Cerca de 2 mil jovens são infectados por HIV a cada dia.

Foto: Flickr/jacinta lluch valero-Segundo dados da ONU, cerca de dois mil jovens são infectados por HIV a cada dia no mundo. Situação é mais grave em países de média e baixa renda, onde 22 milhões de pessoas vivendo com HIV não têm acesso a tratamento adequado.

Em processo de elaboração participativa, ‘Declaração Política’ da ONU faz balanço dos progressos e alerta para desafios que ainda precisam ser enfrentados para que o mundo consiga acabar com a epidemia da Aids até 2030.

Por dia, cerca de 2 mil jovens são infectados por HIV. Estimativas indicam que indivíduos de 15 a 24 anos somam mais de um terço de todas as novas infecções pelo vírus entre os adultos. Nessa mesma faixa etária, apenas 36% dos rapazes e 28% das jovens possuem informações precisas e claras sobre o HIV.

Embora vulneráveis, em muitas nações, a população mais nova não é contemplada por políticas de combate ao vírus que incluem educação sexual e serviços de saúde reprodutiva.

A situação se agrava em países de média e baixa renda, onde 22 milhões de pessoas vivendo com HIV – e que deveriam receber terapia antirretroviral segundo padrões da Organização Mundial da Saúde – continuam sem acesso ao tratamento adequado.

Os números são do primeiro rascunho da Declaração Política sobre a epidemia de AIDS. Apresentado na semana passada (18), o documento vai ser revisado e aprimorado através de consultas junto à sociedade civil e ao setor privado que começam na segunda-feira (25). Um desses encontros acontece na terça-feira (26) e poderá ser acompanhado ao vivo na TV da ONU.

Uma versão final da Declaração Política será apresentada em junho, durante reunião de alto nível da Assembleia Geral sobre o combate à doença.

Elaborado pelas representações permanentes da Zâmbia e da Suíça na ONU – países facilitadores do encontro previsto para junho –, o “rascunho zero” faz um balanço dos progressos já obtidos e alerta para os desafios que ainda precisam ser enfrentados para que o mundo consiga acabar com a epidemia até 2030.

No documento, as nações facilitadoras expressam preocupação com o fato de que, entre as 36,9 milhões de pessoas vivendo com HIV, 19 milhões não sabem seu status. Segundo o levantamento, cerca de 6 mil novas infecções por HIV ocorrem por dia. A maioria delas é verificada em países de média e baixa renda.

Indivíduos em situações de vulnerabilidade continuam enfrentando riscos ainda muito altos se comparados ao restante da população. Pessoas que utilizam drogas injetáveis têm chances 24 vezes maiores de contrair HIV. Esse é o mesmo risco registrado entre homens que fazem sexo com homens. Quando consideradas as pessoas trans, esse valor sobe para 49.

Apesar dos obstáculos, o documento elogia avanços, como a redução do número de mortes associadas à tuberculose entre pessoas vivendo com HIV. Desde 2004, óbitos registraram uma queda de 32% em geral, mas a diminuição chega a 50% quando avaliados os países com maior incidência de casos fatais.

A pesquisa considerou “excepcional” o progresso no combate às novas infecções entre crianças – reduzidas à metade nos países que, juntos, representavam 90% de todas as novas transmissões do HIV entre o público infantil.

De acordo com o documento, a comunidade internacional tem um “estreita janela de oportunidade” para conseguir implementar a Aceleração da Resposta à epidemia de HIV/AIDS até 2020.

O programa prevê a redução do número de novas infecções a menos de 500 mil por ano, além de incluir a disponibilização de tratamento para todos os que precisam de terapias antirretrovirais. Para cumprir essas metas, serão necessários ao menos 26 bilhões de dólares anuais em investimentos nos países de média e baixa renda.

A Declaração Política adotada na reunião da Assembleia Geral vai orientar e monitorar a resposta à AIDS até 2030 – marco da nova Agenda Global que inclui o fim da epidemia entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Nas próximas semanas, os Estados-membros devem negociar e finalizar o documento.

