Fãs de Munik planejam dar carro de até R$ 200 mil de aniversário à ex-BBB

O carro que pretendem dar à Munik custa de R$ 100 a 200 mil.

 (Foto: Reprodução) © Fornecido por Jetss Comunicação Ltda.
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Parece que a sorte de Munik não para de crescer. Após vencer o BBB 16, a morena está sendo amplamente mimada por seus fãs, muito mais do que qualquer fã-clube de outro ex-participante do reality. Alguns já tiveram festas legais organizadas em sua homenagem ou até sua casa mobiliada, porém, dia 5 de julho, aniversário da campeã, eles planejam presenteá-la com um carro de luxo.

Isso porque durante o programa – e em algumas entrevistas – ela admitiu que seu sonho era ter um carro da marca Land Rover. E, para seus fãs, seu pedido é uma ordem – mesmo que ele custe  de R$ 100 mil a 200 mil, quase 15% de seu prêmio no programa da TV Globo.

Ela já pediu diversas vezes para que seus admiradores não gastem dinheiro com ela, principalmente com presentes carros. Porém, às vezes, o pedido dela não era uma “ordem”. Uma fã que, assim como Munik é goiana, deu sozinha uma bolsa e um relógio da marca de luxo Michael Kors no valor de R$ 3 mil. Se a bela tivesse continuado em um relacionamento com seu rápido affair na casa, Juliano Laham, eles já teriam ido conhecer o Líbano, país do qual o galã descende. Isso porque uma fã havia prometido uma passagem de ida e volta.

No intuito de realizar o sonho automobilístico de sua musa, os diferentes fã-clubes espalhados pelo Brasil vão se unir em uma “vaquinha” conjunta.
Um dos muitos presentes recebidos pela ex-BBB (Foto: Reprodução / Instagram) © Fornecido por Jetss Comunicação Ltda. ME

Um dos muitos presentes recebidos pela ex-BBB (Foto: Reprodução / Instagram)
Um dos muitos presentes recebidos pela ex-BBB (Foto: Reprodução / Instagram)

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Renan quer concluir votação do impeachment nesta quarta-feira

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), planeja concluir a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff na próxima quarta-feira. Ele se reunirá nesta terça-feira com os líderes de partidos e bancadas para acertar os prazos e horários da sessão que pode decretar o afastamento imediato da presidente do cargo e por um prazo de até 180 dias.

Nos planos do peemedebista, a sessão de debates deverá durar cerca de dez horas, com duas pausas de uma hora. Renan planeja abrir a sessão às 9 horas e prosseguir até o meio-dia. À tarde, os debates seriam retomados às 13 horas e interrompidos novamente às 18 horas. Por volta das 19 horas, haveria a derradeira chamada e a fase final de votação.

“A ideia é concluir a votação ainda na quarta-feira”, disse Renan ao deixar o Senado na noite desta segunda-feira, depois de ignorar a decisão do presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), que mandou anular a sessão em que 367 deputados votaram pela admissibilidade da denúncia por crime de responsabilidade contra Dilma.

Questionado sobre quando notificaria Dilma sobre o provável afastamento por 180 dias, Renan respondeu a contragosto: “Eu não me sinto confortável na condução desse processo, a história é que exige. Eu não gostaria de falar sobre notificação porque estamos antecipando fatos. Vamos fazer da melhor maneira possível, sem exposição de ninguém”.

O presidente do Senado vai abrir as inscrições para oradores contra e a favor da denúncia às 15 horas desta terça. A expectativa é que sessenta oradores participem dos debates. Cada um deve ter até dez minutos – e os líderes outros cinco minutos.

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Waldir Maranhão revoga ato que anulou o impeachment

 O presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), concede entrevista coletiva em Brasília (DF) – 09/05/2016
O presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), revogou na noite desta segunda-feira decisão que ele mesmo havia proferido para anular o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em decisão surpreendente e sem fundamento jurídico, Maranhão havia acatado na manhã desta segunda recurso ingressado pela Advocacia-Geral da União (AGU) que pedia pela retomada da ação contra a presidente da República. A canetada do novo comandante da Câmara provocou imediata reação e foi criticada pela oposição, por juristas e pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) – que classificou a medida como “brincadeira com a democracia” e decidiu ignorar a determinação, dando seguimento ao impeachment.

O recuo de Maranhão se deu por meio de uma breve nota em que ele diz, em cinco linhas, que revoga a decisão por ele proferida “em 9 de maio de 2016, por meio da qual foram anuladas as sessões do plenário da Câmara dos Deputados ocorridas nos dias 15, 16 e 17 de abril de 2016, nas quais se deliberou sobre a denúncia por crime de responsabilidade número 1/2015”.

Sucessor de Eduardo Cunha na presidência da Câmara, Maranhão foi alvo, após a anulação do processo de impeachment, de uma série de ameaças de retaliação: dois partidos ingressaram contra ele no Conselho de Ética da Casa por quebra de decoro já nesta tarde. A ação pode levá-lo à cassação do mandato. Em outra frente, o PP convocou reunião de emergência da Executiva para discutir a expulsão do deputado dos quadros da legenda e também para escolher um possível nome para substituí-lo no mais alto posto da Câmara.

Deputados de catorze partidos também prepararam uma rebelião contra Maranhão: planejaram uma debandada em massa da sessão convocada por ele para as 8h desta terça-feira, quando estavam em pauta mais de 64 itens. Em outra frente, eles marcaram uma sessão para as 19h com objetivo único de questionar o ato de Maranhão. O presidente da Câmara, nesta noite, também cancelou a sessão da manhã, remarcando-a para as 14h.
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Maranhão diz que decidiu anular votação para ‘salvar a democracia’

O presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), afirmou nesta segunda-feira (9) que tomou a decisão de tentar anular a votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff para “salvar a democracia”.

