Sombras sobre o interino: citação na Lava Jato, ficha-suja e TSE

Foto EL PAÍS Gil Alessi-O presidente interino, Michel Temer. © Mario Tama O presidente interino, Michel Temer. O peemedebista Michel Temer ocupa interinamente, desde esta quinta-feira, o cargo mais alto da República. Alçado à presidência após decisão do Senado de afastar temporariamente a presidenta eleita Dilma Rousseff do cargo, são incontáveis os desafios do novo mandatário em exercício. No plano legal, também há vulnerabilidades, da Operação Lava Jato à ameaça de cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral.

A defesa do peemedebista pediu que as contas de campanha dele sejam analisadas separadamente das de Dilma, uma maneira de livrá-lo da cassação. A estratégia, porém, esbarra em alguns entraves, como o fato de que nas etapas iniciais do processo os dois políticos entregaram a defesa em conjunto e também na jurisprudência mais consolidada do tribunal. No entanto, o recém-empossado presidente do TSE, o ministro Gilmar Mendes, ainda que tenha citado a jurisprudência que prevê o afastamento de ambos, afirmou em entrevista recente ao Estado de S. Paulo a separação é uma questão que “tem que ser analisada”.

Ele citou caso do Governador de Roraima em que o desmembramento entre contas de vice e titular da chapa foi autorizado.Ficha-sujaNo dia 3 de maio o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo condenou em segunda instância Temer por ter feito doações em dinheiro para campanhas eleitorais acima do limite legal em 2014. A sentença teoricamente tornou o peemedebista ficha-suja de acordo com especialistas, e consequentemente inelegível pelos próximos oito anos. Isso não impede que ele desempenhe as funções de chefe do Executivo, mas faz dele o primeiro presidente ficha-suja da história. Juristas afirmam que Temer pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral para conseguir se livrar do pagamento da multa – de 80.000 reais –, mas que não cabe recurso quanto à inelegibilidade. Em nota enviado à Rede Globo, a assessoria do presidente interino afirmou que “em nenhum momento foi declarada pelo TRE a inelegibilidade (…) Não houve manifestação neste sentido (…) qualquer manifestação neste sentido é especulação e precipitação”.

Na prática, caso Temer tente concorrer a algum cargo eletivo nas próximas eleições, se abriria uma batalha jurídica para discutir o assunto.Lava JatoO presidente interino foi citado pelo delator e ex-senador Delcídio do Amaral no início de março, no âmbito da Operação Lava Jato. No entanto, diferentemente do que ocorreu com Dilma, Lula e com a senadora Gleisi Hoffmann (PT-RR), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não pediu ao Supremo Tribunal Federal abertura de inquérito para investigar as denúncias envolvendo o peemedebista. Outros colaboradores da Justiça já mencionaram Temer anteriormente, mas até o momento nenhuma prova concreta de seu envolvimento no escândalo de corrupção da Petrobras foi apresentada – ou vazada para a imprensa.

Ele nega qualquer irregularidade.Em sua delação, Delcídio afirma que há uma relação suspeita entre Temer e o ex-diretor da Petrobras João Augusto Henriques, que dirigiu a BRDistribuidora entre 1998 e 2000. Desde setembro Henriques está preso em Curitiba por operar em nome do PMDB na Petrobras. Segundo Delcídio, Henriques teria participado de uma compra ilícita de etanol entre 1997 e 2001, sob apadrinhamento de Michel Temer. De acordo com a delação, “a relação de João Henriques e Michel Temer é antiga e explica a sucessão de Nestor Cerveró na diretoria Internacional da Petrobras”. Henriques teria sido indicado para suceder Cerveró, mas Dilma vetou a nomeação. Assumiu Jorge Zelada, preso por burlar regras de governança da Petrobras para favorecer contratos que lhe garantiram propina milionária. Zelada foi indicado por Henriques.Segundo a Folha de S. Paulo, o relator da Lava Jato no Supremo, Teori Zavascki, citou em comunicação ligada à Lava Jato: “Eduardo Cunha cobrou Leo Pinheiro (dono da construtora da OAS) por ter pago, de uma vez, para Michel Temer a quantia de 5 milhões de reais, tendo adiado os compromissos com a ‘turma'”.