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Confaz mantém preço da gasolina no Pará em R$ 3,82.

Foto: Igor Mota/ Arquivo O Liberal-O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) publicou nesta segunda-feira (25), no Diário Oficial da União (DOU), um ato com alterações na tabela de preço médio de combustíveis. No geral, 13 Estados, entre eles o Pará, tiveram os valores médios da tabela do mês passado mantidos e outros 12 Estados (Alagoas, Amazonas, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins) e o Distrito Federal sofreram alteração que valerá a partir de 1º de maio.

Com as alterações, o custo médio da gasolina no Estado do Pará, R$ 3,8240, passa da 14ª posição para a 15ª mais cara do País. Nas primeiras posições do ranking nacional estão o Acre (R$ 4,0341), Rio Grande do Sul (3,9932), Rio de Janeiro (R$ 3,9350), Roraima (R$ 3,9300), Rondônia (R$ 3,9270), Tocantins (R$ 3,9150), Minas Gerais (R$ 3,9058), Rio Grande do Norte (R$ 3,8920), Amazonas (R$ 3,8824), Goiás (3,8733), Distrito Federal (R$ 3,8470), Paraíba (R$ 3,8378), Ceará (R$ 3,8300) e Mato Grosso (R$ 3,8369).

Para efeito de comparação, na outra ponta da tabela, com os valores mais baixos no preço médio do litro da gasolina, estão Espírito Santo (R$ 3,5248) e São Paulo (R$ 3,5420). O Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF) serve de base para o recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) feito pelas refinarias. O Confaz é formado por técnicos do governo e representantes das secretarias estaduais de Fazenda, o valor determinado leva em conta as características de produção e custo de transporte de cada Estado. Neste valor médio, não é considerada a margem de lucro dos donos dos postos de combustíveis.

Conforme o mais recente levantamento semanal de preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP), entre 17 e 23 de abril, o preço médio da gasolina praticado na maioria dos municípios do Pará já ultrapassa a marca dos R$ 4,00. É o caso de Santana do Araguaia, cujo valor médio pago pelo consumidor é de R$ 4,488. Neste município a ANP encontrou postos que variam o preço da gasolina entre R$ 4,470 (mínimo) e R$ 4,500 (máximo).

Em Belém, a ANP foi a 14 postos e identificou o menor preço pelo combustível em R$ 3,690 e o maior em R$ 3,899 (valor médio em R$ 3,841). Ananindeua, por sua vez, apresentou o menor preço médio do Estado (R$ 3,797), com valores nos oito postos pesquisados que oscilam entre R$ 3,690 (mínimo) e de R$ 3,980 (máximo). Na sequência aparecem Castanhal (R$ 3,813) e Bragança (R$ 3,903).

Marabá, que possui um dos maiores valores médios da gasolina, de R$ 4,108, também surge como o município do Estado onde a ANP identificou o mais alto valor pelo combustível: R$ 4,580. O levantamento considera os preços praticados em 118 estabelecimentos em 17 municípios (Abaetetuba, Alenquer, Altamira, Ananindeua, Belém, Bragança, Cametá, Castanhal, Conceição do Araguaia, Itaituba, Marabá, Paragominas, Parauapebas, Redenção, Santa Maria do Araguaia, Santarém e Xinguara).

Além da gasolina, a tabela do Confaz também manteve no Pará o preço médio ponderado ao consumidor final (PMPF) do álcool etílico hidratado combustível (AEHC), em R$ 3,2710; do diesel comum, em R$ 3,21; do diesel S10, em R$ 3,248; e do metro cúbico de gás liquefeito de petróleo (GLP), em R$ 3,8915. De acordo com a publicação, os novos valores do PMPF nos Estados que tiveram autorização para aumentar os preços médios, começarão a valer na próxima sexta-feira (1), e serão utilizados para cobrança do consumidor final.
Por ORMNEWS
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Senado elege comissão que irá analisar impeachment

O plenário do Senado elegeu nesta segunda-feira (25), em votação simbólica, os 42 senadores titulares e suplentes da comissão especial que analisará o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A primeira missão do colegiado será deliberar sobre a admissibilidade do processo, autorizado pela Câmara dos Deputados na semana passada com 367 votos favoráveis.