Disse ainda que é preciso “corrigir vícios que certamente poderão ser insanáveis no futuro” e que, “em momento algum”, está “brincando de fazer democracia”.

Substituto de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na presidência da Câmara, Maranhão acolheu nesta segunda-feira pedido feito pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, para tentar anular a votação do processo de impeachment no plenário da Câmara. No seu despacho, Maranhão determinava a convocação de novas eleições em um prazo de cinco sessões a partir do momento em que o processo fosse devolvido pelo Senado.

“A decisão foi com base na Constituição, com base no nosso regimento para que possamos corrigir em tempo vícios que, certamente, poderão ser insanáveis no futuro. Tenho consciência do quanto esse momento é delicado, momento em que nós temos o dever de salvarmos a democracia pelo debate. Não estamos, nem estaremos em momento algum brincando de fazer democracia”, disse Maranhão em um breve pronunciamento à imprensa em seu gabinete na Câmara.

Antes da fala de Maranhão, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), comunicou ao plenário da Casa que decidiu dar continuidade à tramitação do processo de impeachment de Dilma à revelia do ato de Maranhão de anular a votação do dia 17 de abril.

A decisão foi tomada após Maranhão se reunir na noite de domingo com Cardozo. O G1 apurou que o presidente interino da Câmara retornou a Brasília no domingo, junto com o governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), aliado de Dilma e uma das principais vozes contrárias ao impeachment. Dino e Maranhão seguiram para a casa do deputado Sílvio Costa (PTdoB-CE) e lá teriam se reunido com o advogado-geral da União.

Maranhão tomou a decisão sem consultar a área técnica da Câmara, que só foi informada depois e chegou a desaconselhar Maranhão, alegando falta de embasamento jurídico para a decisão. Mas o presidente em exercício da Câmara manteve a decisão.

Ddurante o fim de semana e na manhã desta segunda-feira, Maranhão participou de reuniões com integrantes do governo federal, deputados do PT e do PC do B.

Inicialmente, a previsão era que Maranhão fizesse o seu pronunciamento em um púlpito instalado no Salão Verde, onde, normalmente, os parlamentares concedem entrevistas coletivas. No entanto, após duas mudanças de horário, o local foi transferido para o gabinete da presidência da Câmara.

Bate-boca no gabinete
Após a breve fala, Waldir Maranhão entrou numa sala reservada do gabinete da Câmara, e a deputada Jandira Feghali (PC do B-RJ) iniciou coletiva de imprensa para criticar a decisão do presidente do Senado de dar continuidade ao processo de impeachment.

Em seguida, o deputado Marcelo Aro (PHS-MG) usou o microfone, ainda dentro do gabinete da presidência da Câmara, para criticar a Waldir Maranhão e pedir a cassação do parlamentar do PP. “Estamos entrando com pedido de cassação do presidente interino, deputado Waldir Maranhão”, afirmou.

Jandira Feghali tentou interromper a entrevista de Marcelo Aro, dizendo que ele não poderia se pronunciar no gabinete do presidente da Câmara. “Você está usando a sala do presidente da Câmara para criticá-lo. É aliado do Cunha”, disse a deputada do PC do B.

“Prefiro do que ser puxadinho do PT”, rebateu Marcelo Aro. “Puxadinho é você, do Cunha. Você não é ninguém aqui dentro. Sai para lá”, gritou de volta Jandira Feghali. Pouco depois a assessoria da presidência da Câmara desligou o microfone e pediu que os jornalistas deixassem o gabinete.

Por G1

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Moratória da Soja é renovada por tempo indeterminado

A Moratória da Soja, acordo entre sociedade civil, indústria e governo que tem importante contribuição para a redução do desmatamento da Amazônia, foi renovada hoje em cerimônia realizada em Brasília na sede do Ministério do Meio Ambiente (MMA). A novidade do acordo deste ano é a prorrogação da Moratória por tempo indeterminado – ou, como diz o termo de renovação, até que ela não seja mais necessária.  Estabelecida em julho de 2006, o acordo vinha sendo renovado anualmente desde 2008.  O complexo soja – grãos, farelo e óleo – lidera a pauta de exportações de commodities agrícolas do Brasil, tendo gerado receita de US$ 31,27 bilhões em 2015.

Agricultura na região amazônica
Agricultura na região amazônica

O compromisso, que garante acesso ao mercado apenas à soja que não esteja envolvida com desmatamento, trabalho escravo ou ameaças a terras indígenas, foi ratificado pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira e pelos coordenadores do Grupo de Trabalho da Soja (GTS) – Carlo Lovatelli, presidente da Abiove (Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais); Sergio Mendes, diretor geral da ANEC (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais) e Paulo Adario, coordenador da sociedade civil no GTS e estrategista sênior de florestas do Greenpeace.
“A renovação da Moratória por tempo indeterminado dá segurança a produtores e empresas comercializadoras de que o diferencial positivo da soja nacional, que é a contribuição dada pela Moratória para a queda espetacular nas taxas anuais de desmatamento da Amazônia, continuará a manter abertas as portas do mercado global ao produto brasileiro mesmo em tempos de crise ambiental e político-econômica”, disse Paulo Adario ao assinar o termo de compromisso em nome das ONGs do GTS. “A floresta agradece. E nós, do GTS, ganhamos mais fôlego para continuar a trabalhar em busca de uma ferramenta permanente que alie produção e conservação de florestas e a proteção dos povos que nelas vivem.”

