Dirigir falando ou teclando o telefone passará a ser infração gravíssima

Condutores devem ficar atentos aos novos valores.

O condutor paraense terá os próximos seis meses para se adaptar a uma nova realidade no trânsito. As novas alterações previstas no Código Brasileiro de Trânsito (CTB). Entre as quais, o reajuste nos valores das multas de trânsito previstas para vigorar a partir de novembro deste ano.

O reajuste do valor de todas as categorias de multas foi publicado no Diário Oficial da União, na última quinta-feira (5). Os percentuais variam de 53,2% a 66,12% e poderão ser revistos anualmente, com base no Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA).

A última atualização das multas básicas aconteceu em 2002 através de uma resolução que fixou o valor atual em reais. O aumento nos valores que aconteceram desde então, foram para infrações consideradas mais perigosas e por meio de um fator multiplicador.

A mudança objetiva punir com mais rigor, condutores que teimam em desobedecer as leis de trânsito causando danos físicos e materiais a si mesmo ou aos demais condutores e transeuntes. Assim, quanto mais grave a infração mais pesadas serão as multas. O valor previsto, por exemplo, para quem for pego disputando racha ou forçando a ultrapassagem em estradas será de R$ 2.934,70, com o critério de infração gravíssima com fator multiplicador de 10 vezes.

O condutor que se negar a fazer o teste de bafômetro, exame clínico ou perícia para verificar a presença de álcool ou drogas no corpo também poderá pagar o valor máximo. A multa dobra em caso de reincidência em menos de 12 meses chegando a R$ 5.869,40. “Acreditamos que somente sentindo no bolso a atitude de algumas pessoas possa enfim mudar”, frisa o diretor Técnico e Operacional do Departamento de Trânsito do estado (Detran), Valter Aragão.

Além da fiscalização necessária para cobrar as novas medidas, o Detran vai intensificar as ações de educação de trânsito nas vias paraenses. “É muito importante esse tipo de ação, pois esclarece e em muitos casos muda a atitude do condutor e da população”, afirma Diego Valente, coordenador de Educação no Trânsito da instituição.

Infrações que antes eram entendidas como médias agora passam a ter outro caráter. O motorista que for flagrado falando ou teclando o telefone, agora terá uma punição gravíssima. Assim, a multa que antes era considerada média e equivalia a R$ 85,13 passará para R$ 293,47.

Aragão observa ainda que a nova redação do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) adicionou a palavra “manuseando” para repreender também quem manda mensagens de texto ou fica de olho nas redes sociais enquanto dirige.

Já os condutores que sob qualquer pretexto forem flagrados estacionando em vagas reservadas para idosos e deficientes sem a credencial que comprove sua condição, serão multados por infração gravíssima.

Confira os novos valores de multas:

Infração leve
– Passa de R$ 53,20 para R$ 88,38
Infração média
– Passa de R$ 85,13 para R$ 130,16
Infração grave
– Passa de R$ 127,69 para R$ 195,23
Infração gravíssima
– Passa de R$ 191,54 para R$ 293,47

Fonte: Agência Pará

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Com golaço de Henrique, Cruzeiro resolve no 1º tempo e elimina Londrina na Copa do Brasil

Mais organização, menos nervosismo. Uma atuação mais segura, sobretudo no primeiro tempo. E a classificação adiantada na Copa do Brasil. Nesta terça-feira, o Cruzeiro venceu o Londrina no estádio do Café por 2 a 0 para avançar no torneio nacional.
Bruno Rodrigo, de cabeça, inaugurou o placar. Henrique, com um golaço em chute de fora da área, fez o segundo.
A vitória por dois gols de diferença eliminou o jogo de volta. Agora, o Cruzeiro espera o vencedor do duelo entre Portuguesa e Vitória para conhecer seu adversário na terceira fase – a partida de ida entre time paulista e o baiano será nesta quarta-feira, às 21h45, no Canindé.