O novo presidente interino nega.Ministros na mira da Lava JatoOutra possível fonte de instabilidade para Temer são os ministros do PMDB escolhidos por ele para compor o primeiro escalão, alguns dos quais também foram citados na Lava Jato e são investigados. Henrique Alves e Geddel Vieira Lima devem assumir respectivamente as pastas de Turismo e a secretaria de Governo. Mencionados por delatores da operação, os dois ganham agora direito a foro privilegiado e escapam das mãos do juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná. A eles se somará Romero Jucá, também na mira da Lava Jato, que assume o ministério do Planejamento.Outros quatro ministros indicados por Temer aparecem em uma planilha apreendida com executivos da empreiteira Odebrecht.

A Polícia Federal acredita que a lista faça referência a possíveis pagamentos irregulares. São eles José Serra (PSDB-SP), que assume o Itamaraty, Bruno Araújo (PSDB-SP), das Cidades, Raul Jungmann (PPS-PE), na Defesa e Ricardo Barros (PP-PR), na Saúde. Os ministros sempre negaram participação no esquema.Impeachment na CâmaraLiminar concedida pelo ministro do STF Marco Aurélio Mello em 5 de abril obrigava a Câmara a iniciar o trâmite do processo de impeachment do então vice Michel Temer por motivo similar à do processo de Dilma Rousseff: assinatura de decretos para suplementar o Orçamento. O pedido de destituição havia sido arquivado por Cunha, foi reaberto, mas, por estratégia dos partidos aliados, nunca saiu do lugar. Nesta semana, Janot recomendou a derrubada da liminar.

Por EL PAÍS

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Grileiros e Madeireiros estão depredando o único parque Ambiental do município

Ação da Secretaria de Meio Ambiente detectou infrações em  loteamentos clandestinos e invasão de áreas públicas com depredação ambiental no município.

Grilagem de áreas publicas e depredação ao meio ambiente

O parcelamento do solo constitui o instituto jurídico pelo qual se realiza a primeira e mais importante etapa de construção do tecido urbano, que é a da urbanização. Nessa etapa, define-se o desenho urbano, constituído pela localização das áreas públicas destinadas a praças, escolas , equipamentos urbanos e comunitários, traçado do sistema viário e configuração dos lotes. Os lotes definem a localização precisa das edificações que serão sobre eles construídas, nos termos fixados pelo plano diretor. Assim sendo, uma boa gestão do parcelamento do solo é condição indispensável para que a cidade tenha um crescimento harmônico, que respeite o meio ambiente e propicie qualidade de vida para os moradores.

Entretanto, a maior parte do território urbano do Município de Novo Progresso  tem sido constituído mediante parcelamento irregular do solo. São os chamados “loteamentos clandestinos”, empreendimentos realizados à margem da legislação urbanística, ambiental, civil, penal e registrária, em que se abrem ruas e demarcam lotes sem qualquer controle do Poder Público. Estes são em seguida alienados a terceiros, que rapidamente iniciam a construção de suas casas. Os assentamentos assim constituídos não obedecem a qualquer planejamento urbanístico e são totalmente carentes de infraestrutura.

Os loteamentos clandestinos podem ser promovidos tanto pelos proprietários do terreno, quanto por terceiros. No primeiro caso, busca-se escapar dos procedimentos e ônus contidos nas leis federais, estaduais e municipais, tais como destinação de áreas públicas e realização de obras de infraestrutura. No segundo, trata-se da chamada “grilagem” de terras, em que pessoas inescrupulosas vendem terrenos alheios como se lhes pertencessem.

Nem sempre é imediata a identificação da grilagem de terras. Em virtude da fragilidade do sistema de registros de imóveis, a falta de regularidade na gestão urbana na liberação de novos loteamentos, a pequena  légua patrimonial do município, áreas sem documentos, a má fé dos especuladores,  muitas vezes apresentam-se mais de uma pessoa com títulos de propriedade sobre o mesmo terreno. É comum também a existência de títulos com descrições vagas do imóvel, que não permitem sua precisa delimitação.

Neste caso  secretaria municipal de Meio Ambiente está trabalhando para que o único parque ambiental da cidade não seja totalmente desmatado e grilado.

