Helder Barbalho assume Ministério da Integração Nacional.

O presidente interino Michel Temer nomeou hoje (12) o peemedebista Helder Barbalho para o Ministério da Integração Nacional. Barbalho comandou o Ministério da Pesca e a Secretaria de Portos no governo da presidenta afastada Dilma Rousseff.

Nascido em 1979, em Belém, filho do senador Jader Barbalho (PMDB) e da deputada federal Elcione Therezinha Zahluth, Helder Barbalho é formado em administração pela Universidade da Amazônia e começou a carreira política no ano 2000, quando foi eleito o vereador mais votado de Ananindeua, na região metropolitana da capital paraende.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Em 2002, elegeu-se deputado estadual. Aos 25 anos, foi eleito o prefeito mais jovem da história de seu estado e em 2008, foi reeleito prefeito de Ananindeua.

Em 2014, Barbalho candidatou-se ao governo do Pará pela primeira vez, mas perdeu para Simão Jatene (PSDB).
Por Agência Brasil
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Temer diz que não é hora de falar em crise, mas em trabalhar.

O presidente interino Michel Temer faz primeiro pronunciamento oficial durante cerimônia de posse dos ministros de seu governo

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil-No primeiro pronunciamento oficial como presidente interino do país, Michel Temer chamou de “ingrato” o momento político e econômico que o Brasil vive. No entanto, defendeu que agora não é mais hora de se falar em crise, “mas em trabalhar”. Temer disse que o maior desafio para que a economia brasileira saia da recessão “é parar o processo de queda livre dos investimentos”, sendo necessário para isso construir um ambiente propício para investidores.
“A partir de agora, não podemos mais falar em crise, trabalharemos. […] O nosso lema, que não é o lema de hoje, o nosso lema é ordem e progresso. A expressão da nossa bandeira não poderia ser mais atual, como se hoje tivesse sido redigida”, disse, em discurso no Palácio do Planalto .“O mundo está de olho no país, e havendo condições adequadas, a resposta será rápida”, acrescentou.

O presidente interino declarou que vai incentivar de “maneira significativa” as parcerias público-privadas, por acreditar que esse instrumento tem potencial para geração de empregos. “Sabemos que o Estado não pode tudo fazer, depende da atuação dos setores produtivos, empregadores de um lado, trabalhadores do outro. São esses dois polos que irão criar a nossa prosperidade”, argumentou.

Para Temer, compete ao Estado cuidar de áreas como segurança, saúde e educação, mas ele afirmou que o “restante” será compartilhado com a iniciativa privada.

Gestão pública

O presidente interino abordou a necessidade de equilibrar as contas públicas para que a economia volte a crescer e disse que seu governo vai focar na melhoria dos processos administrativos do governo, em busca de uma democracia “da eficiência”.  Michel Temer pediu confiança ao povo brasileiro para as mudanças que devem ocorrer. “Vamos precisar muito da governabilidade, que é o apoio do povo. O povo precisa colaborar e aplaudiu as medidas que venhamos a tomar”, disse.

Temer afirmou que pretende enxugar a máquina estatal. “A primeira medida na linha dessa redução está aqui representada. Já eliminamos vários ministérios da máquina pública e ao mesmo tempo nós não vamos parar por aí.  Já estão encomendados estudos para eliminar cargos comissionados e funções gratificadas”, informou.

O presidente interino disse ainda que irá focar “na melhoria dos processos administrativos do governo”.

Bolsa Família

O presidente interino disse que um projeto para garantir a empregabilidade exige a aplicação e a consolidação de projetos sociais, pelo fato de o Brasil “lamentavelmente ainda é um país pobre”. Ele garantiu que não haverão cortes nos programas sociais avaliados como bem-sucedidos, entre eles o Bolsa-Família, Pronatec, Fies, ProUni e Minha Casa, minha Vida, que segundo Temer serão aprimorados, além de mantidos. Ele afirmou que nenhuma das reformas propostas vai alterar os direitos adquiridos pelos cidadãos brasileiros nos últimos anos.