Sem luz
Quase cinco meses, foi esse o tempo que Walter demorou para voltar a balançar as redes em um jogo oficial. E o gol aconteceu no momento mais importante. Neste domingo, diante do maior rival – o Coritiba -, o atacante abriu o placar no Couto Pereira para a vitória que apenas confirmou o título do rubro-negro, o 23º na história do clube. A vitória por 3 a 0 na Arena, na última semana, já tinha encaminhado a conquista. Além de marcar o primeiro gol da vitória por 2 a 0, neste domingo, Walter deu assistência para Ewandro, no último minuto da primeira etapa, ampliar a vantagem. O placar agregado de 5 a 0 veio a coroar uma campanha de recuperação, já que na primeira fase o Atlético-PR terminou atrás do próprio Coritiba.
Pouco antes da partida, dois refletores do estádio apagaram por causa de um transformador, que pegou fogo. O Londrina precisou mandar geradores para fazer a luz voltar. Com 18 minutos de atraso, os refletores se acenderam e a partida pôde ser iniciada.

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Pisano no comando

Na primeira etapa, o Cruzeiro rapidamente conseguiu controlar a partida. Com dificuldades na saída de bola, o Londrina foi praticamente inofensivo e apostava mais nas bolas longas.

Com presença no campo e encostando toda hora nos companheiros, o meia Matías Pisano se destacava. E foi ele que deu a assistência do primeiro gol. Aos 22 minutos, da esquerda, ele cruzou para Bruno Rodrigo ganhar pelo alto e cabecear para o fundo do gol.

Doze minutos mais tarde, um golaço. Depois da zaga do Londrina afastar um cruzamento, Henrique, de fora da área, dominou e chutou forte para superar o goleiro Marcelo e ampliar.

Londrina cresce, Cruzeiro segura

Para a segunda etapa, o Londrina mudou de atitude e de esquema. No 4-1-4-1, em vez do 4-2-3-1, o time conseguiu controlar melhor o meio de campo e anular de vez o meia Pisano.

Com mais dificuldades, o Cruzeiro sofreu mais com as investidas do time paranaense. Na melhor delas, Fábio espalmou boa tentativa de Batata e ajudou a garantir a vaga antecipada na terceira fase.

Por ESPN

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MPF pede força-tarefa para combater surto de gripe em índios.

Surto foi registrado na região de Belo Monte. Maioria são crianças. Quatro bebês morreram

O Ministério Público Federal (MPF) quer que o Ministério da Saúde coordene em caráter de emergência uma força tarefa com profissionais de saúde e homens do Exército para conter um surto de gripe que se alastra nas últimas semanas pelas aldeias do médio Xingu afetadas por Belo Monte, no Pará.

De acordo com dados do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei), responsável pelo atendimento à saúde na região, mais de 140 índios tiveram que ser removidos de suas aldeias, sendo mais de 100 crianças, com sintomas graves de gripe e diarreia. Até o mês passado, segundo o Dsei, cerca de 20% da população indígena da região já tinha adoecido de gripe.

O surto de gripe se alastrou mais ainda no final de abril, por conta de programações realizadas em Altamira em comemoração ao Dia do Índio, em que índios de várias aldeias foram levados à cidade, fazendo com que a síndrome gripal alcançasse todas as etnias. Quatro bebês Xikrin e Parakanã chegaram no dia 29 de abril com quadros graves de febre, tosse e diarreia, mas tiveram que ficar aguardando internação no hospital municipal São Rafael, por falta de leitos. No mesmo dia e no seguinte, os quatro morreram.

Em reunião de emergência no último dia 6 de maio na sede do MPF em Altamira, entidades envolvidas na contenção do surto trocaram informações sobre a situação e definiram a necessidade de ações urgentes, com envio da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS). O Dsei informou que a situação é de “absoluta excepcionalidade”, que os quadros têm evolução muito rápida com febre abrupta, diarreia e vômito, e que as equipes em campo são insuficientes para as ações de prevenção.

vacinação em aldeias Indígenas
vacinação em aldeias Indígenas

Normalmente, o Dsei realiza oito voos por mês para remoção de doentes das aldeias. Na surto atual, estão realizando cinco voos por dia. Ao chegar a Altamira, os índios doentes correm o risco de não ter atendimento. Segundo a secretaria municipal de Saúde, a situação nos serviços de saúde é de superlotação e incapacidade de atender todos os doentes. E, segundo informaram ao MPF, nesse cenário, caso o quadro se agrave, levar os indígenas ao Hospital Regional da Transamazônica é escolher onde a criança vai morrer, pois não há Unidade de Terapia Intensiva (UTI) disponível.