O parque ambiental do município é a única área verde disponível na sede de Novo Progresso,  foi criado por Lei municipal  no ano de 2010, com o intuito de proteger e preservar amostra dos ecossistemas, assegurar a preservação de seus recursos naturais e proporcionar oportunidade controlada para uso público, educação, pesquisa científica, destinado a concentração de atividades de recreação, de lazer e de cultura para ser implantada na área.

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Localização do parque ambiental.

Nesta área a  secretaria de meio ambiente, identificou a grilagem e já  notificou o Sr. Elias que  desmatou parte da área do parque no ano de 2015, grilou e fez venda ilegal de terreno público. Elias tem sua residência a aproximadamente 100 metros do limite do parque , aproveitou num descaso da gestão ambiental para adentrar ao parque para cultivar bananeiras e outros.

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Parque Ambiental parcialmente desmatado com cultivo de bananeiras.

Foi identificado o comércio irregular de compra e venda de lotes dentro da área pública, o mesmo grileiro identificado como  Elias, foi notificado pelos fiscais ambientais sobre a venda de área publica para terceiros. Elias  foi notificado para desocupar , e já foi flagrado trabalhando dentro da área publica, o próximo passo será uma ação na justiça de reintegração de posse do terreno e os danos causados ao meio ambiente pela depredação  dentro do parque ambiental do município.

A secretaria municipal de meio ambiente já fez o georreferenciamento da área do parque e está fazendo um projeto de reflorestamento da área desmatada, isolar com cercado no limite do  parque, iluminação , nas ruas que confrontam  e o calçamento.

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Técnicos, fiscais da SEMMA e Tributos fazendo o georreferenciamento no parque ambiental do município.

Segundo o secretario municipal de meio ambiente Juliano Simionato, esse parque é de suma importância para o município, aonde proporcionará oportunidade controlada para o uso público na educação e pesquisa científica.

Juliano Simionato disse ainda que existem proprietário(s) de índustria(s) madeireira(s) no município despejando resíduos (pó de serra) na área do parque ilegalmente e que assim que for identificada a madeireira responsável pelo crime ambiental será punida e poderá ter sua Licença cancelada e seus créditos bloqueados junto a SEMAS.

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Resíduos (pó de serra) jogado por madeireiro(s) no parque ambiental do município.

Fonte/Fotos: Redação Jornal Folha do Progresso

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Divulgado número de inscritos em concurso para Agente Comunitário de Saúde e Agente de Combate a Endemias da Prefeitura de Novo Progresso

O concurso público para Agente Comunitário de Saúde e Agente de Combate a Endemias da Prefeitura de Novo Progresso  totalizou 505 inscritos. Do total se inscreveram 152 (cento e cinqüenta e dois) para ACE (Agente de Combate a Endemias ), o cargo mais concorrido foi para ACS (Agente Comunitário de Saúde ) 353 (trezentos e cinqüenta e três), totalizando os 505 (quinhentos e cinco) inscritos.

O total foi divulgado pela Prefeitura Municipal de novo Progresso e esta disponível com os nomes e localização (bairros) escolhidos pelos inscritos no site da prefeitura (www.novoprogresso.pa.gov.br).

Também esta disponível no site da prefeitura  todos os dados necessários para realização da prova, como data , local, etc.

Veja abaixo os links para acessar o EDITAL DE PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO Nº 001/2016 PMNP, PARA AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE ACS E AGENTES DE COMBATE ÀS ENDEMIAS ACE NO MUNICÍPIO DE NOVO PROGRESSO.

*link para download do edital.

*Link para Retificação do processo seletivo de ACS e ACE.

*Homologação do local da prova.

*HOMOLOGAÇÃO DAS INSCRIÇÕES ACE

*HOMOLOGAÇÃO DAS INSCRIÇÕES ACS

No dia da prova os inscritos deverão comparecer aos locais de prova 60 minutos antes do horário previsto para o início da realização das provas.

Por Jornal Folha do Progresso

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Bancada paraense se divide na votação do impeachment .

Foto: Agência Brasil Senador Flexa Ribeiro PSDB-PA-Em uma sessão histórica e que durou mais de 20 horas, o Senado Federal decidiu pela abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Por 55 votos a 22, os senadores aprovaram o afastamento de Dilma pelo período máximo de 180 dias. A bancada paraense no Senado, assim como a do Amazonas, apresentou a maior divisão de votos entre os parlamentares. Cada um assumiu uma posição.