Executivo e Legislativo

Ao longo de sua fala, o presidente interino citou várias vezes a necessidade de união entre os Poderes e o povo. “Unidos poderemos enfrentar os desafios desse momento que é de grande dificuldade. Reitero que é urgente pacificar a nação e unificar o Brasil, é urgente fazermos um governo de salvação nacional.”, disse.

Temer ressaltou a importância da harmonia e do diálogo entre o Executivo e o Legislativo e disse que as reformas fundamentais serão fruto de um desdobramento ao longo do tempo. Para viabilizar reformas necessárias como a previdenciária e a trabalhista, em tramitação no Congresso Nacnoanl, o Executivo e Legislativo precisam trabalhar em harmonia e devem governar em conjunto. “Esta agenda difícil e complicada será balizada de um lado pelo diálogo e do outro pela soma de esforços”.

Um dos pontos em que disse que vai se empenhar é a revisão do Pacto Federativo. “Estados e municípios precisam ganhar autonomia verdadeira sobre a égide de uma federação real, e não sobre uma federação artificial como vemos atualmente.”

Respeito institucional

No início e no final do discurso, Temer disse que a intenção inicial era de que a cerimônia fosse realizada com a maior seriedade possível. Ele também declarou ter “respeito institucional” pela presidenta Dilma Rousseff. “Faço questão, e espero que sirva de exemplo, de declarar meu absoluto respeito institucional a senhora presidente Dilma Rousseff. Não discuto aqui as razões pelas quais foi afastada, quero apenas sublinhar a importância do respeito as instituições e a observância da liturgia, do tato, nas questões institucionais.”

Lava Jato

No discurso, Temer também falou da Operação Lava Jato. “A Lava Jato tornou-se referência e, como tal, deve ter prosseguimento e proteção contra qualquer tentativa de enfraquecê-la”.

Cerimônia

Durante a cerimônia, Temer deu posse aos 23 ministros que vão compor a equipe de governo. No início da tarde, a assessoria de imprensa da vice-presidência já havia anunciado os nomes dos novos ministros e a redução do número de ministérios. O Ministério da Cultura, por exemplo, será incorporado ao Ministério da Educação; e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação vai se fundir ao das Comunicações, entre muitas outras mudanças.

Temer foi notificado sobre o afastamento da presidenta Dilma Rousseff do cargo por até 180 dias hoje pela manhã, às 11h27, no Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência. A partir de então, Michel Temer passou a ser presidente interino e ter plenos poderes para nomear ministros e gerenciar o Orçamento da União.

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Advogado é preso em operação contra fraude em licitações

Operação ‘Concorrência Limpa’ investiga conluio entre empresas para determinar vencedor de licitações em Parauapebas
Um advogado foi preso durante a operação ‘Concorrência Limpa’, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (12) em Marabá, sudeste do Pará. O advogado é acusado de ser o ‘operador’ do esquema que fraudava concorrências públicas em Parauapebas, também no sudeste paraense. A quadrilha era investigada há cerca de um ano.

De acordo com o delegado da Polícia Federal, Antonio Carlos Cunha, a investigação identificou fraudes na licitação para obras de terraplenagem nos bairros Minérios e Vila Nova. ‘Algumas empresas que participaram da licitação combinavam o vencedor da concorrência e posteriormente cobravam vantagens em dinheiro de quem vencia’, explicou.

O nome do advogado não foi divulgado pela polícia porque o caso corre em segredo de justiça. O delegado informou que o acusado ficará preso inicialmente em Marabá e deve ser transferido para Belém.