Assinada pela primeira vez em 2006, após uma série de denúncias feitas pelo Greenpeace ligando a produção do grão na Amazônia ao desmatamento, a Moratória da Soja é um acordo assumido pelas empresas comercializadoras onde as companhias se comprometem a não comprar o grão de áreas que foram desmatadas após a assinatura do termo. A data de referência da moratória foi mudada posteriormente para 2008, em alinhamento ao novo Código Florestal. Esse compromisso é rigorosamente monitorado pelo GTS utilizando metodologia baseada na análise de imagens de satélite fornecidas pelo INPE e análise estatística desenvolvida em visitas de campo e sobrevoos, apoiada por auditagem dos contratos entre fazendeiros e empresas compradoras.
Desde a entrada em vigor da Moratória, a área ocupada por soja no bioma Amazônia aumentou de pouco mais de 1 milhão de hectares para 3,6 milhões. Essa enorme expansão não resultou, no entanto, em aumento exponencial de área desmatadas. Na safra passada, a área plantada com o grão em desmatamentos ocorridos após 2008 correspondeu a apenas 0,8% da área total de soja no Bioma Amazônia. “Isso prova que é possível produzir mais sem destruir a floresta”, disse Adario.
Acabar com o desmatamento está entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, assinado por diversos países, incluindo o Brasil, e é o desejo de mais de 1,4 milhão de brasileiros que assinaram pelo projeto de lei do Desmatamento Zero, entregue no Congresso no ano passado. A Moratória da Soja é um dos melhores exemplos de como o Desmatamento Zero pode ser colocado em prática e a prova de que acabar com a destruição da Amazônia é vantajoso para todos.

Fonte: Julia Zanolli e Jéssika Oliveira
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Vereador é preso em flagrante com carro roubado em Uruará

Luiz Macedo, vereador do DEM – Um Vereador do município de Uruará foi preso em flagrante pelo crime de receptação de carro roubado. Luiz Macedo, de 44 anos, do DEM, foi eleito em 2012 com 340 votos. O flagrante foi realizado pelos investigadores Silvio Alex, Célio Salvador e Alexandre, ainda de acordo com informações da Polícia, o veículo (um Montana) está com queixa crime da Bahia. O parlamentar é acusado de receptação de carro roubado.

No final da tarde de sexta-feira, dia 06/05, depois de investigações, policiais civis de Uruará se deslocaram para a vicinal do Km 175, onde o Vereador mora. Depois de fazem a perícia foi comprovado que se tratava de um veículo roubado do interior da Bahia.

Em depoimento, o vereador Luiz Macedo alegou que não sabia da procedência do veículo e afirmou que jamais imaginou que seria um veiculo roubado. O Vereador foi liberado depois de pagar a fiança de R$ 2,000,00 mil, pela penalidade e irá responder na Justiça por receptação.

Fonte: Uruará em Foco

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Renan ignora decisão de Maranhão e mantém processo .

O presidente do Senado, Renan Calheiros – Jefferson Rudy / Agência Senado – Basília – O presidente do Senado, Renan Calheiros, anunciou nesta segunda-feira, que vai manter o cronograma do processo do impeachment na Casa. O presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), anulou hoje a votação do processo de impeachment na Câmara, por considerar, a partir da petição da AGU, que ocorreram “alguns vícios que tornaram nula de pleno direito a sessão” que aprovou o afastamento da presidente. A decisão anunciada por Renan foi tomada após reunião com os líderes dos partidos no Senado.

– Essa decisão do presidente da Câmara agora é, portanto, absolutamente intempestiva. Aceitar essa brincadeira com a democracia seria ficar pessoalmente comprometido o atraso do processo. E não cabe, ao fim e ao cabo, ao presidente do Senado dizer se o processo é justo ou injusto, mas ao plenário do senado, ao conjunto dos senadores, foi essa a decisão do STF – disse Renan.

Renan disse que seguirá fielmente a Constituição e os acórdãos do Supremo Tribunal Federal (STF) e ainda o precedente de 1992, do processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor. Ele lembrou que, em 1992, o Senado foi informado da decisão pela Câmara dos Deputados.

– A comunicação é etapa posterior ao ato já concluído. Não poderia a formalidade tornar nulo o ato prévio. Se aceitássemos tal argumento, que a autorização da Câmara deveria ter sido veiculada por meio de Resolução e não de ofício. A Lei do Impeachment de 1950 é por si só um fator de desestabilização política. Todos os presidentes, de lá para cá, sofreram pedidos de impeachment feitos por qualquer cidadão. Um pedido com tal consequência, que pode ser articulado por qualquer cidadão, é porta aberta para crises, impasses e turbulência, ao estalar de dedos da autoridade de plantão – disse Renan.

Logo após o anúncio, o presidente do Senado suspendeu a sessão por dois minutos, porque senadores do PT e aliados da presidente Dilma Rousseff começaram a gritar.

– Não gritem! Não gritem! A democracia não se faz com gritos!!! Vou suspender a sessão para que Vossas Excelências gritem em paz! – disse Renan, ironizando: – Não tenho semelhança geográfica com ele (Maranhão).

Segundo a decisão do presidente interino da Câmara, os partidos não poderiam ter fechado questão ou firmado orientação para que os parlamentares votassem de um jeito ou de outro, mas deveriam votar de acordo com suas convicções pessoais.