O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), assim como os demais dez senadores de seu partido, votou pelo afastamento de Dilma. Já Paulo Rocha, que até então era líder do PT no Senado, negou o impeachment e Jader Barbalho (PMDB-PA) não votou por estar ausente nesse momento histórico da política brasileira.

Por volta das 2 horas de ontem, em seu discurso que perdurou os 15 minutos reservados a cada um dos 70 oradores inscritos na sessão, Flexa Ribeiro destacou “o desrespeito do governo do PT para com o povo brasileiro” e citou alguns “legados nocivos” da gestão petista aos brasileiros. “Qual o legado que os 13 anos e meio de governo do PT vai deixar? Queda no PIB, dois anos seguidos de PIB negativo. Tivemos um déficit de R$ 116 bilhões, quando a lei orçamentária previa um superávit”, lembrou Flexa.

Para o senador tucano, “a face mais perversa desses 13 anos e meio do PT vem sendo sentida na pele do povo brasileiro”, que viu o desemprego atingir mais de 11 milhões de trabalhadores. Só no ano passado, mais de 8 milhões de brasileiros entraram com o pedido do seguro-desemprego.

“Os crimes de responsabilidade cometidos pela presidente foram causa dos efeitos deletérios enfrentados pela economia brasileira. Dizer que o processo de impeachment é golpe é algo completamente descabido, pois teve amparo legal e jurídico na Constituição Federal. Golpe é o que a presidente e o PT deram nos milhões de brasileiros que acreditaram num projeto de governo e que, com o passar dos anos, viram a dura realidade superar a esperança depositada”, enfatizou.

O então líder do PT no Senado Federal, Paulo Rocha já admitia a derrota antes mesmo da votação. Em seu discurso, Paulo afirmou que Dilma vai pagar o preço por ser honesta com a maior pena que se pode aplicar a uma pessoa pública. Segundo Rocha, na Operação Lava-Jato “está sendo usado um processo sofisticado de alianças políticas, usando uma parte do braço judiciário do Ministério Público para criminalizar a política e quem está no poder político do país”.

Além de Jader Barbalho, estiveram ausentes na sessão os senadores Eduardo Braga (PMDB-AM), que foi ex-ministro de Minas e Energia, e Pedro Chaves dos Santos (PSC-MS), suplente do senador cassado Delcídio do Amaral, que decidiu não assumir o cargo. A senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), que apesar de ter sofrido um princípio de AVC (Acidente Vascular Cerebral) no último dia 6 de maio, foi à sessão do impeachment de cadeira de rodas.
Por O Liberal
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Com golaço, Rosario Central vence e acaba com invencibilidade do Atlético Nacional

Jogadores do Rosário Central comemoram gol na vitória sobre o Atlético Nacional© Getty Jogadores do Rosário Central comemoram gol na vitória sobre o Atlético Nacional

O Rosario Central-ARG saiu na frente do Atlético Nacional-COL nas quartas de final da Copa Libertadores da América. Nesta quinta-feira, a equipe argentina bateu o adversário por 1 a 0 no Gigante Arroyito.

Montoya fez o único gol do jogo. E foi um golaço. Com cinco minutos de partida, ele aproveitou erro na saída de bola e bateu da intermediária: a bola foi no ângulo do goleiro Armani.

Foi a primeira derrota do clube de Medellín na competição continental. Na fase de grupos, o time passou com cinco vitórias e um empate. Nas oitavas, empatou um e venceu o outro no duelo contra o Huracán-ARG.

A partida de volta será na próxima quinta-feira, às 22h45 (horário de Brasília), no estádio Atanasio Giradot. Um empate classifica o Rosário, que avança até mesmo se perder por um gol de diferença, desde que marque – triunfo por 1 a 0 do Atlético Nacional-COL leva o jogo para os pênaltis.

O jogo

A equipe argentina precisou de apenas cinco minutos para abrir o placar. Montoya aproveitou falha da defesa do Atlético Nacional na saída de jogo, roubou a bola e bateu do meio da rua, acertando o ângulo e marcando um golaço.

