AGU deu parecer.

As críticas não vão tolhê-lo.
Em hipótese nenhuma. Eu sempre me governei pela minha consciência, claro, e pela minha compreensão do Estado de direito. E acho que um governante que pratica atos em exercício da função, particularmente quando seu próprio órgão jurídico deu um parecer dizendo que ele poderia fazer certa coisa, esse órgão jurídico tem que defendê-lo. Claro, na vida privada, não. Se a presidente Dilma estivesse sofrendo uma ação de despejo por falta de pagamento, se tivesse uma briga familiar, por óbvio a AGU não entraria. Mas ela está sendo acusada de ter praticado atos em exercício da função e sofre um processo de impeachment por isso.

Como ministro da Justiça, o sr. teve papel no início da Operação Lava Jato, pois a pasta comanda a Polícia Federal. De certa forma a operação repercute e tem influência no que ocorre agora. O sr. hoje faria algo diferente?
Não faria. É muito comum comparar a corrupção com um tumor, que se desenvolve no corpo de forma silenciosa e vai tomando conta. Muitas vezes, o paciente tem isso dentro dele e se acha absolutamente saudável, porque o tumor não é conhecido. Até que ele vai fazer um check up e o médico diz: ‘Epa, acabei de encontrar um câncer em você’. A primeira reação é de profunda irritação, e raiva até, do médico. ‘Esse médico é um idiota, estou me sentindo muito bem’. O médico que colocou a doença sob a luz do sol passa a receber um ódio imediato do paciente. O médico às vezes recomenda uma quimioterapia, um tratamento radical. Você começa a sofrer com isso e passa a ter uma raiva desse médico. Muitos querem mudar de médico para encontrar um que diga ‘deixa eu ver melhor…’. Mas depois que o cara se cura desse tumor, ele vai passar a perceber a importância desse médico. Às vezes tem que passar muito tempo. É assim que eu vejo o processo [atual].

A corrupção no Brasil sempre existiu historicamente, nosso sistema político é marcado pela corrupção, não estou dizendo nenhuma novidade. Quem não reconhece isso ou não conhece a história do Brasil ou é uma pessoa hipócrita. A corrupção sempre existiu. A diferença é que se criaram mecanismos que permitiram o detectar dessa doença, que foram criados nos govermos Lula e Dilma. A autonomia da Polícia Federal, da forma que foi dada, foi nesses dois governos, e a nomeação do procurador-geral que age com independência. Tem peso nisso. O respeito ao primeiro colocado da lista do Ministério Público. Todos esses fatores somados fizeram com que a doença fosse diagnosticada e que uma terapia agressiva contra esse tumor fosse colocada.

Eu não posso negar que às vezes essa terapia fugiu um pouco do padrão porque existiram alguns atos a meu ver abusivos, como a divulgação das gravações [entre Dilma e Lula], como o Supremo reconheceu, a condução coercitiva do ex-presidente Lula, ou outras que tenham acontecido nas mesmas condições. A condução coercitiva tem que ser utilizada com um certo cuidado nos termos da lei, não pode ser utilizada numa situação de espetáculo ou que não se justifica, não se faz assim com o direito das pessoas. Investigação boa é aquela que se faz com respeitos aos direitos. Mas, grosso modo, tirando um desvio aqui, um abuso aqui, um abuso lá, que infelizmente acho que existem, a Lava Jato foi muito importante para o país.

O problema é que nós estamos padecendo como o médico que fez o diagnóstico. Mas a história reconhecerá. Eu não tenho a menor dúvida. Na hora em que o paciente se acalmar e perceber… Tanto que hoje eu tenho visto muitas declarações de pessoas dizendo, ‘puxa, se a Dilma sair, será que a Lava Jato continua?’ Começaram a se dar conta. Eu acho que esse processo é irreversível, se alguém conseguir reverter, vou lamentar muito.