Os deputados também não poderiam, segundo a decisão do presidente interino, ter anunciado seus votos, o que para ele caracteriza “prejulgamento e clara ofensa ao amplo direito de defesa”. Além disso, Maranhão argumentou que a defesa da presidente teria de falar por último no momento da votação e não o relator Jovair Arantes (PTB-GO), como foi o caso.

Para o presidente da comissão do impeachment no Senado, Raimundo Lira, não há fundamento jurídico para interromper a tramitação do impeachment:

— Segue absolutamente normal. Não há nenhuma razão jurídica para não seguir. Eu quero tranquilizar o Brasil. Essa decisão tumultuou a economia brasileira, o processo político. Não foi boa para o Brasil. Temos que ter responsabilidade, a calma e, sobretudo, a serenidade para não criar nenhum fato novo para complicar a vida brasileira. Não tem nenhuma eficácia. Hoje, (o processo de impeachment) pertence ao Senado Federal — avaliou Raimundo Lira.

Lira afirmou também que a leitura do parecer do senador Antonio Anastasia (PMDB-MG), prevista para hoje, pode ser feita até o final do dia, pois o cronograma do processo fala em 48 horas para o anúncio em plenário e não em dias. Na sexta-feira, a comissão especial do impeachment no Senado aprovou a admissibilidade do processo de impeachment por 15 votos a 5.
Por O Globo
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Barbosa diz que decisão sobre impeachment acabará no STF.

Foto: O Globo – Para o ex-ministro do tribunal, decisão aponta ‘vícios jurídicos’ no rito do impeachment.
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa afirmou no início da tarde desta segunda-feira, em sua conta de Twitter, que a decisão de Waldir Maranhão de suspender o processo do impeachment provavelmente acabará no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Dificilmente a inesperada decisão de Waldir Maranhão escapará ao crivo do STF, qualquer que venha a ser o seu desfecho. Por que? / Porque ela aponta “vícios jurídicos” no rito do processo de impeachment. Ou seja, matéria da alçada do tribunal”.

Minutos antes, o ex-ministro fez uma crítica à série de reviravoltas no cenário político, dizendo que no exterior os brasileiros devem estar se transformando em “um manancial de piadas”, em uma tradução livre.

“Sabem o que mundo inteiro deve estar pensando sobre nós, brasileiros? A laughing stock (chacota, em inglês), muitos devem estar achando…”.
Por O Globo
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Filho de Bin Laden apela à união entre Al-Qaeda e ISIS

O filho de Osama Bin Laden terá desafiado todas as tropas terroristas a viajarem para a Síria e a unirem-se.

A mensagem do jovem de 23 anos ficou gravada e nela, segundo o The Mirror, pode ouvir-se Hamza afirmar: “A nação muçulmana deveria reunir-se na Síria e unir aí as suas forças. Não existem mais desculpas para aqueles que defendem divisões, sobretudo agora que o mundo está unido contra os muçulmanos”.

A gravação – intitulada ‘Jerusalem is a Bride and Out Bloof is her Dowry’ – surge depois de o líder da Al -Qaeda , Ayman al- Zawahri, ter pedido aos combatentes jihadistas rivais na Síria que se unissem ou arriscasseem a morte.

“A questão da unidade hoje é de vida ou morte”, disse Zawahiri numa mensagem áudio divulgada sábado na Internet.

“Ou se unem para viver como muçulmanos com dignidade, ou brigam e se separam e são engolidos um a um”, acrescentou, de acordo com o grupo de monitorização SITE, organização que vigia a atividade ‘jihadista’ na Internet.

A Frente Al-Nusra, afiliada síria da Al-Qaida, é adversária do EI, formado por dissidentes da Al-Qaida, cujo líder, Abu Bakr al-Baghdadi, proclamou em 2014 um califado islâmico em todo o território conquistado na Síria e no Iraque.

O filho de Bin Laden disse que a Síria é o “melhor campo de batalha” para conduzir à “libertação de Al-Quds”, o nome arábico de Jerusalém.

“O caminho para a libertação da Palestina é hoje muito mais curto em comparação com o que era antes da abençoada revolução síria”, sustentou.

 Por Noticias ao Minuto/ Andrea Pinto com Lusa

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Veja repercussão sobre a decisão de anular votação do impeachment

 G1, em São Paulo e Brasília -Políticos, especialistas e instituições repercutem a decisão do presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), de anular a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff. A oposição diz que vai contestar a decisão no Supremo Tribunal Federal (STF).

Maranhão acolheu pedido feito pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. No despacho sobre a decisão, ele marcou uma nova votação, para daqui a 5 sessões do plenário da Casa, para os deputados federais voltarem a analisar o pedido impeachment. O prazo começa a contar no momento em que o processo for devolvido para a Casa pelo Senado.

Veja a repercussão:

Antonio Imbassahy (PSDB-BA), deputado
Foi um abuso do presidente em exercício. Vamos entrar com mandato de segurança, até porque o ato do afastamento por decisão da Câmara foi juridicamente perfeito, foi observado rigorosamente o rito pelo Supremo Tribunal, e teve aprovação majoritária da Câmara. Mais ainda, a competência do presidente em exercício já cessou para esse caso. E o Senado já reconheceu a decisão da Câmara e deu continuidade, um abuso de poder.

Afonso Florence (PT-BA), deputado e líder do PT na Câmara
Florence disse que a decisão de Maranhão era “esperada” após o afastamento de Eduardo Cunha pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada.

De acordo com Florence, a decisão do STF “expôs as ilegalidades praticadas por Cunha”, entre elas “chantagem” e o ritmo rápido do processo, que segundo o petista desrespeitou a lei.
“Era ilegal o fechamento de questão”, disse Florence, se referindo a um dos problemas da votação do impeachment na Câmara apontados pela Advocacia-Geral da União (AGU) e que foi acolhido agora por Maranhão.