O Rosario quase marcou mais um aos 25 minutos, mas Copete bateu em cima de Sosa após bela jogada de Mejía. A resposta dos colombianos veio nos minutos finais da primeira etapa, quando ensaiaram uma pressão, mas acabaram parando na defesa adversária.

O segundo tempo também foi repleto de boas jogadas e chances de gol. O Rosario chegou aos 16 minutos, quando o goleiro Armani fez um verdadeiro milagre para os colombianos, salvando três finalizações seguidas da equipe da casa. Depois, aos 29, foi a vez de Herrera acertar a trave em chute da entrada da área.

O Atlético tentou com Bocanegra, aos 34 minutos, mas o goleiro Sosa fez boa defesa e evitou o gol de empate. No entanto, a equipe colombiana não vivia seus melhores dias e acabou derrotada.
Por ESPN

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Filhote de onça encontrado no Pará será cuidado em São Paulo.

O felino, do sexo masculino, viajou na última quinta-feira (12) para o município paulista

Foto Divulgação/Ibama-Já está em Jundiaí, São Paulo, o filhote de onça parda (Puma concolor), encontrado sozinho à beira de uma estrada no município de Ipixuna no Pará, nordeste paraense, em março deste ano. O felino, do sexo masculino, viajou na última quinta-feira (12) para o município paulista.

Na cidade de destino, ele vai ser recebido pela equipe de médicos veterinários e biólogos da Associação Mata Ciliar, sediada em Jundiaí (SP), a poucos quilômetros de Campinas – organização não governamental que atua na conservação da fauna silvestre brasileira, em especial, felinos e que possui, sob sua responsabilidade, um Centro de Reabilitação e um Criadouro Científico. O filhote vai para as dependências da instituição para avaliação comportamental e de saúde, para que seja verificada a viabilidade de sua reintegração ao ambiente natural ou destinação para cativeiro.

O filhote de onça foi entregue ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) no dia 14 de março após ser recolhido por integrantes de um assentamento rural, e recebeu cuidados médicos e alimentação adequada no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), em Belém. Ele tem reagido bem à presença humana, fator considerado positivo para sua recuperação.

Por: Redação ORM News com informações do Ibama

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Durante votação de impeachment, Bolsonaro era batizado em Israel

Foto-Reprodução: Youtube © Fornecido por Abril Comunicações S.A. Reprodução: Youtube

O deputado federal pelo PSC-RJ Jair Bolsonaro foi batizado na quarta (11) durante a votação de impeachment da presidente Dilma Rousseff nas águas do Rio Jordão em Israel.

As imagens foram divulgadas nas redes sociais. Nelas, é possível perceber o deputado, que é católico, vestindo uma túnica branca e acompanhado pelo presidente de seu partido e candidato a presidência da República em 2014, Pastor Everaldo, que é quem realiza a cerimônia.
No vídeo, que tem pouco mais de 40 segundos, após algumas perguntas do Pastor para Bolsonaro, o mesmo o mergulha nas águas do Rio Jordão. Logo após, o deputado agradece levantando as mãos para cima.

Veja São Paulo Rogerio

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Saiba como votou cada senador na sessão que determinou o afastamento de Dilma Rousseff

Foto © EVARISTO SA via Getty Images

O Senado Federal aprovou por 55 votos a 22 a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Eram necessários ao menos 41 votos favoráveis para a abertura do processo na Casa.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, não votou, e dois senadores faltaram à votação: Eduardo Braga (PMDB-AM) e Jader Barbalho (PMDB-PA). Após ter o mandato cassado na noite de ontem, o senador Delcídio do Amaral não participou da votação, nem o seu suplente, Pedro Chaves (PSC-MS), que ainda não foi empossado.

A sessão começou por volta das 9h30 de quinta-feira (11) e durou 20 horas e meia. Com a decisão, Dilma é afastada do cargo por até 180 dias e durante este período, o vice-presidente Michel Temer assumirá interinamente.

Dilma é acusada de cometer crimes de responsabilidade ao assinar seis decretos de crédito suplementar em 2015 e atrasar o repasse de R$ 3,5 bilhões ao Banco do Brasil para pagamento do programa de crédito agrícola Plano Safra – as famosas pedaladas fiscais.