Se o colegiado decidir pela continuidade da ação e o plenário ratificar seu parecer, em votação prevista para 12 de maio, Dilma será afastada do cargo por até 180 dias e o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assumirá o comando do país. A comissão será a mesma que julgará a presidente na sequência, determinando se ela deve ser afastada definitivamente do cargo ou não.

O colegiado irá realizar sua primeira reunião nesta terça (26), segundo informou o senador Raimundo Lira (PMDB-PB). Por ser o integrante mais idoso da comissão, Lira é o responsável por convocar o início dos trabalhos. Ele também foi indicado pelo seu partido para presidir o colegiado e a comissão deverá aprovar seu nome.

Segundo o senador, neste primeiro encontro de terça será eleito também o relator da comissão, função responsável por elaborar o parecer contra ou a favor da admissibilidade do processo de impeachment. Durante a sessão plenária, o peemedebista cumprimentou todos os senadores que estavam em plenário, indo de mesa em mesa.

O PSDB indicou o senador Antonio Anastasia (MG) para o cargo, mas o PT é contra e ainda tenta articular um outro nome para a função. “Não vamos aceitar a indicação de alguém que é ligado diretamente ao senador Aécio Neves (PSDB-MG). Ele não tem isenção alguma. Parece até provocação eles assumirem a relatoria”, afirmou Lindbergh Farias (PT-RJ).

O governo, no entanto, tem apenas cinco dos 21 votos dentro da comissão, o que torna praticamente inviável a tentativa de barrar o tucano numa eleição interna.

Lira planeja levar o parecer da comissão a voto no dia 9 de maio, fim do prazo previsto para que o colegiado especial conclua seu trabalho. No caso, ele prevê que o plenário do Senado vote o mesmo parecer -que decidirá pela abertura ou não do processo- em 12 de maio, uma quinta.

O peemedebista quer ouvir os juristas Hélio Bicudo e Janaína Paschoal, autores do pedido de impeachment, e a defesa da presidente Dilma Rousseff nesta semana e, na próxima, os parlamentares se debruçariam sobre a discussão do caso.

São necessários os votos de pelo menos 41 dos 81 senadores para que o processo seja aberto e Dilma afastada por até 180 dias. Enquete feita pela Folha de S.Paulo nesta segunda (25) aponta que 50 senadores são a favor da admissibilidade do caso. Ao mesmo tempo, apenas 39 dizem que apoiarão o impedimento definitivo de Dilma (nesta etapa, exige-se o mínimo de 54 votos para o impeachment).

DEBATE

Antes mesmo da votação começar, senadores já ocupavam a tribuna do plenário da Casa para defender suas posições. O líder do governo na Casa, Humberto Costa (PT-PE), afirmou que “quem defende o golpe” deve conviver com “a vergonha de estarem transformando o Brasil numa República de bananas”. “Quem tem um mínimo de inteligência vê com clareza o que está se passando no Brasil”, disse.

O petista afirmou ainda que os oposicionistas estão “ombreados” com o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que classificou como “o idiota funcional que arrumaram para arregimentar apoios fascistas e suas homenagens a torturadores” e que devem conviver também com a “vergonha de diminuir o nosso país e a democracia brasileira no cenário internacional” e a “vergonha dessa aliança que firmaram com o facínora Eduardo Cunha, o grande timoneiro desse processo, ao lado de Michel Temer”.