Diante da falta de profissionais e estrutura na cidade de Altamira para atender a demanda, o MPF provocou a secretaria executiva do Ministério da Saúde, solicitando o envio de esforços para garantir estrutura de apoio para os casos que necessitem de internação.

A falta de leitos é agravada pelo inchaço populacional causado em Altamira pelas obras da usina de Belo Monte. Para mitigar o problema, a Norte Energia construiu um hospital, como parte das condicionantes impostas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Mas até hoje, seis anos após o início das obras, ele permanece fechado. Foi prevista a reformulação do atendimento da saúde indígena para que os índios não necessitassem ir até a cidade para qualquer atendimento, mas essa condicionante também ainda não foi cumprida.

A procuradora da República Thais Santi, de Altamira, também recomendou à Fundação Nacional do Índio (Funai) que promova a interdição temporária da Casa do Índio na cidade. O espaço, uma estrutura que abriga indígenas quando se deslocam para a área urbana, durante compromissos e atendimentos de saúde, é hoje num foco da doença. O fluxo de indígenas na cidade pode piorar muito a dimensão do surto, que já é considerado alarmante. A interdição deve ser acompanhada, segundo o MPF, de diálogo com as lideranças indígenas sobre a gravidade do problema.

“Considerando o caos social gerado pela usina de Belo Monte, que acarretou o colapso do sistema de saúde municipal, bem como o aumento do deslocamento dos indígenas para o núcleo urbano e a entrada constante de não índios nas aldeias, o potencial de alastramento desse surto é alarmante e a capacidade local para absorção da demanda é notoriamente restrita”, disse a procuradora em recomendação enviada à Funai.
POr MPF  e Orm
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Notícias ao Minuto – Senado decide hoje o futuro de Dilma Rousseff

A sessão para votação sobre a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff inicia na manhã desta quarta-feira (11) no Senado Federal.

A Folha de S. Paulo destaca que, segundo levantamentos, a Casa deverá aprovar o processo de impeachment. Isso fará com que a presidente seja afastada do cargo.

Para que o processo seja aprovado são necessários 41 votos. Mais de 60 senadors deverão discursar durante a sessão, que tem previsão de se estender por quase 20 horas.

O afastamento tem prazo máximo de 180 dias, mas o Senado espera julgar as pedaladas fiscais e os créditos orçamentários sem autorização antes disso.

Se Dilma for afastada, o vice Michel Temer (PMDB) irá assumir a presidência. A reportagem destaca ainda que aliados do vice pressionam pela saída do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA). Maranhão é considerado não confiável para o encaminhamento de sua agenda congressual e que tentou sem sucesso anular a votação do impeachment pelo plenário, em uma canetada apoiada pelo Planalto.

A expectativa do governo era conseguir barrar a sesssão desta quarta no Senado, com a apresentação de um recurso ao Supremo.

Se o processo contra Dilma for aceite, a petista será a segunda presidente afastada para ser julgada politicamente pela acusação de crime de responsabilidade desde a redemocratização. Em 1992, Fernando Collor foi afastado.

Por Noticias ao Minuto

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10 atitudes que podem fazer você ser banido do WhatsApp.

Com essa grande importância no mercado, você deve imaginar que o WhatsApp também seja palco de uma série de situações complicadas

o existe qualquer dúvida de que o WhatsApp seja o mensageiro instantâneo mais usado da atualidade. Junto com o Facebook Messenger, ele praticamente forma um monopólio do Facebook no mercado de aplicativos para troca de mensagens multiplataformas — estando bem à frente de Telegram e Viber, que não veem o mesmo crescimento.