Esta é a segunda vez desde a redemocratização que um presidente da república é afastado do cargo sob acusação de ter cometido crime de responsabilidade. O primeiro foi Fernando Collor, que sofreu o impeachment em 1992.

Veja abaixo, como votou cada um dos 80 senadores:

Acir Gurgacz (PDT-RO) – SIM

Aécio Neves (PSDB-MG) – SIM

Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) – SIM

Alvaro Dias (PV-PR) – SIM

Ana Amélia (PP-RS) – SIM

Angela Portela (PT-RR) – NÃO

Antonio Anastasia (PSDB-MG) – SIM

Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) – SIM

Armando Monteiro (PTB-PE) – NÃO

Ataídes Oliveira (PSDB-TO) – SIM

Benedito de Lira (PP-AL) – SIM

Blairo Maggi (PR-MT) – SIM

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) – SIM

Ciro Nogueira (PP-PI) – SIM

Cristovam Buarque (PPS-DF) – SIM

Dalirio Beber (PSDB-SC) – SIM

Dário Berger (PMDB-SC) – SIM

Davi Alcolumbre (DEM-AP) – SIM

Donizeti Nogueira (PT-TO) – NÃO

Edison Lobão (PMDB-MA) – SIM

Eduardo Amorim (PSC-SE) – SIM

Eduardo Braga (PMDB-AM) – AUSENTE

Elmano Férrer (PTB-PI) – NÃO

Eunício Oliveira (PMDB-CE) – SIM

Fátima Bezerra (PT-RN) – NÃO

Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) – SIM

Fernando Collor (PTC-AL) – SIM

Flexa Ribeiro (PSDB-PA) – SIM

Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) – SIM

Gladson Cameli – SIM

Gleisi Hoffmann (PT-PR) – NÃO

Hélio José (PMDB-DF) – SIM

Humberto Costa (PT-PE) – NÃO

Ivo Cassol (PP-RO) – SIM

Jader Barbalho (PMDB-PA) – AUSENTE

João Alberto Souza (PMDB-MA) – NÃO

João Capiberibe (PSB-AP) – NÃO

Jorge Viana (PT-AC) – NÃO

José Agripino (DEM-RN) – SIM

José Maranhão (PMDB-PB) – SIM

José Medeiros (PSD-MT) – SIM

José Pimentel (PT-CE) – NÃO

José Serra (PSDB-SP) – SIM

Lasier Martins (PDT-RS) – SIM

Lídice da Mata (PSB-BA) – NÃO

Lindbergh Farias (PT-RJ) – NÃO

Lúcia Vânia (PSB-GO) – SIM

Magno Malta (PR-ES) – SIM

Marcelo Crivella (PRB-RJ) – SIM

Maria do Carmo Alves (DEM-SE) – SIM

Marta Suplicy (PMDB-SP) – SIM

Omar Aziz (PSD-AM) – SIM

Otto Alencar (PSD-BA) – NÃO

Paulo Bauer (PSDB-SC) – SIM

Paulo Paim (PT-RS) – NÃO

Paulo Rocha (PT-PA) – NÃO

Pedro Chaves (PSC-MS) – NÃO

Raimundo Lira (PMDB-PB) – SIM

Randolfe Rodrigues (REDE-AP) – NÃO

Regina Sousa (PT-PI) – NÃO

Reguffe (S/Partido-DF) – SIM

Renan Calheiros (PMDB-AL) – NÃO VOTOU

Ricardo Ferraço (PSDB-ES) – SIM

Roberto Requião (PMDB-PR) – NÃO

Roberto Rocha (PSB-MA) – SIM

Romário (PSB-RJ) – SIM

Romero Jucá (PMDB-RR) – SIM

Ronaldo Caiado (DEM-GO) – SIM

Rose de Freitas (PMDB-ES) – SIM

Sérgio Petecão (PSD-AC) – SIM

Simone Tebet (PMDB-MS) – SIM

Tasso Jereissati (PSDB-CE) – SIM

Telmário Mota (PDT-RR) – NÃO

Valdir Raupp (PMDB-RO) – SIM

Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) – NÃO

Vicentinho Alves (PR-TO) – SIM

Waldemir Moka (PMDB-MS) – SIM

Walter Pinheiro (S/partido-BA) – NÃO

Wellington Fagundes (PR-MT)- SIM

Wilder Morais (PP-GO) – SIM

Zeze Perrella (PTB-MG) – SIM

Por HuffPost Brasil Luciana Sarmento

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Gilmar Mendes suspende coleta de provas em investigação sobre Aécio

Menos de 24 horas depois de autorizar a abertura de um inquérito contra o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes acatou a argumentação da defesa do tucano e suspendeu a fase de colheita de provas sobre o envolvimento de Aécio no esquema de propina ligado a Furnas.