“O objetivo agora é fazer o procedimento [votação da admissibilidade do impeachment] legal, formal, diferentemente do que fez Eduardo Cunha. Estavam forçando a barra para constituir um governo sem voto”, afirmou Florence.

Ele também disse acreditar que o governo tem chances de reverter o resultado em uma nova votação. “A rejeição ao impeachment cresceu”, disse.

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deputado afastado
“A decisão do presidente em exercício da Câmara dos Deputados é absurda, irresponsável, antirregimental e feita à revelia do corpo técnico da Casa, que já tinha manifestado a posição de negar conhecimento ao recurso, cuja assinatura eu iria apor na quinta-feira (5/5), data do meu afastamento”, diz em nota.

“A participação do advogado-geral da União e do governador do Maranhão na confecção da decisão mostra a interferência indevida na tentativa desesperada de evitar a consumação, pelo Supremo Tribunal Federal, da instauração do processo de impeachment da Presidente da República.”

“Condeno as insinuações de qualquer natureza publicadas por jornalistas inescrupulosos de qualquer participar minha no episódio”, diz Cunha.

José Agripino (DEM-RN), líder da oposição no Senado
“A matéria remetida da Câmara para o Senado não tem caminho de volta. Trata-se de ato jurídico perfeito e acabado. Inacreditável a audácia dos protagonistas. Não resiste a um mandado de segurança. O Senado, depois de aprovar relatório amplamente discutido na Comissão Especial, não tem como modificar o calendário que marca para quarta-feira (11) a votação impeachment”.

Miro Teixeira (Rede-RJ), deputado
Deputado diz que presidente da Câmara não pode derrubar decisão do plenário. Segundo ele, o presidente da Câmara não pode derrubar uma decisão do plenário da Casa e essa medida não poderia ter sido tomada por um presidente interino. O deputado Miro Teixeira disse ainda que, como o Senado já deu andamento ao pedido de impeachment da presidente Dilma, cabe ao presidente do Senado, Renan Calheiros, se manifestar sobre o assunto.

Marco Maia (PT-RS), deputado
“Era o mínimo que se esperava. A decisão recompõe o processo dentro do que prevê a Constituição. É uma decisão corajosa. Cinco sessões para uma nova votação é um prazo adequado para novas discussões com maior defesa da presidente.”

Aécio Neves (PSDB-MG), senador
“Trata-se de matéria preclusa na Câmara dos Deputados. Cabe agora ao Senado Federal dar andamento ao processo que ali já se encontra, mantendo a votação marcada para a próxima quarta-feira. O Brasil tem que superar o mais urgentemente possível esse clima de instabilidade e, para isso, é fundamental que o Senado exerça suas prerrogativas e cumpra suas responsabilidades. Confiamos que essa será a decisão do presidente do Senado , Renan Calheiros, e da Mesa Diretora do Senado”, disse ele, segundo nota da assessoria de imprensa.

Fernando Francischini (Solidariedade-PR), deputado e membro da comissão especial do Impeachment na Câmara
Segundo nota da assessoria, o deputado vai protocolar nesta segunda-feira (9), mandado de segurança no STF pedindo a anulação da decisão do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão. “É nada menos que chamar o povo brasileiro de ‘palhaço’. É inacreditável constatar que Lula e o PT manobram nos bastidores para tentar anular o processo legítimo do impeachment. Esperamos uma decisão sóbria e equilibrada do STF que determinou um rito que o Congresso vem cumprindo rigorosamente”, disse o parlamentar, segundo o texto.

Michael Mohallem, professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (FGV/RJ)
“É uma decisão chocante pelo momento em que ela foi tomada. O processo já saiu da Câmara dos Deputados e está há algum tempo no Senado, já houve uma votação no Senado. Então houve essa análise tardia de um recurso. Não se esperava essa anulação por parte da Câmara neste momento. Talvez se houvesse alguma razoabilidade de anular o processo, isso se esperaria vindo do STF.”

Edinho Silva (PT-SP), ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
“Não é algo novo. É um questionamento antigo que o ministro [Eduardo] Cardozo já havia feito. Independente do rito, o deputado Maranhão está questionando algo que penso ser importante, porque é uma decisão que tem repercussão e que ele tomou com segurança. Ele deve ter embasamento com relação ao rito”, afirmou Edinho.

O ministro reforçou que o Palácio do Planalto seguirá questionando o mérito do processo de impeachment que tramita no Senado Federal.

“Vamos ver os desdobramentos dessa decisão do deputado Maranhão, e vamos estar atentos, mas não abrimos mão do debate do mérito que, no nosso entender, impeachment peca na origem porque não tem fundamentação mérito no que se refere ao crime de responsabilidade fiscal”, disse.

Claudio Lamachia, presidente nacional da OAB
“A OAB vê com extrema preocupação a decisão tomada pelo presidente interino da Câmara. Esse tipo de ação atende a interesses momentâneos de alguns grupos políticos, mas ignora as decisões legítimas já tomadas. O Brasil está na UTI política, vivendo o ápice de uma crise ética e institucional. A OAB não aceita que, neste momento em que a sociedade brasileira espera que a crise seja superada com respeito a Constituição Federal, coloque-se em prática um vale-tudo à margem da Carta.”

Flávio Dino (PCdoB-MA), governador do Maranhão
O governador se disse favorável à anulação da votação do impeachment na Câmara. Defensor da presidente, Dino é apontado como influenciador da decisão falou sobre o caso pelas redes sociais.