Com essa grande importância no mercado, você deve imaginar que o WhatsApp também seja palco de uma série de situações complicadas — incluindo o envio de spam e outras tantas ações que não agradam aos consumidores. Pois talvez você não saiba, mas algumas dessas atitudes podem resultar em banimento temporário ou definitivo.

Mas será que você sabe quais são os comportamentos que podem gerar em banimento? Hoje nós trouxemos as principais explicações para essa pergunta. Confira agora mesmo o que pode fazer você ser banido e fique sempre atento para evitar dores de cabeça.

Bloqueios temporários

Há diversas formas de usar o WhatsApp sem respeitar os termos gerais de uso. Geralmente, isso pode causar banimento temporário dos usuários — algo que pode variar entre 24 e 120 horas de suspensão (isso mesmo, cinco dias). Confira abaixo alguns dos principais comportamentos fazem parte dessa lista:
1. Uso de apps não oficiais

Há alguns aplicativos que utilizam a rede do WhatsApp para levar novas possibilidades aos consumidores — incluindo modificações de interface, duplicatas e outros softwares sem suporte oficial. Isso fere os termos de uso do aplicativo, fazendo com que o serviço seja bloqueado em seu aparelho.
2. Mandar mensagens para desconhecidos

Se você enviar muitas mensagens para muitas pessoas que não possuem o seu contato salvo nos aparelhos delas, há grandes chances de o WhatsApp interpretar isso como uma atitude suspeita. Por isso, sempre tenha certeza de que as pessoas com quem você está conversando possuem o seu número armazenado e autorizado.
3. Ser bloqueado por muitas pessoas

Ser bloqueado por muita gente em um curto período de tempo é algo que acontece com muitos spammers. Por isso, é bem provável que os servidores do WhatsApp imaginem que você é um spammer se vários amigos bloquearem você no mesmo dia. Ou seja: cuidado na hora de enviar mensagens importunando todos os seus amigos por algum motivo bobo.
4. Criar grupos com desconhecidos

Se mandar mensagens para pessoas que não têm seu número pode resultar em bloqueio, isso também vale para quem cria grupos com esses contatos não autorizados. Novamente: tenha certeza de que seus amigos também possuem o seu número salvo antes de adicionar todos eles em vários grupos dos quais você participa.
5. Enviar spam

“Oi, tudo bem? Faz tempo que a gente não conversa!”… Se você pretende mandar essa mensagem para todas as suas amigas, é recomendado que faça isso pelo sistema de “listas de transmissão”. Caso contrário, há grandes chances de o WhatsApp interpretar seu uso como spam, e então você será temporariamente banido do serviço.

Bloqueios definitivos

Além de todos os comportamentos que já mencionamos, há também outros que podem resultar em suspensão definitiva. Nesse caso, os usuários podem receber uma mensagem dizendo: “Seu número não é mais permitido em nosso serviço”. Confira o que pode ocasionar isso:

6. Enviar anúncios ou solicitações comerciais
7. Enviar spam
8. Submeter conteúdo ilegal/criminoso
9. Utilizar sistemas automatizados para enviar mensagens
10. Reincidir nos comportamentos após suspensão

Como recuperar a conta

Tanto em casos de suspensão temporária quanto nos bloqueios definitivos, os consumidores podem entrar em contato com o suporte do WhatsApp pelo email: support@whatsapp.com

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Cardozo: afastamento de Cunha deu “argumento fortíssimo” para anular impeachment

O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, fala sobre a anulação da votação do processo de impeachment de Dilma Rousseff na Câmara

O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, disse hoje (10) que os argumentos que embasaram o pedido de liminar para suspender a autorização da Câmara dos Deputados para instauração do processo de impeachment por desvio de poder do presidente afastado da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), são os mesmos acolhidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para retirar o parlamentar do cargo na semana passada.

Brasília - O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, fala sobre a anulação da votação do processo de impeachment de Dilma Rousseff na Câmara (Jose Cruz/Agência Brasil)
Brasília – O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, fala sobre a anulação da votação do processo de impeachment de Dilma Rousseff na Câmara (Jose Cruz/Agência Brasil)

A AGU ingressou com mandado de segurança, com pedido de liminar, para que a autorização da Câmara seja suspensa até o julgamento do recurso pelo plenário da Corte.