De acordo com informações do ‘Estadão’, Gilmar disse que os advogados de Aécio conseguiram demonstrar que não há elementos novos que justifiquem a instauração de um inquérito, visto que os detalhes que constam na delação do ex-senador Delcídio Amaral (sem partido – MS) já eram de conhecimento da Procuradoria-Geral da República.

“A petição do parlamentar pode demonstrar que a retomada das investigações ocorreu sem que haja novas provas, em violação ao art. 18 do CPP e à Súmula 524 do STF”, afirma o ministro.

O ministro também determinou o retorno dos autos ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, “para que, à vista da documentação, requeira o que entender de direito”.

Ainda segundo a publicação, o envolvimento de Aécio no esquema de Furnas havia sido mencionado anteriormente pelo doleiro Alberto Youssef em delação premiada. Mas, à época, a menção ao tucano foi arquivada a pedido de Janot, que considerou que as informações do delator eram insuficientes.

Para o procurador-geral, no entanto, a delação de Delcídio trouxe elementos novos e corroboraram fatos narrados por Youssef, o que justificaria a abertura do inquérito.

Aécio é investigado por suposto recebimento de propina de empresas terceirizadas que mantinham contrato com Furnas. A vantagens indevidas seriam pagas pelas empresas ao ex-diretor da companhia, Dimas Toledo, que as repassava para o tucano.

Na manifestação de defesa enviada por Aécio a Gilmar, o senador afirma que o Tribunal de Contas da União realizou auditoria nos contratos de terceirização da companhia e não constatou indícios de desvio. O tucano também esclareceu que seu avô e o avô de Dimas Toledo eram correligionários políticos, o que explica a amizade das famílias.

Em outra linha da investigação, está a suspeita de que recursos ilícitos oriundos do esquema fossem lavados no exterior por meio de uma empresa ligada à irmã de Aécio, bem como pelo envio de valores a conta em Lichtenstein, utilizando o serviço de doleiros.

A defesa de Aécio alega que essa empresa foi aberta em 1993 e encerrou suas atividades em 1999, e não em 2010, o que faz com que a empresa estivesse fora de atividade na época em que Aécio é acusado de participar do esquema de Furnas. Com informações do Estadão Conteúdo.
Por Notícias ao Minuto –
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Não houve consulta à população sobre impeachment,diz Barbosa.

Segundo o ministro aposentado não se levou em consideração a opinião da população

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa criticou hoje (12) a tramitação do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Para ele, as decisões sobre o afastamento foram tomadas sem levar a em consideração a opinião da população.

“Como explicar ao mundo uma troca de comando tão espetacular? Nada sutil, apenas com a estampa de normalidade, como essa que está ocorrendo no dia de hoje. Como explicar ao mundo uma mudança tão brutal sem que ele, o maior interessado, o povo, tenha sido sequer cogitado como partícipe desse debate”, disse ao participar da Vtex Day, feira de comércio eletrônico no Parque Ibirapuera, zona sul da capital paulista.

Na início da manhã de hoje, o Senado aprovou a abertura de processo de destituição de Dilma e o afastamento da presidenta por até 180 dias. O vice, Michel Temer, assume o cargo neste período. Ao final do processo, Temer pode tomar posse definitivamente, caso os senadores confirmem o impedimento da presidenta.

“Não é estranho que o povo assista mais uma vez, como se deu no final do século 19, bestializado ao que os políticos estão a perpetrar no nosso país? Onde estão as vozes da população?”, questionou Joaquim Barbosa na palestra. A expressão faz referência ao artigo do jornalista Aristides Lobo sobre a proclamação da República. Na ocasião, o autor ressaltou que a revolução organizada por militares e membros da elite política que derrubou o imperador não teve participação popular. “O povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava”, diz o texto publicado em 1889.