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), por outro lado, afirmou que a presidente Dilma alardeou para a imprensa internacional “essa tese fantasmagórica, farsesca, do golpe” e criticou o apelo feito pela petista a organizações internacionais na semana passada, como a Unasul e o Mercosul. “Deram com a porta na cara. Os únicos países, governos, que deram ouvidos a essa lenga-lenga foram o governo da Venezuela e o governo da Bolívia”, disse.

SUSPENSÃO

Antes da votação, um grupo de senadores apresentou uma questão de ordem para pedir a suspensão do processo de impeachment da presidente Dilma até que a Câmara dos Deputados instaure e processe a denúncia contra o vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP).Para os senadores, a medida abriria espaço para uma eventual cassação da chapa presidencial eleita em 2014 -o que, no entender deles, levaria à convocação de eleições diretas para presidente da República ainda neste ano, proposta defendida por eles.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no entanto, rejeitou o pedido. “A questão não merece prosperar”, disse.

(Folhapress)

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OAB-RJ pede cassação de mandato do deputado Jair Bolsonaro.

Congresso Nacional. Na foto, o deputado federal Jair Bolsonaro. – André Coelho / Agência O Globo
Rio — O braço carioca da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) protocolou nesta segunda-feira um pedido de cassação do mandato e de abertura de processo penal do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), ambos por quebra de decoro parlamentar. As peças se referem à homenagem feita pelo deputado ao coronel e ex-chefe do Doi-Codi, Carlos Brilhante Ustra, no dia 17 de abril, em seu discurso na votação na Câmara para abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

São duas representações — uma destinada à Câmara dos Deputados e outra à Procuradoria-Geral da República. Enquanto a primeira prevê a cassação do mandato do parlamentar, a segunda, destinada ao Procurador Rodrigo Janot, prevê uma sanção penal ao deputado, por apologia ao crime.

— É um caso gravíssimo de quebra de decoro parlamentar e apologia ao crime. O coronel Ustra é reconhecido como torturador pela própria Justiça brasileira. Por isso, a OAB do Rio entende que há uma clara ofensa ao povo brasileiro e à própria honra do parlamento — explica Fábio Nogueira, procurador geral da OAB-RJ, que acrescenta: — Foi uma fala inconsequente, que atingiu não apenas à sociedade brasileira, mas aos pilares fundamentais do estado democrático de direito.

Na representação à PGR, a OAB-RJ pede que o órgão ofereça ao Judiciário denúncia para abertura de processo penal contra o deputado com base no artigo 287 do Código Penal, que considera crime contra a paz pública “fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime.”

Outro ponto abordado pela OAB foi a imunidade parlamentar que garante que os deputados possam expressar suas opiniões. A OAB-RJ, porém, argumenta que a imunidade não pode ser usada como “instrumento para salvaguardar atitudes criminosas”.

— A imunidade não é nem pode ser pretexto para o cometimento de graves crimes, de apologia ao crime de tortura. Ela não é um salvo-conduto para falar o que quiser. Cabe a cada deputado exercer seu mandato com responsabilidade. Quando não, há uma previsão clara de abuso de prerrogativa e que justifica seu afastamento — conclui Fábio.

Por O Globo

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Tigres-bengala bebés fazem as delícias de visitantes do Zoo de Liberec

O Jardim Zoológico de Liberec apresentou as crias.
Mundo Animais Há 40 mins POR Inês André de Figueiredo

Tigres-bengala bebés fazem as delícias de visitantes do Zoo de Liberec

Uma fêmea da espécie tigre-bengala, conhecida como Surya Bara, teve dois bebés no Jardim Zoológico de Liberec, na República Checa, e as fotografias estão a enternecer os tratadores e visitantes.
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Os animais nasceram há oito semanas mas apenas agora foram divulgadas as fotografias.

Os pequenos tigres já começam a praticar habilidades e a treinar algumas técnicas de caça, sendo que o rujido de um deles é cada vez mais temível.

Recorde-se que Surya Bara deu à luz no dia 25 de fevereiro quatro crias, mas duas delas acabaram por morrer.