Muitos dos que votaram na sessão de alguma forma sofreram os efeitos da Lava Jato.
Eu acho que de fato muitos ficaram incomodados porque foram injustiçados ou porque não foram. Mas eu não costumo acusar as pessoas dessa forma, acho muito ruim fazer acusações às pessoas sobre as quais elas não foram condenadas. Eu acho que o mais engraçado é como as pessoas gostam de acusar quando foram acusadas em uma dimensão até diferente.

Para mim o símbolo maior é o presidente Eduardo Cunha. Que faz acusações ao nosso governo quando pairam sobre ele –e não quero nem prejulgar– acusações muito mais pesadas, aliás, acusações reais, que não existem contra a presidente Dilma.

Veja que paradoxo. Conduziu o processo de impeachment um homem que tem acusações de ter conta no exterior, de ter mentido no Parlamento, e ele está exercendo o poder num processo que não anda, e a presidente que é acusada de um problema orçamentário, que todos os governos fizeram, e que não fez nenhum ato depois que o Tribunal de Contas fez [advertência], essa teve o impeachment aprovado. É um paradoxo histórico. A história analisará isso com cuidado.
Fonte:

Folha de São Paulo

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São Paulo classifica de forma heroica e oitavas está definida

fFto-D’Alê brilha na vitória do River Plate -São Paulo, SP, 21 (AFI) – Acabou a Fase de Grupos da Copa Libertadores da América. Com quatro representantes brasileiros – o Palmeiras ficou no meio do caminho -, as oitavas de final chega com com surpresas – Atlético Nacional e Toluca estiveram impecáveis -, duas potências – os argentinos Bocas Juniors e River Plate, além, claro, das equipes canarinhos – Corinthians e Atlético-MG vivem grande fase.

Último brasileiro a avançar, objetivo conquistado com o empate por 1 a 1 com o The Strongest nesta noite, em La Paz, o São Paulo, vice-líder do Grupo 1, com nove pontos, terá como próximo adversário o Toluca, do México, que foi o líder do Grupo 6, com 13. Com melhor campanha, os mexicanos terão a vantagem de fazer o duelo de volta em casa.

Já o Corinthians, que na noite da última quarta-feira goleou o Cobresal por 6 a 0, no Itaquerão, e fechou o Grupo 8 na liderança isolada, com 13 pontos, irá encarar o Nacional, do Uruguai, nas oitavas de final. Os uruguaios ficaram na vice-liderança do Grupo 2, com nove pontos, um à frente do eliminado Palmeiras.

Até os duelos desta quinta-feira, o Corinthians ainda tinha uma chance de encarar o Deportivo Táchira, da Venezuela, nas oitavas, mas isso só ocorreria se o Trujillanos vencesse o River Plate, em Buenos Aires, no outro jogo da rodada final do Grupo 1 – a equipe argentina venceu o confronto por 4 a 3 e eliminou essa possibilidade.

Com melhor campanha, os corintianos terão a vantagem de decidir em casa no duelo de volta com o Nacional. O mesmo vale para o Atlético-MG, que terminou esta fase da Libertadores na ponta do Grupo 5, com 13 pontos, e medirá forças com o Racing, vice-líder do Grupo 3, com nove pontos.

Outro brasileiro garantido nas oitavas de final, o Grêmio terá de decidir a sua sorte fora de casa no confronto de volta. Vice-líder do Grupo 6, com 11 pontos, o time gaúcho terá pela frente o Rosario Central, líder do Grupo 2, também com 11 pontos.

Atual campeão da Libertadores e líder isolado do Grupo 1, com 11 pontos, o River Plate pegará o Independiente del Valle, do Equador, que foi segundo colocado do Grupo 5 e outro que somou 11 pontos nesta fase.