“Natural que o deputado Waldir Maranhão, sendo do meu Estado, peça minha opinião sobre temas relevantes. Como eu peço a ele também. Juridicamente, a decisão do deputado Waldir Maranhão é centenas de vezes mais consistente do que o pedido do tal ‘impeachment’. Realmente fico perplexo como alguém pode inventar essa tese de “pedaladas” e meia dúzia de decretos orçamentários como causa de impeachment”, escreveu nas redes sociais.

“Defensores do ‘impeachment’ não querem aceitar que o presidente da Câmara dos Deputados tome decisões. Só vale quando é para um dos lados? Raiva contra decisão do deputado Waldir Maranhão mostra o que venho apontando: golpistas não aceitam regras do Estado de Direito. Tenho orgulho de defender a Constituição, o Estado de Direito e a Democracia. E por isso apoio a decisão do presidente Waldir Maranhão.”

Beto Mansur (PRB-SP),deputado e 1º Secretário da Câmara dos Deputados
Beto Mansur explica que a petição da AGU chegou no dia 25, quando Câmara já havia enviado o processo ao Senado. Não houve decisão, porque a cúpula da Câmara considerou extemporânea. Poderia ter sido arquivado ou concedido, mas acabaram deixando de decidir por considerar que o pedido estava fora do prazo. “A AGU entrou fora de prazo com questionamento no dia 25 de abril. Poderia ter sido arquivado. Mas foi desconsiderado, porque estava fora de prazo”, disse.

Beto Mansur afirmou ainda que Maranhão poderá sofrer “consequências” no Conselho de Ética e classificou a decisão de anular a votação do impeachment de ato indevido. Mansur disse que “possivelmente muitos tem interesse” em acionar o Conselho de Ética e citou o PP como exemplo.

“Ele, possivelmente, pode sofrer as consequências do ato. Não tem como um vice-presidente tomar uma decisão contra 367 deputados. Pode ser enviado ao Conselho de Ética. Ele, com certeza, pode ser responsabilizado pelo ato que cometeu. Assinou ato indevido e pode sofrer consequências no conselho de ética da Câmara”, disse.

Segundo Mansur, o presidente interino não consultou qualquer membro da Mesa Diretora nem a área técnica na tomada da decisão. “Ele não consultou absolutamente ninguém. Não consultou nenhum membro da mesa. Eu fiquei aqui até sexta de noite. Não houve nenhum tipo de consulta a nenhum membro da Mesa. Ele tomou a decisão sozinho.”

José Guimarães (PT-CE), deputado e líder do governo na Câmara
Em entrevista à GloboNews, o deputado comentou o argumento da AGU, aceito por Maranhão, de que a defesa da presidente Dilma não teve direito à fala no dia da votação na Câmara. “O relator falou na sessão, por que não foi pedido direito de defesa na sessão? Considero que essa decisão evita a judicialização.”

“[A decisão] não é intempestiva, porque foi tomada com base nos pressupostos que conformam a nossa Constituição e a Lei 1.079, no artigo 23, que estabelece questões fundamentais que estão na base da decisão do presidente Waldir Maranhão. Primeiro, o  fechamento de questão nas bancadas. As bancadas não podem fechar questão, porque você antecipa o voto. Segundo, faltou o projeto de resolução, ao encaminhar o processo da Câmara para o Senado”, afirmou.

Ivan Valente (PSOL-SP), deputado
É uma decisão supreendente, mas entendo que, para mim, como o processo é um golpe e ilegítimo, assim como o presidente [Eduardo] Cunha decidiu monocraticamente iniciar a tramitação do impeachment, a decisão do [Waldir] Maranhão também pode ser monocrática. Isso interrompe o golpe e deixa a direita desnorteada. É evidente que os golpistas vão tentar reverter. Essa decisão embaralha o jogo, vai haver uma disputa bastante acirrada”, afirmou.

“Como tivemos um processo ilegal e ilegítimo, vamos ver se essa decisão pode ser duradoura. Eles [oposição] vão tentar contestar por vários meios, agora não sei como. Não tem nenhuma análise jurífica sobre isso, sobre se ele [Maranhão] pode ter decisão monocrático”, disse.

Para Ivan Valente, o processo pode sim voltar do Senado para a Câmara porque ainda não foi concluído.

Janaína Paschoal, coautora do pedido de impeachment
A advogada Janaína Paschoal defendeu que o Senado deve ignorar a decisão do presidente interino da Câmara, deputado Waldir Maranhão. “Senado tem que ignorar e tocar o processo. Os argumentos são absolutamente insubsistentes”, afirmou ao G1.

Uma loucura, um absurdo. Ele [Maranhão] não tem competência para isso. O procedimento está no Senado. O Senado é soberano. Essa decisão é extemporânea. Ainda que o processo estivesse na Câmara, ele não tem poder para anular o trabalho todo do plenário. Esse argumento de uma eventual falta de argumentação é absolutamente injustificado. Os deputados não têm que fundamentar o voto”, afirmou Janaína.

“É uma decisão que não se sustenta. O Senado tem que ignorar e tocar o processo. Os argumentos são absolutamente insubsistentes. É mais uma prova de que o governo não tem como se defender”, disse.

Gleisi Hoffmann (PT-PR), senadora
“O secretário-geral da Mesa já nos informou que chegou o ofício do presidente da Câmara. Agora, estamos esperando o presidente Renan chegar de Alagoas para remeter o processo. Ele tem que enviar o processo à Câmara e hoje, na sessão da tarde, tem que anunciar que este processo vai ser suspenso no Senado.”