Segundo Cardozo, o afastamento de Cunha do mandato e da presidência da Câmara deu “argumento fortíssimo” para o pedido de anulação do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

“Estamos dizendo que todo o procedimento da Câmara foi viciado pelo desvio de poder por uma série de fatores. E agora temos a demonstração de que todos esses atos foram praticados com desvio de competência na própria ação que o afastou.”, disse.

Na avaliação de Cardozo, o processo de impeachment faz parte “daquilo que o próprio Supremo entendeu como uma conduta em que o presidente Eduardo Cunha agia de forma descasada da sua competência”.

“Isso por si só mostra a ilegalidade dos atos praticados por ele”, segundo o AGU. Para Cardozo, sequer haveria processo de impeachment se Cunha não fosse o presidente da Câmara.

O mandado de segurança impetrado hoje amplia a denúncia feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Cunha. “Todos os atos praticados pelo Eduardo Cunha desde o recebimento da denúncia, depois que ele se tornou réu, fatalmente caracterizaram a mesma situação que o STF invocou para afastá-lo”, disse o AGU.

Segundo Cardozo, o governo chegou a desistir do mandado de segurança depois que o presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão, decidiu anular as sessões de votação do processo de impeachment. Como Maranhão voltou atrás e revogou a decisão, a ação voltou a fazer sentido e o mandato foi impetrado pela AGU.

Defesa de Dilma

O ministro não descartou novas medidas jurídicas contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff e a defesa irá até a “última questão” em busca de justiça, do cumprimento da Constituição Federal e da manutenção do Estado de direito no país. “Essa não é a última questão que pode ser judicializada. Os que criticam o governo têm o direito legítimo de fazê-lo, mas não têm o direito de afastar uma presidenta da República legitimamente eleita ao arrepio da Constituição”, disse. “Quando se abre mão de direitos na democracia, não se sabe o que vem depois”, acrescentou.

Cardozo não soube dizer se vai atuar como advogado da presidenta caso ela seja afastada do cargo por decisão do Senado na votação prevista para amanhã (11), porque a situação não está prevista em lei. Segundo ele, todos os atos cometidos por servidores públicos, mesmo após deixarem o mandato, podem ser defendidos pela AGU. Mas, no caso da presidenta, a decisão depende do entendimento do Senado.

José Cruz/Agência Brasil
Maiana Diniz – Repórter da Agência Brasil/Edição: Luana Lourenço

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Senado cassa mandato de Delcídio por 74 votos a favor e nenhum contra

Por 74 votos a favor, nenhum contra e uma abstenção, o plenário do Senado cassou nesta terça-feira (10) o mandato do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) por quebra de decoro parlamentar.

A única abstenção foi do senador João Alberto (PMDB-MA), presidente do Conselho de Ética do Senado.

O mandato de Delcidio se encerraria em 2018. Com a decisão do Senado, ele fica inelegível por oito anos a partir do fim do mandato, ou seja, não poderá concorrer a cargos eletivos nos próximos 11 anos.

Ex-líder do governo no Senado, ele foi preso pela Polícia Federal (PF), em novembro do ano passado, por tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato ao oferecer R$ 50 mil mensais à família de Nestor Cerveró para tentar convencer o ex-diretor da Petrobras a não fechar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF).

Delcídio foi solto em fevereiro após fechar um acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República. Ele ficou 87 dias na cadeia.

A decisão de cassar o mandato do senador do Mato Grosso do Sul deverá ser publicada na edição desta quarta (11) do “Diário Oficial do Senado” juntamente com um comunicado convocando o primeiro suplente de Delcídio, o empresário sul-matogrossense Pedro Chaves dos Santos (PSC-MS). O suplente terá até 30 dias para assumir a cadeira de Delcídio.

Para que Delcídio perdesse o mandato, eram necessários, pelo menos, 41 votos favoráveis. O pedido de cassação do ex-líder do governo foi protocolado no Conselho de Ética, em dezembro, pela Rede Sustentabilidade e pelo PPS.