Confira os confrontos das oitavas de final da Libertadores:
Atlético Nacional-COL x Huracán-ARG
Rosário Central-ARG x Grêmio-BRA
Atlético-MG x Racing-ARG
Toluca-MX x São Paulo
Pumas-MEX x Deportivo Táchira-VEN
River Plate-ARG x Independiente Del Valle-ECU
Corinthians-BRA x Nacional-URU
Boca Juniors-ARG x Cerro Porteño-PAR

Por Agência Futebol

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Argentina paga suas dívidas e sai da moratória depois de 14 anos

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, participa de uma mesa de debate no 46º Fórum Econômico Mundial que acontece em Davos (Suíça) (Foto: Laurent Gillieron/EFE)

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, conseguiu cumprir uma de suas principais promessas de campanha. Depois de 14 anos de agonia financeira, o país pagou os credores dos títulos públicos do país vencidos em 2001 e saiu da moratória. O juiz federal dos Estados Unidos Thomas Griesa suspendeu nessa sexta-feira (22) suas medidas contra a Argentina.  “Tendo revisado de maneira cuidadosa as apresentações da Argentina, o tribunal encontra agora que as condições precedentes foram cumpridas. Desse modo, as medidas cautelares ficam anuladas em todos os casos”, afirmou Griesa em um texto divulgado pouco depois de ter recebido as provas de que a Argentina efetuou os pagamentos.

>>Como o governo de Mauricio Macri atrai os melhores profissionais

A Argentina havia notificado Thomas Griesa na sexta de manhã sobre o pagamento aos fundos “abutres” e outros demandantes da dívida, sem pagamento desde o calote dado pelo país em 2001. O governo argentino pediu ao juiz a suspensão definitiva das medidas que impedem que o país tenha acesso mercados financeiros. Em uma carta enviada por seu advogado Michael Paskin, o governo do presidente Macri informou que “a República Argentina realizou o pagamento completo conforme os termos específicos de cada acordo” com os demandantes com os quais fechou um acordo em em 29 de fevereiro. Depois de cumprir com este requisito final, a Argentina pediu ao juiz Griesa que assine uma ordem para confirmar a “suspensão das cautelares em todas as causas” e deixe definitivamente o calote de 2001, ficando livre para voltar aos mercados financeiros sem qualquer restrição.

>>A vitória de Mauricio Macri na Argentina é um não ao autoritarismo

É a primeira vez desde 2001 que a argentina poderá negociar títulos da divida do país livremente no mercado internacional. A Argentina declarou sua moratória em 2001. Entre 2005 e 2010 iniciou as negociações para reestruturar sua dívida. Em 2014, para desespero do govenro Kirchner, que pretendia iniciar novos leilões de títulos públicos, os chamados fundos abutres ganharam da Argentina um milionário litígio na Justiça americana para receber integralmente o valor da dívida de bônus em moratória.

>>Os populistas na América LAtina: o que os une e os diferencia

A NML Capital e a Aurelius eram os principais demandantes da ação. No governo de Cristina Kirchner, a Argentina acusou os fundos de extorsão. Os fundos compraram em 2008 títulos da moratória da dívida argentina em 2001 por um valor nominal de US$ 428 milhões, mas na realidade pagaram por esses papéis, considerados ‘lixo’ no mundo financeiro, muito menos do que isso, cerca de US$ 0,30 ou 0,40 para cada US$ 1 nominal do título, segundo o governo argentino. Desta forma, os fundos abutres esperavam obter pela via judicial o equivalente a 1600% do que investiram.

>>Novos ares para as relações internacionais da Argentina

Embora o caso tenha dado notoriedade aos fundos abutre, suas práticas predatórias não começaram com a Argentina. O termo “fundo abutre” serve para descrever uma entidade comercial privada que, segundo o especialista Cephas Lumina, compra ou adquire, via outras formas de transação, um título de dívida não pago ou em quebra, com o objetivo de obter lucros exorbitantes a médio ou longo prazo.

Os fundos abutres são “hedgefunds” (fundos de cobertura) que se caracterizam por comprar títulos de dívida desvalorizados no mercado secundário, a um preço muito mais baixo que o do seu valor real, fugir de acordos de reestruturação com o Estado endividado e, por fim, exigir pela via judicial, incluindo embargos e outras penalidades, o pagamento total da dívida, o que pode implicar na soma do valor nominal mais juros e eventuais multas.