Lindbergh Farias (PT-RJ), senador
“Melhora muito para a gente [a Câmara] ficar sem Eduardo Cunha na Presidência. Para nós, este processo estava viciado desde o início porque Cunha foi quem aceitou o pedido de impeachment em claro desvio de finalidade, por vingança. Claro que, agora, sem ele, o jogo muda. Temos condições de virar o jogo na Câmara dos Deputados.”

Pauderney Avelino (DEM-AM), deputado e líder do DEM na Câmara
Em entrevista a GloboNews, o deputado criticou a decisão de Maranhão. “É importante dizer que o presidente do Senado, ele pode não receber essa decisão exdrúxula, extemporânea. É uma decisão intempestivaa que o presidente interino da Casa, e lamento muito que este cidadão esteja como interino, tomou. Ele não pode tomar essa decisão. Esse processo não está mais na Câmara. Esse processo é um processo jurídico perfeito e concluído na Câmara dos Deputados. Se necessário, entraremos ainda hoje com mandato de segurança no STF.”

Mendonça Filho (DEM-PE), deputado
Ele afirmou que vai deliberar com a bancada do DEM a possibilidade de pedir ao Conselho de Ética a cassação do mandato de Maranhão. Partidos políticos podem entrar com representação contra parlamentares diretamente no colegiado. Qualquer cidadão pode acionar a corregedoria da Câmara, para investigar um parlamentar, mas o processo, neste caso, é mais lento.

Para Mendonça Filho, Maranhão agiu de forma arbitrária e desrespeitou a decisão de mais de dois terços da Câmara. “É ilegal, inconstitucional e uma matéria vencida. Não pode haver essa decisão sendo que, no Senado, já foi inclusive aprovado o processo na comissão especial. Ele não tem o condão de anular uma decisão desrespeitando o regimento interno, a lei de impeachment e a Constituição. Houve abuso de autoridade”, disse.

“Caberá ao Conselho de Ética fazer análise clara do que ocorreu. Ele quer desrespeitar decisão de dois terços da Casa de forma ilegal, inconstitucional e imoral”, completou o deputado do DEM.

Raimundo Lira (PMDB-PB), senador e presidente da comissão do impeachment no Senado
Em vídeo divulgado pela assessoria de imprensa, o senador criticou o ato de Maranhão. “Com relação à decisão do presidente da Câmara dos Deputados, venho informar o seguinte: primeiro, a sessão que votou a admissibilidade na Câmara dos Deputados seguiu rigorosamente o que determinou, o que preconizou a Constituição brasileira. No momento em que a Câmara protocolou a denúncia no Senado Federal, a Câmara perdeu qualquer ingerência sobre o processo de impeachment. Portanto, isso que o presidente da Câmara decidiu foi uma decisão essencialmente política e, no meu entendimento, equivocada.”

Paulo Pimenta (PT-RS), deputado
“Observem que o fiador do impeachment [Eduardo Cunha] está afastado não só da Presidência como também do exercício parlamentar. […] Ou seja, os golpistas estão sem garantia nenhuma das negociatas, dos acordos que tiveram por trás desses 367 votos [favoráveis ao impeachment]. […] A decisão do presidente [Waldir] Maranhão explicita que isso tudo é fruto de um ato criminoso.”

Silvio Costa (PTdoB-PE), vice-líder do governo na Câmara dos Deputados
“Agora, é com o Senado. O Waldir Maranhão já encaminhou um requerimento ao Senado pedindo para o senador Renan Calheiros [presidente da Casa] suspender [o processo] no Senado, porque o Senado não tem a prerrogativa de começar um processo de impeachment, mas, sim, de continuar. O impeachment começa na Câmara e, na hora em que a Câmara anula o processo, de acordo com a Constituição, o Senado vai ter que anular também.”

André Ramos Tavares, constitucionalista
“Tecnicamente, vai ter que acontecer um recurso dentro da previsão regimental ao plenário da Casa. Ou algum parlamentar entrar com um mandado de segurança no Supremo. E o Supremo tem sido muito célere nessas questões do impeachment. Sobre isso, acho que é uma desmoralização moral do Supremo porque, no fundo, a gente está vendo que tudo se transformou em questão de maiorias políticas e de quem tem o poder. A gente está assistindo a um cenário no qual o estado de direito se curvou às maiorias políticas e a quem detém o poder político. A gente está vendo uma discussão em que a presidente que perdeu o poder no Congresso, cai. O Supremo deveria estar conduzindo de maneira mais ampla. Ainda há várias brechas que ficaram nas decisões do Supremo, que não se manifestou sequer sobre se os crimes apontados na denúncia foram recepcionados. Um assunto que não deveria ser nebuloso, porque ele atrapalha a própria Democracia. O Supremo acabou não exercendo um papel mais firme nas questões jurídicas. Agora ele vai ser testado e vai ter que se pronunciar sobre o seu papel. E no final de tudo isso nós vamos precisar rever a Constituição, que vai sair muito enfraquecida de todo esse processo. Ficou desacreditada. Fragilizada. Vai ser inevitável. Ou teremos que ver se vai ser necessário discutir um novo pacto.”

Joaquim Barbosa, ex-presidente do STF
Pelo Twitter, Barbosa comentou a decisão de anular a votação sobre o impeachement. “Sabem o que mundo inteiro deve estar pensando sobre nós, brasileiros? ‘A laughing stock’ [uma chacota], muitos devem estar achando… Dificilmente a inesperada decisão de Waldir Maranhão escapará ao crivo do STF, qualquer que venha a ser o seu desfecho. Por que? Porque ela aponta ‘vícios jurídicos’ no rito do processo de impeachment. Ou seja, matéria da alçada do tribunal.”