Além do cumprimento do mandado de prisão preventiva do advogado, a polícia cumpriu ainda 11 mandados de busca e apreensão e quatro de condução coercitiva em Marabá, Parauapebas e Belém.
Por: Redação ORM News
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Acesso ao Whatsapp em celular apreendido, só com a autorização judicial

O acesso ao conteúdo de conversas pelo Whatsapp em celular apreendido durante flagrante pela polícia precisa de autorização judicial para ser considerado como prova em processo judicial. A decisão inédita foi da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao julgar um habeas corpus de um suspeito detido pela Polícia Militar em Rondônia.

No dia 18 de março de 2014, uma patrulha da PM recebeu informação da Polícia Federal de que um pacote com drogas seria entregue pelos Correios em uma casa nos arredores da capital, Porto Velho. Os policiais aguardaram no local até que, por volta do meio-dia, um carro dos Correios entregou a encomenda.

Os policiais surpreenderam o suspeito e abriram o pacote, que continha 300 comprimidos de ecstasy. O recebedor da mercadoria tentou fugir, pulando o muro e se escondendo no imóvel vizinho, mas acabou preso. No flagrante, os policiais militares apreenderam o celular do suspeito.

Solto por habeas corpus

A prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva. Todavia, o investigado foi solto por um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 19 de maio de 2014.

A seguir, a defesa do suspeito ajuizou um novo habeas corpus, dessa vez para anular as provas obtidas a partir dos dados acessados no celular. Na argumentação, defendeu que eram ilegais as transcrições das conversas via Whatsapp, feitas pela perícia.

A defesa alegou que a polícia precisa de autorização judicial, “antes de proceder à devassa unilateral no conteúdo” do aparelho. Para o Ministério Público de Rondônia, acessar o celular apreendido após um flagrante se trata de um “expediente comum”, previsto no artigo 6º do Código de Processo Penal (CPP).

Para os procuradores, o acesso aos dados não encontra impedimento semelhante ao da interceptação telefônica e que a autoridade policial agiu estritamente para cumprimento da lei. O pedido para anular as provas foi negado pela Justiça de Rondônia.

Inconformada, a defesa recorreu ao STJ, cabendo ao ministro Nefi Cordeiro, da Sexta Turma, a relatoria do caso.

Interceptação

Na decisão favorável à defesa, divulgada esta semana, o ministro considerou que o acesso às conversas via Whatsapp, “forma de comunicação escrita, imediata, entre interlocutores”, representa “efetiva interceptação inautorizada” de comunicação.

“É situação similar às conversas mantidas por e-mail, onde para o acesso tem-se igualmente exigido a prévia ordem judicial”, comparou o ministro. Para ele, o celular deixou de ser instrumento de conversação pela voz, permitindo acesso à correspondência eletrônica, de mensagens e de outros aplicativos semelhantes à telefonia convencional.

“Deste modo, ilícita é tanto a devassa de dados, como das conversas de Whatsapp obtidos de celular apreendido, porquanto realizada sem ordem judicial”, concluiu Nefi Cordeiro, sendo acompanhado pelos demais ministros da Sexta Turma.
MA

Por indicação de Eduardo Tolentino
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Henrique Meirelles deve anunciar medidas econômicas nesta sexta

O vice-presidente Michel Temer (PMDB), que assumirá interinamente a Presidência da partir desta quinta-feira com o afastamento de Dilma Rousseff do Executivo pelo processo de impeachment, não detalhará nesta tarde medidas no âmbito econômico. A missão ficará a cargo do futuro ministro da Fazenda, o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, nesta sexta-feira. A afirmação foi feita pelo peemedebista Eliseu Padilha.

Falando a jornalistas ao chegar ao Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente, Padilha disse que Temer anunciará medidas mais gerais, enquanto os novos ministros farão anúncios amanhã, especialmente Meirelles, que deve anunciar ações para equilibrar as contas públicas e estimular o emprego. Padilha ainda confirmou que será o ministro-chefe da Casa Civil do novo governo.