Muitos países em desenvolvimento do hemisfério sul já foram vítimas desse tipo de procedimento “abutre”, especialmente os da África e da América Latina. Segundo o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), ao menos 20 países pobres do continente, imensamente endividados, já foram ameaçados com ações legais por credores comerciais e fundos abutres.

No ano 2000, a empresa MNL Capital processou o Peru, e quatro anos depois o país andino foi obrigado a pagar quase US$ 56 milhões por títulos de sua dívida, que os abutres compraram por US$ 11,8 milhões.

Por epoca.globo.com
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Impeachment – PT e PDT indicam nomes e comissão do impeachment no Senado já tem seus 21 titulares

O bloco de Apoio ao Governo no Senado –formado por PT e PDT– informou nesta sexta-feira os nomes dos seus representantes na comissão especial do impeachment que analisará o processo contra a presidente Dilma Rousseff autorizado pela Câmara dos Deputados.

Serão titulares do bloco na comissão os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR), José Pimentel (PT-CE) e Telmário Mota (PDT-RR).

A comissão deverá ser instalada na segunda-feira e deverá ter como presidente o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) e como relator Antonio Anastasia (PSDB-MG).

A poucos dias da decisão do Senado sobre o afastamento de Dilma, dois vice-líderes do governo na Casa, Wellington Fagundes (PR-MT) e Hélio José (PMDB-DF), declararam no plenário serem favoráveis ao impeachment.

OUTROS MEMBROS

Além de Lira, o PMDB, que tem a maior bancada da Casa, indicou os senadores Rose de Freitas (ES), Simone Tebet (MS), Waldemir Moka (MS) e Dario Berger (SC). Segundo a Agência Senado, José Maranhão (PB), que havia sido indicado, deixará a comissão sendo substituído por Berger, que era suplente.

A comissão, além de 21 senadores titulares tem outros 21 membros suplentes.

O bloco de Oposição –PSDB, DEM e PV– terá, além de Anastasia, os senadores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Ronaldo Caiado (DEM-GO).

Foram ainda indicados para formar a comissão os senadores Wellington Fagundes (PR-MT), Zezé Perrela (PTB-MG), Romário (PSB-RJ), Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Ana Amélia (PP-RS), José Medeiros (PSD-MT) e Gladson Cameli (PP-AC).
Reuters
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Joaquim Barbosa questiona base jurídica do processo de impeachment

Foto-Ex-ministro do STF Joaquim Barbosa questionou base jurídica do impeachment
Em palestra em Florianópolis (SC), o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa questionou a validade das pedaladas fiscais como fundamento para o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. No evento, que ocorreu nesta sexta-feira (22), Barbosa também fez críticas à postura de Dilma no comando político do país.

“Descumprimento de regra orçamentária é regra em todos os governos do Brasil. Não estou dizendo que a presidente não descumpriu as regras da lei orçamentária e da lei de responsabilidade fiscal. O que estou querendo dizer é que é desproporcional, é brutal. É uma anormalidade você tirar uma presidente da República sobre esses fundamentos num país como o nosso”, afirmou o magistrado.
Barbosa questionou a legitimidade do impeachment, que não teria apenas um caráter técnico: “Quanto à justeza e ao acerto político dessa medida tenho dúvidas muito sinceras. E essa a interpretação que estou dando em primeira mão para vocês. Por outro lado, tem que se levar em conta, impeachment não é só uma questão legal, do domínio dos profissionais do Direito. É muito mais político do que jurídico”.

O ex-magistrado também fez críticas à condução do país pela chefe do executivo federal: “A nossa presidente não soube conduzir o país. Ela não soube exercer a liderança que se espera de um chefe de Estado. Agiu como se governasse apenas para o seu grupo político e para os seus aliados. Ela não soube se comunicar com a nação”.