Gravações
A conversa na qual Delcídio oferece um plano de fuga para o ex-dirigente da Petrobras foi gravada por Bernardo Cerveró, filho de Nestor Cerveró. No áudio, o então líder do governo diz que conversaria com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para que os magistrados intercedessem em favor de Cerveró.

Na delação premiada, o senador cassado citou o nome de vários políticos de expressão nacional, entre eles a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG).

Conselho de Ética
O processo de cassação de Delcídio do Amaral no Conselho de Ética se estendeu ao longo de cinco meses. Desde que foi libertado por ordem do Supremo, o senador se manteve afastado do Senado com consecutivas licenças de saúde. Ele foi convidado quatro vezes a depor no colegiado para se defender, mas, não compareceu em nenhuma delas e o conselho desistiu de ouvi-lo.

No dia 3, o Conselho de Ética aprovou o relatório do senador Telmário Mota (PDT-RR) que recomendava a cassação do mandato de Delcídio. Em seu parecer, o relator defendeu que, pelo conteúdo da gravação, o senador sul-matogrossense infringiu o decoro parlamentar e, por isso, deveria perder o mandato.

A defesa de Delcídio, entretanto, tentou barrar a cassação alegando que o senador não estava exercendo atividade parlamentar quando foi gravado por Bernardo Cerveró. Os advogados do ex-líder do governo também afirmaram que eram bravatas as promessas que Delcídio fez ao filho de Cerveró de que iria pedir a intervenção de ministros do STF para tentar garantir a liberdade do ex-diretor da Petrobras.

Por fim, quando perceberam que era praticamente irreversível a cassação de Delcídio, os defensores propuseram que fosse aplicada uma pena mais branda do que a cassação, como perda temporária do mandato ou censura. No entanto, a proposta foi ignorada pelos senadores.

Delcídio no Senado
A única vez em que Delcídio apareceu no Senado para se defender foi nesta segunda-feira (9). Ele compareceu à sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) convocada para analisar a legalidade do relatório aprovado no Conselho de Ética.

Diante dos colegas de Senado, Delcídio pediu “desculpas” pelo constrangimento que causou aos pares e afirmou que é “acusado de obstrução de Justiça”, mas que isso não é um crime grave. “Eu não roubei, não desviei dinheiro, não tenho conta no exterior. Estou sendo acusado de quê? De obstrução de Justiça”, enfatizou.

Na ocasião, a análise do processo na CCJ chegou a ser adiada depois que os integrantres da comissão aprovaram, por maioria, um requerimento do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) que solicitava ao Supremo informações adicionais sobre o caso.

Renan Calheiros, porém, barrou a manobra que daria mais tempo a Delcídio. O presidente do Senado condicionou a votação do processo de cassação de Delcídio para pautar para esta quarta-feira (11) a sessão que poderá autorizar a instauração do processo de impeachment de Dilma.

Com o ultimato, os integrantes da CCJ aceitaram apreciar no plenário a legalidade do relatório do Conselho de Ética, liberando o processo para ser votado nesta terça pelos senadores.

Político com perfil técnico
Delcídio do Amaral Gomez, 61 anos, é formado em engenharia elétrica. No começo dos anos 90, ele atuou como diretor da petroleira Shell na Holanda. O ex-líder do governo também foi ministro interino de Minas e Energia no governo do ex-presidente Itamar Franco.

Delcídio atuou ainda como diretor da Eletrosul, empresa pública que cuida do sistema elétrico na Região Sul. Ele também chegou a participar do Conselho de Administração da mineradora Vale.

Depois de transitar em cargos de alto escalão no setor de energia, Delcídio se elegeu, em 2002, senador pelo Mato Grosso do Sul. Em seu primeiro mandato, ele ganhou notoriedade nacional como presidente da CPI dos Correios, que investigou o esquema de compra de votos parlamentares em troca de apoio ao governo Lula no Congresso, o chamado mensalão do PT.

Em 2006, Delcídio concorreu a governador de Mato Grosso do Sul, mas acabou derrotado no primeiro turno. Quatro anos mais tarde, ele se reelegeu para o Senado.