“O presidente Michel Temer, hoje, no discurso dele, vai dar rumos e amanhã, a começar pelo ministro Meirelles, nós devemos começar a ter já a indicação das primeiras providências”, disse. “O presidente fala no Palácio (do Planalto) para toda a imprensa, após ter dado posse aos ministros”, acrescentou. “Meirelles já trata de temas mais objetivos a partir de amanhã, e os demais ministros também”.

Padilha também afirmou que uma das primeiras medidas de seu governo será a reforma da Previdência para reduzir a dívida do país e reconquistar a confiança do investidor. “Não vou dizer em quantos dias (apresentaremos a proposta), mas essa reforma é das primeiríssimas porque não há mais dúvida de que tem que ser feito”, disse. Ele acrescentou que nas próximas semanas o novo governo buscará aprovação do Congresso para mudar a meta fiscal para um forte déficit, buscando evitar a paralisação do governo.

Discurso – No primeiro discurso como presidente em exercício, Temer deve frisar que o Brasil passa por uma crise econômica profunda e, por isso, precisa fazer alguns “sacrifícios”. Ele também deve dizer que garantirá os programas sociais e a continuidade das investigações da Lava Jato. Havia a expectativa de que ele já anunciasse medidas econômicas a ser enviadas ao Congresso, mas aliados avaliaram que ainda é cedo para isso.

Se tudo ocorrer conforme o previsto, Temer deve entrar no Palácio do Planalto às 15 horas como presidente interino da República. Segundo aliados, ele não deve fazer o ato simbólico de subir a rampa. Sem cerimônias, ele pretende dar posse aos novos ministros e conceder uma coletiva de imprensa na sequência.

Cargos – Na equipe econômica de Temer, para o Banco Central (BC), há especulações a respeito da permanência de Alexandre Tombini no comando da entidade, mas outros nomes também são aventados como os dos ex-diretores da autoridade monerária Ilan Goldfajn e Mario Mesquita e o ex-secretário do Tesouro Carlos Kawall.

Para o ministério do Planejamento, o mais cotado é o senador Romero Jucá (PMDB/RR). Para o comando do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, deve ser nomeado o pastor Marcos Pereira, presidente nacional do PRB. Para a secretaria do Tesouro Nacional, um forte candidato é o economista e especialista em contas públicas Mansueto de Almeida. E o Itamaraty, que incorporará órgãos de comércio exterior, deve ser chefiado pelo tucano José Serra.

(Da redação)

VEJA.com

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Patricia Abravanel pede perdão após declaração polêmica sobre gays

Foto AgNews -Apresentadora disse que não achava normal relacionamentos homossexuais

Nesta quinta-feira (12), Patricia Abravanel usou seu perfil no Instagram para pedir perdão por ter feito uma declaração polêmica sobre homossexuais no “Programa Silvio Santos”, do SBT, no último domingo (8).

A apresentadora do “Máquina da Fama” postou uma mensagem se defendendo das acusações de homofobia, seguida de uma ilustração com a frase: “Afinal, o que é ser normal?”.

“Fiquei muito assustada com a repercussão do que falei no último domingo. Fui me aprofundar sobre o assunto e percebi que tenho muito o que aprender. Não queria ter causado dor, discórdia e muito menos fomentar a intolerância e o preconceito. Meu desejo como pessoa pública é levar alegria, promover o amor, compaixão e o respeito entre as pessoas na esperança de dias melhores. Do fundo do meu coração peço perdão. E assim seguimos a vida, aprendendo”, escreveu.

Durante participação no programa do dono do SBT, a famosa afirmou que não achava ‘normal’ a relação entre pessoas do mesmo sexo. Sua opinião gerou polêmica nas redes sociais e os internautas a acusaram de preconceito.