Por Jornal do Brasil

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Janot diz nos EUA que apresentará mais duas denúncias contra Cunha

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, dá palestra na Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos (Foto: Reprodução / MIT Media Laboratory)

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou nesta sexta-feira (22), logo após dar uma palestra no laboratório de mídia da Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, que apresentará, “em breve”, ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais duas denúncias contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), investigado na Operação Lava Jato.

O peemedebista é acusado de ter recebido propina do esquema de corrupção que atuava na Petrobras. Ele já se tornou réu em uma das ações penais da Lava Jato que tramitam no STF por, supostamente, ter exigido e recebido US$ 5 milhões em suborno de um contrato do estaleiro Samsung Heavy Industries com a estatal do petróleo.

“O que a gente fez em referência a este investigado [Cunha]? Oferecemos uma denúncia que já foi recebida pelo Supremo, oferecemos uma segunda denúncia que está em vidas de ser julgada pelo recebimento ou não, e existem mais – se não me engano – seis inquéritos instaurados, todos com fatos ilícitos diferentes e, desses inquéritos, dois estão bem adiantados e rapidamente, acho, virão aí mais duas denúncias”, declarou Janot nesta sexta, após ser questionado sobre qual o papel da PGR no processo de Cunha.

Por meio de nota, a assessoria de Eduardo Cunha afirmou que o procurador-geral da República “atua de forma seletiva e célere” contra ele. “Seria bom que adotasse a mesma rapidez contra todos os investigados, o que parece não ocorrer”, disse o presidente da Câmara por meio da assessoria.

Em dezembro do ano passado, o procurador-geral apresentou ao STF um pedido de afastamento cautelar de Cunha do mandato de deputado federal e do cargo de presidente da Câmara. Para a PGR, a saída é necessária para preservar as investigações contra o parlamentar.

Acusações contra Cunha
Em março, Janot apresentou ao Supremo nova denúncia contra o presidente da Câmara, relacionada às contas secretas atribuídas a ele na Suíça. A acusação é baseada em investigação aberta em outubro do ano passado sobre Eduardo Cunha, sua mulher, Cláudia Cruz, e uma de suas filhas, Danielle Cunha.

O inquérito apontava indícios de que o deputado do PMDB teria cometido evasão de divisas, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Além desses crimes, a denúncia também acusa o peemedebista de crime de falsidade ideológica eleitoral por omissão de rendimentos na prestação de contas. Se a ação for aberta, a Procuradoria pede a perda do mandato parlamentar de Cunha.

Segundo a Procuradoria, o presidente da Câmara recebeu pelo menos US$ 1,31 milhão em uma conta na Suíça. O dinheiro, de acordo com as autoridades suíças, foi recebido como propina pela viabilização da compra, por parte da Petrobras, de um campo de petróleo em Benin, na África.

A outra denúncia, apresentada pela PGR em agosto e já aceita pelo STF, diz que Cunha recebeu, entre 2006 e 2012, “ao menos” US$ 5 milhões para “facilitar e viabilizar” a contratação de dois navios-sonda pela Petrobras, construídos pelo estaleiro sul-coreano Samsung Heavy Industries para operar no Golfo do México e na África.

Os ministros do Supremo acolheram parcialmente a denúncia, na parte em que a PGR acusa Cunha de pressionar, a partir de 2010, o ex-consultor da Samsung Júlio Camargo a retomar os pagamentos de propina que haviam sido interrompidos. A Corte rejeitou parte da denúncia que acusava Cunha de influenciar na contratação dos navios-sonda, entre 2006 e 2007.

Lava Jato
Janot também afirmou nos Estados Unidos que as investigações da Operação Lava Jato continuarão “independentemente” das pessoas e que isso traz “segurança jurídica” aos investidores. A declaração foi dada quando Janot criticava a tese de que a investigação do esquema de corrupção da Petrobras é responsável pela crise política e econômica vivida pelo país.