Suplente
Com a cassação de Delcídio, o primeiro suplente do senador, o empresário Pedro Chaves dos Santos (PSC-MS), será convocado a ocupar a vaga aberta no Senado. O suplente terá até 30 dias para assumir a cadeira do ex-líder do governo.

A assessoria de Chaves dos Santos informou ao G1 que ele tem a intenção de assumir o mandato que se encerra em 2018.

Formado em Economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Pedro Chaves dos Santos é empresário do ramo da educação em Mato Grosso do Sul. Ele fundou um grupo de faculdades particulares no estado, entre as quais a Universidade para o Desenvolvimento do Estado e Região do Pantanal (Uniderp).

O suplente de Delcídio vendeu parte das escolas de ensino superior que possui ao grupo Anhanguera em uma transação milionária. À Justiça Eleitoral, ele declarou ser dono de um patrimônio de mais de R$ 68 milhões.

Pedro Chaves dos Santos possui vínculo familiar com o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula que está preso em regime domiciliar por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção que atuava na Petrobras. Uma filha do suplente de Delcídio é casada com um dos filhos do pecuarista. Bumlai é réu na Lava Jato por corrupção passiva, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro.

Outros casos
Não é a primeira vez que um senador perde o mandato por quebra de decoro parlamentar. Demóstenes Torres (GO), que era filiado ao DEM, foi cassado em 2012, e Luiz Estevão (DF), ex-PMDB, perdeu o mandato no ano de 2000.

Demóstenes foi acusado de quebra de decoro parlamentar por suspeita de ter utilizado o mandato para auxiliar os negócios do contraventor Carlinhos Cachoeira, preso pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, sob acusação de explorar jogos ilegais. Poucos dias após a prisão do contraventor, surgiram notícias do envolvimento de Carlinhos Cachoeira com Demóstenes Torres.

Demóstenes foi cassado com 56 votos favoráveis, 19 contra e cinco abstenções. Ele está inelegível até 2027.

Já Luiz Estevão perdeu o mandato sob a acusação de ter mentido no Senado ao negar envolvimento no desvio de R$ 169 milhões nas obras do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo. A cassação de Luiz Estevão recebeu 52 votos a favor, 18 contra e dez abstenções.

Ele ficou inelegível até 2015. Atualmente, Estevão está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, acusado de corrupção ativa, estelionato, peculato, formação de quadrilha e uso de documento falso nas obras do TRT de São Paulo.

Por Gustavo Garcia e Fernanda CalgaroDo G1, em Brasília

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Suzane Von Richthofen perde direito ao semiaberto após informar endereço falso

Suzane acabou detida no domingo, dois dias antes do prazo concedido para a saída.
A juíza da Vara de Execuções Criminais de Tremembé (SP), Wania Regina Gonçalves da Cunha, decidiu suspender o benefício do regime semiaberto da detenta Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão por matar os pais.
A decisão é provisória e foi comunicada na manhã desta terça-feira (10) à direção da Penitenciária Santa Maria Eufrasia Pelletier, em Tremembé, no interior de São Paulo. Suzane já foi transferida para outra ala da unidade prisional.
A medida foi tomada após a presa ter declarado um endereço falso na saída temporária pelo Dia das Mães. O advogado Rui Freire, defensor de Suzane, disse que vai entrar com recurso.
Segundo ele, a detenta informou que iria para a casa de uma amiga que conheceu no presídio, em Angatuba, região de Itapetininga, mas o endereço na ficha da presa estava desatualizado.
Suzane acabou detida no domingo (8), dois dias antes do prazo concedido para a saída. Para o defensor, Suzane não teve culpa da troca de endereço e não praticou qualquer ato desabonador durante a saída.
Para a juíza, no entanto, ela cometeu “falta disciplinar de natureza grave”. A medida é cautelar, ou seja, ainda haverá uma decisão definitiva.
Suzane Richthofen foi colocada em cela solitária

Por Uol
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Uso irregular de canteiros para estacionar prejudica trabalho de prestadora de serviços

Canteiro vira estacionamento irregular de veículos em Novo Progresso.