Por Noticia ao minuto
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Dilma Rousseff confirma presença em Santarém na sexta-feira

O deputado estadual Airton Faleiro (PT), em contato com nossa reportagem, confirmou que a presidente Dilma Rousseff vai estar em Santarém na próxima sexta-feira, dia 29, para fazer a entrega das residências do programa federal “Minha Casa, Minha Vida”.

Segundo o Deputado, a presidente Dilma chega a Santarém às 11 horas, quando do aeroporto Maestro Wilson Fonseca seguirá direto para o Residencial Salvação, ocasião em que fará a entrega das casas às famílias contempladas.

Um forte aparato de segurança será montado para a vinda da Presidente a Santarém. Caravanas de vários municípios estão se preparando para prestigiar esse evento. Diversas mulheres estão se organizando para fazer uma homenagem de solidariedade para Dilma Rousseff. Também, deverá ter manifestações de pós e contra o impeachment da Presidente. O certo é que a vinda de Dilma Rousseff à nossa cidade será cercada de muita expectativas.

Fonte: RG 15/O Impacto

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Ibope mostra que 62% preferem novas eleições presidenciais.

Instituto ouviu 2.022 pessoas em 142 municípios. Margem de erro é de 2 pontos percentuais

Pesquisa Ibope realizada de 14 a 18 de abril mostra que 62% dos entrevistados preferem novas eleições presidenciais. Foram ouvidas 2.022 pessoas em 142 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Segundo os entrevistados, a melhor forma de superar o momento de crise política seria:
62% – Dilma e Michel Temer saírem do governo e ocorrerem novas eleições para presidente
25% – Dilma continuar seu mandato com um novo pacto entre governo e oposição
8% – Dilma sofrer impeachment e o vice-presidente Michel Temer assumir a presidência
3% – Não sabe/não respondeu
2% – Nenhuma dessas/outra

O Ibope também perguntou com qual das frases o entrevistado está mais de acordo:

40% – A democracia é preferível a qualquer outra forma de governo
34% – Para as pessoas em geral, dá na mesma se um regime é democrático ou não
15% – Em algumas circunstâncias, um governo autoritário pode ser preferível a um governo democrático
11% – Não sabe/não respondeu

Questionados sobre o grau de satisfação em relação ao funcionamento da democracia no Brasil, os resultados foram os seguintes:

49% – Nada satisfeito
34% – Pouco satisfeito
12% – Satisfeito
3% – Não sabe/não respondeu
2% – Muito satisfeito

Segundo o Ibope, as perguntas cujas somas das porcentagens não totalizam 100% são decorrentes de arredondamentos ou de múltiplas respostas. O nível de confiança da pesquisa é de 95%.
Processo de impeachment

O plenário do Senado elege nesta segunda-feira (25) os 21 membros titulares e 21 suplentes da comissão especial que analisará as acusações contra a presidente Dilma Rousseff no processo de impeachment. A partir desse momento, o relator terá 10 dias úteis para elaborar um parecer pela admissibilidade ou não do processo de impeachment. O relatório é votado na comissão e depois submetido ao plenário. A oposição quer concluir a votação no plenário entre os dias 11 e 15 de maio.

Se houver voto favorável da maioria – 41 dos 81 senadores, o processo é instaurado e Dilma é afastada temporariamente do cargo. Se isso ocorrer, inicia-se a fase de coleta de provas. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, assumirá a condução do processo e Dilma terá direito de apresentar defesa. Para cassar o mandato da presidente, o quórum exigido é maior – dois terços, ou 54 dos 81 senadores.