Por Famosidades
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Polícia mata mais um dos assaltantes do Basa de Rurópolis

Márcio Barruam foi morto após reagir à prisão
Márcio Barruam foi morto após reagir à prisão

Foto Dinheiro Recuperado do Assalto – A Polícia foi recebida a tiros por um dos investigados, os disparos por pouco não atingiram os policiais. Após um trabalho de inteligência da Polícia Civil, foi localizado nesta quarta (11) em Altamira no sudoeste do Pará, um homem acusado de participar do assalto ao banco do BASA em Rurópolis no dia 12 de abril deste ano, porém, ao avistar as viaturas da Polícia, o acusado atirou contra as guarnições e terminou sendo alvejado.

As investigações são da Superintendência Regional do Xingu que chegou até Marcio Barbosa, mais conhecido como “Marcinho” e que também usava o nome de Barruam, ele estava na Rua G do RUC Jatobá (área residencial construída pela Norte Energia), segundo informações do GTO, estaria na casa de familiares se escondendo.

“O delegado nos pediu esse apoio na incursão na residência, quando chegamos lá houve essa reação e a Polícia não teve outra opção a não ser resistir e infelizmente ele veio a óbito” explicou o Tenente Lino do GTO/Altamira.

Antônio Carlos Rodrigues Pereira foi preso por participar do assalto ao Basa de
Antônio Carlos Rodrigues Pereira foi preso por participar do assalto ao Basa de

Barruam também teria participação na venda de drogas na cidade e seria um dos líderes da extinta facção Comando Classe A – CCA, que realizava assaltos na região da Transamazônica e Xingu. O corpo do acusado será encaminhado para o IML para necropsia.

De acordo com as investigações, o acusado tinha uma ficha extensa na Polícia, ele estava com um mandado de prisão expedido pela justiça por participação em assalto a banco em Rurópolis no início deste ano. Marcio Barbosa também era acusado de homicídios, entre eles a morte do empresário dono da oficina Nando Motos em Altamira.

Rurópolis

Já por volta das 17h30 a Polícia prendeu outro acusado, trata-se de Antônio Carlos Rodrigues Pereira, de 36 anos, ele estava no bairro Paixão de Cristo quando foi abordado. Antônio Carlos também é acusado de envolvimento no assalto ao Basa em Rurópolis. Para a Polícia Antônio Carlos disse que seria apenas o motorista do bando, porém, na ausência de um dos assaltantes ele terminou participando ativamente do crime. Durante a prisão Antônio Carlos não esboçou nenhuma reação e foi encaminhado para a Superintendência Regional do Xingu para prestar depoimento ao delegado Vinícius Dias.

Fonte: RG 15/O Impacto e Felype Adms

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Vice Temer é notificado que se tornou presidente e anuncia ministério

Logo após ter sido notificado da decisão do Senado Federal, que aprovou na manhã desta quinta-feira (12) a abertura de processo de impeachment e o afastamento por até 180 dias de Dilma Rousseff da Presidência da República, a assessoria do vice-presidente Michel Temer anunciou os nomes dos ministros que integrarão o ministério do novo governo.

Temer recebeu a notificação do senador Vicentinho Alves (PR-TO), primeiro-secretário do Senado. Antes de notificar Temer, no Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-presidência, Alves já tinha intimado a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.

“Desejei a ele [Temer] sucesso. Disse a ele as palavras que eu tinha dito anteriomente, de que a expectativa é muito grande, mas que ele tem todas as condições de capacidade, de relacionamento, de dinamismo, para corresponder com a expectativa do povo brasileiro”, afirmou. Segundo o senador, Dilma recebeu a intimação de “forma natural e respeitosa” e não fez nenhum comentário.

Até a última atualização desta reportagem, dois ministérios (Integração Nacional e Minas e Emergia) ainda não tinha os nomes dos ocupantes definidos. O PMDB deverá ficar com uma dessas duas pastas e o PSB com outra.

Confira abaixo a relação dos novos ministros.