Rogério Rosso (DF), deputado e líder do PSD
O deputado, que presidiu a comissão especial que primeiro analisou o processo de impeachment na Câmara, afirmou que a decisão de Maranhão não tem validade.  “Pela primeira vez nesse processo, eu vejo uma decisão sem qualquer cautela. Você tem um ato sem validade, porque o processo já está no Senado. Me preocupa muito uma decisão dessa amplitude não ter sido levada à consulta preliminar dos líderes e da Mesa Diretora”, disse.

Rede Sustentabilidade, por meio de nota
O partido chamou a decisão de Maranhão de “inadmissível e irresponsável”. “O processo de impeachment foi amparado em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que disciplinou os procedimentos para a tramitação do processo de impeachment no Congresso Nacional. Esses procedimentos foram integralmente seguidos pela Câmara dos Deputados e o atual presidente não tem a competência para estabelecer outros parâmetros, agora que a matéria já foi votada e encontra-se no Senado para análise e deliberação”, diz o texto.

“Alega o presidente da Câmara que ‘não poderiam os partidos políticos ter fechado questão ou firmado orientação para que os parlamentares votassem de um modo ou de outro’. Tal restrição, além de absurda, fere a independência dos partidos políticos quanto ao seu funcionamento interno, conforme está estabelecido em lei.  Maranhão também alega que os parlamentares não poderiam ter anunciado sua posição antes da votação. Confunde, talvez pelo despreparo, os procedimentos para acatamento da denúncia e sua admissibilidade, que ocorreu na Câmara dos Deputados, com o julgamento do impeachment, que ocorre no Senado. Apenas no segundo caso pode-se buscar paralelo em ritos próprios do Judiciário, tanto que as sessões serão presididas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal”, afirma.

O partido reafirmou sua posição favorável à aprovação do impeachment da presidente Dilma. “Frente à essa situação, a Rede estuda as medidas legais possíveis, seja no âmbito da Câmara ou, se necessário, do STF, para buscar a reversão dessa decisão, repetimos, irresponsável”, diz a a nota.

Bruno Júlio, presidente da Juventude do PMDB
“A Juventude do PMDB ingressará com mandado de segurança contra a decisão de Waldir Maranhão. Nos sentimos lesados por essa decisão.”

Gustavo Rabay, doutor em Direito Constitucional pela Universidade de Brasília
“A decisão é estapafúrdia, é de um autoritarismo delirante. É um puro golpe de desespero. Do ponto de vista jurídico, é teratológica. Cabe inclusive um mandado de segurança ao Supremo para que o ministro conceda uma liminar de imediato. Essa decisão não se sustenta por muitas horas. Enquanto ela tem sobrevida, ela suspende, atrasa o processo de votação no Senado. Não existe nenhuma previsão de um ato individual, unilateral, tendo o condão de anular todo um processo que teve a votação de mais de dois terços da Casa. Não pode, ele [Maranhão] não sucede Eduardo Cunha. Ele foi votado como primeiro vice-presidente. Ele sequer é o presidente sucessor, é o presidente interino. Segundo, que a decisão é extemporânea. Aguardou-se a remessa para o Senado para só então tentar essa manobra espúria de apontar um vício formal que não se sustenta. A votação cumpriu as regras da Constituição e do Regimento Interno. Se tivesse alguma ilegalidade, teria sido no Supremo. É uma decisão política. Agora sim tem-se um subproduto da crise no qual um parlamentar sem nenhuma expressão está querendo aplicar um golpe. Mais do que um golpe, uma fraude.”

Delsy Rodríguez, chanceler da Venezuela
A decisão de anular o julgamento político contra Dilma “sem dúvida alguma terá um impacto positivo no curso democrático e institucional do Brasil”, afirmou ela à agência EFE.

O que foi decidido por Maranhão, acrescentou a chefe da diplomacia venezuelana, “detém um julgamento político que constitui um golpe de Estado desde o parlamento de setores da extrema direita”.

Guillaume Long, chanceler do Equador
“Assim foi denunciado oportunamente por nossos chefes de Estado, pela comunidade internacional: um julgamento político que não teve nenhum tipo de legalidade (…) e que pretendia ignorar a vontade do povo brasileiro que a elegeu”, afirmou à agência EFE. “Não podemos retornar às horas mais funestas da história da América do Sul. Temos que demonstrar ao mundo que estes atrasos de outra época não podem prosperar e que se deve defender a institucionalidade democrática no irmão Brasil.”

Pros, em nota
A bancada do partido divulgou nota repudiando a decisão de Waldir Maranhão. “A bancada do Pros considera se tratar de uma decisão política, monocrática, intempestiva e sem efeito jurídico, já que o tema está precluso após decisão soberana do Plenário da Casa. É lamentável que decisões como essa ocorram em momento de graves crises política e econômica pelas quais atravessa o país”, diz o texto.

PTN, em nota
“O Partido Trabalhista Nacional repudia com veemência a decisão proferida de forma monocrática pelo presidente interino da Câmara dos Deputados, Wladir Maranhão, que objetiva interesses alheios ao povo brasileiro, legitimamente representado na sessão histórica de 17 de abril, que seguiu regras estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal”, diz nota.

“Como todo o Brasil, o PTN não compactua com esse ato antidemocrático e aguarda término da crise política para que a nação retome seu eixo do crescimento.”
Por  G1 SP e DF
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