“A leitura que eu faço é que o investidor queira segurança jurídica. O que a gente está demonstrando é que independentemente das pessoas, privadas ou públicas, essa investigação prossegue. O devido processo legal é respeitado e as instituições funcionam. Convenhamos que a gente não tem esse poder todo [de ser o responsável pela crise]”, afirmou Janot.

Sessão do impeachment
O procurador ainda brincou com o fato de os deputados federais terem feito citações a Deus ao proferirem voto a favor da continuidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff na sessão da Câmara do último domingo (15) – 367 votaram ‘sim’ e 137, ‘não’.

“Daqui a pouco nós vamos mudar o mundo. Tem até a brincadeira que, na votação do processo de impeachment, tanto foi a invocação de Deus que é impossível que uma pessoa mencionada tantas vezes não mereça ser investigada. Aí todo mundo diz: ‘o senhor vai ter que investigar Deus’. Eu digo: ‘Não provoque, vai que ele resolve fazer uma colaboração premiada, esse cara sabe de tudo’”, brincou.

Janot também disse que a crise política do Brasil é “gravíssima”, mas destacou que as instituições continuam funcionando. “A questão da crise política é grave? É grave, é gravíssima, mas as instituições continuam funcionando.”

O procurador também classificou o esquema de pagamento de propina da Petrobras como um “descomunal esquema de corrupção que gerava um círculo nada virtuoso”. “O poder político me permite alcançar ilicitamente recursos públicos. Quanto mais recursos públicos eu alcanço, mais poder político eu ganho e, como eu sou mais poderoso, eu consigo alcançar mais recursos”, descreveu.

G1

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Paraense ganha concurso de cartas dos Correios

Laryssa da Silva Pinto, 15 anos, natural de de Oriximiná, região do Baixo Amazonas, foi a grande vencedora da 45° edição do Concurso Internacional de Redação de Cartas, promovido pela União Postal Universal (UPU) e realizado no Brasil pelos Correios, é do Pará. A jovem estuda na escola Professor Jonatas Pontes Athias, onde cursa o 1° ano do ensino médio.

O tema deste ano foi ”Escreva uma carta a você mesmo aos 45 anos“. O concurso contou com mais de 2.600 escolas públicas e particulares, em todo o Brasil. No total, foram cerca de 700 redações a mais do que em 2015. Escolhida por uma comissão julgadora, Laryssa receberá R$ 5.000 e troféu.

O reconhecimento da jovem não para por aí. A redação de Laryssa irá, agora, representar o Brasil na etapa internacional em Berna, na Suíça.

(Com informações dos Correios)

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SEMMA notifica “Águas de Novo Progresso” no distrito de Vila Isol

Após ser notificada pela SEMMA-NP  a empresa Águas de Novo Progresso resolve o problema da água no distrito de Vila Isol

No inicio do mês de abril o prefeito, secretários e vereador fizeram uma  visita a comunidade de Vila Isol, na oportunidade ,receberam denuncia dos moradores que o sistema de abastecimento d’água naquela comunidade estava comprometido devido a falta de tampa  no reservatório, área não estava isolada em  local  muito sujo. A denuncia também que crianças e adultos constantemente estavam com diarréia podendo ser da água , relatou o denunciante.

O  Secretario de meio Ambiente  Juliano Simionato, após receber e constatar em loco a procedência da denuncia, mandou notificar  a empresa Águas de Novo Progresso para que tomasse as providencias em regime de urgência, quanto a falta da  tampa da caixa, limpeza das caixas de água, da área em torno, bem como a construção de uma cerca para limitar o acesso a caixa d’água.

No dia (19/04) a empresa Águas de Novo Progresso informou a secretaria municipal de Meio Ambiente que foi sanado todos os problemas com envio de fotos aonde informaram que os reservatórios citados foram desativados e que agora está sendo feito pelo reservatório elevado construído as margens da Br-163 e que nos próximos dias irão executar o isolamento da área e a urbanização da área desse novo reservatório.

Fonte/Fotos: Redação Jornal Folha do Progresso

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