O uso inadequado de canteiro entre a avenida Isaias Antunes Pinheiro e a Br-163 perímetro urbano vem causando transtornos a empresa que presta serviços de manutenção (corte de grama).

O proprietário da empresa W.O serviços de jardinagem responsável pelo trabalho reclama que em alguns lugares do canteiro aonde os motoristas estacionam os carros, não tem como fazer o serviço corretamente, a máquina não tem como passar e alguns motoristas não entendem e chegam a discutir com os funcionários.

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Secretaria de Industria, Comércio e trânsito:

Em conversa com o secretário Antonio Cardoso Campos ao que se refere ao  estacionamento irregular, informou que os guardas de trânsito (Ditranp) ainda não estão capacitados para fiscalizar e aplicar a multa, mais que a secretaria já está providenciando o curso para capacitação dos mesmos.

Mais será feito um trabalho educativo e de conscientização dos motoristas que estão estacionando em local impróprio (canteiro), para posteriormente se necessário aplicar a multa.

Multa:

A Lei 9503/97 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB ) prevê multa para quem estacionar em canteiros centrais, gramados ou jardim público. A infração é considerada grave, com possibilidades de remoção do veículo.

Fonte/Fotos: Redação Jornal Folha do Progresso

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MPF quer compromisso de que dados de imóveis rurais no Pará sejam integrados a sistema nacional

Entre outras utilidades, informações servem de base para autarquias federais combaterem o desmatamento

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do Pará que integre ao Sistema Nacional de Cadastro Ambiental (Sicar) as informações do Cadastro Ambiental Rural (CAR) dos imóveis rurais do Estado com sobreposição de áreas ou localizados em Unidades de Conservação federais e estaduais, ou em Terras Indígenas.
Também foi recomendada a integração de dados dos registros do CAR relativos a assentamentos da reforma agrária em suas várias modalidades, como os projetos de assentamentos agroextrativistas e projetos de desenvolvimento sustentável.
Portaria publicada pela Semas no início de abril prevê que os dados dos cadastros ambientais, atualmente registrados no Sistema Integrado de Monitoramento e Licenciamento Ambiental (Simlam) da secretaria, deverão ser integrados ao Sicar. No entanto, o MPF quer a garantia de que os dados das áreas citadas na recomendação também serão migrados para o sistema nacional.
Esses dados são públicos e, entre outras utilidades, servem de base para a atuação de autarquias ambientais no combate ao desmatamento, viabilizando a identificação de autores de crimes ambientais, destaca o MPF no documento enviado à Semas.
A recomendação foi encaminhada no final de abril. Assim que receber o documento, a secretaria terá dez dias úteis para se manifestar. Se a Semas não apresentar resposta ou se as informações forem consideradas insuficientes, o MPF pode levar o caso à Justiça.
Cópia do documento foi encaminhada pelo MPF ao Serviço Florestal Brasileiro (SFB), para que o órgão manifeste seu interesse em atuar como coautor de eventual ação a ser encaminhada à Justiça em caso de descumprimento da recomendação pela Semas.
Saiba mais – O CAR é um registro eletrônico, obrigatório para todos os imóveis rurais, que tem por finalidade integrar as informações ambientais referentes à situação das Áreas de Preservação Permanente (APP), das áreas de Reserva Legal, das florestas e dos remanescentes de vegetação nativa, das Áreas de Uso Restrito e das áreas consolidadas das propriedades e posses rurais do país. Criado pela Lei 12.651/2012 no âmbito do Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente, o CAR se constitui em base de dados estratégica para o controle, monitoramento e combate ao desmatamento das florestas e demais formas de vegetação nativa do Brasil, bem como para planejamento ambiental e econômico dos imóveis rurais.

Prazo – Conforme Medida Provisória publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira, 5 de maio, foram estendidos até 5 de maio de 2017 os prazos para que os proprietários e possuidores de imóveis de até quatro módulos fiscais façam a inscrição das propriedades no CAR e a adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA).

Íntegra da recomendação

Ministério Público Federal no Pará
Assessoria de Comunicação

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