A ascensão do PMDB, em uma provável aliança com o PSDB, também foi alvo das críticas de Barbosa. “Estarão no comando do nosso país a partir de agora dois grupos bem especiais de operadores políticos”, disse em referência aos dois partidos. “O primeiro grupo, nestes 30 anos de vida democrática, jamais conseguiu eleger um presidente da República. Esse grupo terá agora a Presidência da República”, disse em referência ao partido de Temer.

“O segundo grupo de operadores políticos, no prazo constitucionalmente marcado para as próximas eleições [2018], iria completar 20 anos sem ganhar uma eleição, sem ter o gosto de uma vitória”, completou o raciocínio ao falar sobre o PSDB. “Como justificar essa anomalia? Por que os nossos acadêmicos, os nossos intelectuais e os nossos meios de comunicação têm evitado esse debate específico?”

Novas Eleições

Barbosa disse que é “radicalmente favorável” à convocação de novas eleições pra presidente. “Essa é a verdadeira solução. A solução que eliminaria toda essa anomalia, esse mal-estar com o qual nós seremos obrigados a conviver nos próximos dois anos e oito meses. Dar a palavra ao povo”, defendeu.

O ministro aposentado reconheceu, entretanto, que a medida tem empecilhos constitucionais. A única forma de ser aplicada, na visão de Barbosa, seria se Dilma tivesse renunciado e o vice tivesse feito o mesmo.

Dilma

Apesar das críticas ao processo e aos grupos políticos que devem assumir o poder, Barbosa também atribuiu parte da culpa pela instabilidade política à Dilma. “A presidente Dilma Rousseff não soube conduzir o país. Não soube exercer a liderança que se espera de um chefe de Estado dessa envergadura. Ela agiu como se governasse para o seu grupo político e para os seus aliados de ocasião. Ela não soube se comunicar com a nação. Ela fez péssimas escolhas e cometeu erros imperdoáveis”, disse.

Para o ministro aposentado, a presidenta não soube como lidar com a corrupção. “Eu não digo que a presidente compactuou abertamente com os segmentos corruptos existentes no seu governo, partido e base de apoio. Mas ela se omitiu, silenciou-se, foi ambígua. Não soube se distanciar do ambiente deletério que a cercava. Não soube exercer o comando e acabou engolida por essa gente”, analisou.

“Eu sei bem que a presidente da República que foi tirada do cargo no dia de hoje é extremamente impopular. Eu sei que há um sentimento generalizado pela sua saída. A minha preocupação é com os aspectos estruturais das nossas instituições”, ponderou.

Motivação

Entre os problemas que deram origem à crise política, Barbosa apontou a relação que costuma ser estabelecida entre o Legislativo e o Executivo. “Nada dessa promiscuidade que faz com que o presidente da República entregue setores inteiros da sua administração às lideranças no Congresso, para que essas lideranças organizem a robalheira dos recursos públicos. Nada disso está previsto na Constituição”, criticou.

Barbosa disse acreditar que a destituição de Dilma esteja servindo a interesses espúrios. “Eles querem tomar o poder a qualquer custo para continuar nas práticas ilícitas. É isso que está em jogo”.

“Eu tenho sérias dúvidas quanto à integridade e à adequação desse processo de impeachmentpor esse motivo que foi escolhido”, acrescentou. Para o ministro aposentado, “há um problema muito sério de proporcionalidade”, uma vez que manobras contábeis e fiscais semelhantes às feitas pelo governo federal são corriqueiras em outras esferas do Executivo, como nas administrações estaduais.

Barbosa também enfatizou que o mérito do impeachment não foi validado pelo STF, como, segundo ele, alguns tentam fazer parecer. “O que o Supremo Tribunal tem feito é exercer o escrutínio moderado sobre o rito, o procedimento e as formalidades do processo. O Supremo não examinou, não pode examinar e provavelmente não examinará o mérito do impeachment”.

Joaquim Barbosa se aposentou do cargo de ministro do Supremo em 2014. Ele foi indicado à Suprema Corte em 2003, no mandato do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Por Agência Brasil
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