Por G1
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Índios Parakanã ocupam sede da Funai em Altamira

Foto- Indigenas acampados na Norte Energia- Grupo protesta contra a nomeação do novo coordenador regional do órgão
A sede da Fundação Nacional do Índio, em Altamira, sudoeste paraense, foi ocupada por um grupo de índios da etnia Parakanã na manhã desta segunda-feira (25).
Os indígenas discordam da nomeação de Gilson Curuaia para o cargo de coordenador regional da fundação. Segundo os índios, o cargo deve ser ocupado por um servidor de carreira da Funai e não por uma liderança indígena indicada pela direção do órgão em Brasília.
Por: Redação ORM News
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Lula: ‘quadrilha legislativa implantou a agenda do caos no Brasil’

Ex-presidente se manifesta publicamente pela primeira vez após aprovação do impeachment pela Câmara. © Foto: Pedro Kirilos/Agência O Globo

Em sua primeira manifestação pública depois da aprovação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff pela Câmara dos Deputados, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira que a Casa é comandada por uma “quadrilha legislativa que implantou a agenda do caos no Brasil”. O petista ainda reconheceu falhas do governo.

Com voz rouca, Lula preparou um discurso, que foi lido pelo diretor de seu instituto e ex-ministro Luiz Dulci durante seminário realizado, em São Paulo, pela Aliança Progressista, rede de partidos de vários países.

– A oposição derrotada por quatro vezes optou por uma atitude golpista, para voltar ao poder (…) voltar com a agenda neoliberal – disse Lula no discurso lido por Dulci. Lula completou: Uma quadrilha legislativa implantou a agenda do caos.

O ex-presidente falou ainda que “a população do Brasil sofre com falhas do governo, que precisam ser corrigidas”.

Apesar do mea culpa, o ex-presidente acusou a oposição de trabalhar para “aprofundar o caos” por não aceitar o resultado da eleição de 2014:

– Uma verdadeira quadrilha legislativa implantou a agenda do caos.

Lula disse que o que acontece atualmente “envergonha o Brasil aos olhos do mundo” e a defesa de Dilma foi ignorada, não passando de “mera formalidade”. O ex-presidente afirmou ainda que “a solução dessa crise passa pela manutenção do processo democrático”.

O petista atacou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que, segundo ele, deflagrou o impeachment porque o PT não aceitou ajudá-lo no conselho de ética da Casa.

– Foi um gesto claro de vingança.

Enquanto Dulci lia o discurso de Lula, manifestantes pró e contra o impeachment protestaram em frente ao hotel onde acontecia o seminário. Os manifestantes favoráveis ao governo estenderam uma faixa no chão com a frase “Não vai ter golpe”.

Do outro lado, as pessoas portavam cartazes de apoio ao juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava-Jato. Motoristas que passam na frente do hotel, localizado na Bela Vista, buzinavam para os manifestantes. A Polícia Militar os separou em dois grupos.

Por O Globo

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Trabalho Escravo-PRF flagra grupo transportado em caminhão baú na Transmazônica

Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagrou na madrugada deste domingo (24) um grupo de trabalhadores sendo transportado em um caminhão baú no no km 625 da BR-230, em Altamira, no sudoeste do Pará.

De acordo com a PRF, 15 homens ocupavam dois compartimentos diferentes dentro do baú do veículo, dormindo em redes presas em suportes para mercadorias, em meio a panelas e uma motocicleta, sem qualquer acesso à iluminação ou ventilação.

Em depoimento aos agentes, os trabalhadores afirmaram que essa não seria a primeira vez em que eram submetidos a condições degradantes nesse tipo de transporte. Um homem se apresentou como o responsável pelo grupo e disse que atuava na região Norte com a venda de panelas fabricadas no Ceará. O veículo partiu de Altamira em direção ao município cearense de Juazeiro do Norte, localizado a cerca de 1.838 km de distância.

Segundo a PRF, o motorista do caminhão e o carona foram levados para a delegacia da Polícia Federal em Altamira, onde devem ser autuados pelo artigo 149 do Código Penal, que caracteriza o crime de submeter trabalhadores a condições degradantes ou à condição análoga à de escravo, com pena prevista de dois a oito anos de reclusão e multa.
G!-PA
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