Fazenda
Henrique Meirelles

Planejamento
Romero Jucá (PMDB)

Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Marcos Pereira

Relações Exteriores (inclui comércio exterior)
José Serra (PSDB)

Programa de Parcerias e Investimentos
Moreira Franco (PMDB) (secretario-executivo)

Casa Civil
Eliseu Padilha (PMDB)

Secretaria de Governo
Geddel Vieira Lima (PMDB)

Secretaria de Imprensa
Marcio Freitas (não é ministério)

Secretaria de Segurança Institucional (inclui Abin)
Sérgio Etchegoyen

Educação
Mendonça Filho  (DEM)

Saúde
Ricardo Barros (PP)

Justiça e Cidadania
Alexandre de Moraes

Agricultura
Blairo Maggi (PP)

Trabalho

Ronaldo Nogueira (PTB)

Desenvolvimento Social e Agrário
Osmar Terra (PMDB)

Meio ambiente
Sarney Filho (PV)

Cidades

Bruno Araújo (PSDB)

Ciência e Tecnologia e Comunicações
Gilberto Kasssab (PSD)

Transportes
Maurício Quintella (PR)

Advocacia-Geral da União (AGU)
Fabio Medina

Fiscalização, Transparência e Controle (ex-CGU)
Fabiano Augusto Martins Silveira

Defesa

Raul Jungmann (PPS)

Turismo

Henrique Alves (PMDB)

Esporte

Leonardo Picciani (PMDB)

Minas e Energia
entre PMDB e PSB

Integração Nacional
entre PMDB e PSB

Foto G1
Foto G1

Por G1
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“Sofro a dor da injustiça, mas não esmoreço”, diz Dilma

Dilma ROusseff em pronunciamento – 12/05/2016 © Reprodução / Facebook -Em pronunciamento à nação após ter seu mandato suspenso por decisão do Senado, a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) reafirmou que não parará de lutar por seu mandato. “Sofro a dor da injustiça, mas não esmoreço”, afirmou.

“Já sofri a dor indizível da tortura, a dor aflitiva da doença, e, agora, sofro, mais uma vez, a dor inominável da injustiça. O que mais dói nesse momento é a injustiça, é perceber que estou sendo vítima de uma farsa jurídica e política. Mas não esmoreço. Olho para trás e vejo tudo que fizemos. Olho para frente e vejo tudo que ainda precisamos fazer”, afirmou para a imprensa.

“Eu fui eleita presidenta com 54 milhões de cidadãs e cidadãos brasileiros. É nesta condição de presidenta eleita pelos 54 milhões que eu me dirijo a vocês neste momento decisivo para a democracia brasileira e para nosso futuro como nação”, disse.
AguArdem mais informações..

Poe EXAME

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Gilmar Mendes autoriza inquérito para investigar Aécio Neves.

Foto: Agência Brasil-A pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito para investigar o senador e presidente nacional do PSDB Aécio Neves (MG). O tucano é acusado de receber pagamentos ilícitos referentes a Furnas e de maquiar dados do Banco Rural.

O senador cassado Delcídio do Amaral (sem partido-MS) afirmou, em acordo de delação premiada, que Aécio foi beneficiário de um “grande esquema de corrupção” na estatal Furnas. Delcídio disse que o ex-presidente de Furnas Dimas Toledo era operador de um esquema de distribuição de propinas em Furnas e que “um dos beneficiários dos valores ilícitos, sem dúvida, foi Aécio Neves”. Segundo o senador, a estrutura montada por Dimas abastecia também políticos do PP e do PT.

Gilmar Mendes também permitiu o desarquivamento da citação feita pelo doleiro Alberto Yousseff sobre o parlamentar, conforme pedido do procurador-geral da República Rodrigo Janot. Num dos depoimentos da delação premiada, o doleiro apontou Aécio como beneficiário de propinas mensais pagas pela Bauruense, uma das empresas prestadoras de serviços a Furnas. Os pagamentos a Aécio seriam intermediados pela irmã dele. Youssef disse que soube do suposto envolvimento de Aécio numa conversa com o amigo e sócio Janene.
Por: O Globo

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