Dois operários são soterrados em obra de galeria de esgoto em Novo Progresso

Dois operários ficaram feridos em uma obra do Serviço de Esgoto em Novo Progresso, no tarde de quarta –feira (23).  Eles foram soterrados enquanto trabalhavam na abertura de uma galeria de esgoto no bairro Jardim Planalto em Novo Progresso.

A dupla trabalhava em uma vala de aproximadamente 10 metros  de comprimento quando foi atingida por um deslizamento de terra. A profundidade do local era de 2,3 metros.

As duas vítimas foram socorridas com ajuda de populares  e companheiros de trabalho, o pessoal do  SAMÚ , ajudou no resgate e encaminhou para  à Clinica Sinhá. Um dos funcionários é Raimundo Neves dos Santos, e sofreu ferimentos leves. Ele passou por uma bateria de exames e já teve alta do hospital.

O outro ferido, José Benedito Campos de 46 anos, é ajudante geral, sofreu uma lesão na bacia e coluna e foi transferido para cidade de Sinop no estado do Mato Grosso. Continuará internado em observação. No entanto, o quadro de saúde é estável.

A empresa responsável pela obra é a PERENGE ENGENHARIA, conforme familiares das vitimas prestou atendimento médico para os trabalhadores. Até o fechamento desta edição não foi possível contato com a empresa para informar das reais causas do acidente.

Por Redação Jornal Folha do Progresso

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Novo Progresso-Ladrão é capturado e espancado por populares após roubar celulares

O Caso aconteceu na tarde desta quinta-feira (26) em Novo Progresso.

Um  bandido foi capturado e agredido por testemunhas logo depois de roubar     –

A paciência da população de Novo Progresso  com a ação de ladrões é cada vez menor. Inevitavelmente casos de reação a assaltos, totalmente  desaconselhável, se tornam mais frequentes. Na tarde da última quinta-feira (26), moradores flagraram a vitima quebrando um vidro de uma  loja para roubar, reunidos cercaram , pegaram e o  espancar  nas proximidades do bairro jardim Europa em Novo Progresso.

O marginal foi detido por populares,  depois de roubar um aparelho de telefone celular. O suspeito ainda apanhou de populares e acabou preso, no bairro Jardim Europa.

“As testemunhas relataram que populares muito revoltados com a prática criminosa começaram a linchar o autor, mas ação foi suspensa com a chegada da Policia Militar”.

Os militares acionados chegaram rápido ao local, conseguiram cessar as agressões e prender o ladrão, de 37 anos, em flagrante. Antes de ser levado para a delegacia, o suspeito precisou de atendimento médico por conta de ferimentos causados pela reação da população. Na ocasião um vídeo gravado por testemunhas chegou a circular pela internet, mostrando o desespero do ladrão.

Por Jornal Folha do Progresso

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‘Cultura do estupro’ no Brasil é destaque na imprensa internacional

O estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos no Rio de Janeiro que desencadeou um amplo debate sobre a existência de uma cultura do estupro no Brasil ganhou páginas e sites de publicações pelo mundo nesta sexta-feira.

Órgãos de imprensa de diferentes continentes relataram a investigação do crime e a campanha massiva que tomou as redes sociais no Brasil.

“O Brasil encara sua própria crise de Nirbhaya”, escreveu o jornal The Times of India, em referência ao episódio de 2012 em que uma estudante indiana foi estuprada por uma gangue em um ônibus em movimento em Nova Déli e morreu em decorrência de graves ferimentos internos.

“Com menos de dois meses antes da chegada ao Rio de atletas de ponta e centenas de milhares de amantes do esporte para as Olimpíadas, a reputação da cidade sofreu um sério impacto com um estupro coletivo de uma menina de 16 anos por mais de 30 homens em uma favela da cidade”, escreve o jornal.

A publicação descreve um país “completamente sacudido” pela brutalidade do crime, embora ressalte que “crimes sexuais não são incomuns nas favelas onde quadrilhas armadas operam”.

O jornal faz uma crítica à cobertura do caso pela imprensa brasileira, apontando “silêncio” dos principais meios do país sobre o tema. Afirma ainda que o crime “reviveu memórias” de 2013, quando uma turista americana foi sequestrada por três homens em uma van no Rio e estuprada por oito vezes na frente do namorado francês.

“Quando a Índia foi abalada pelo caso Nirbhaya em dezembro de 2012, a grande mídia brasileira cobriu o episódio em detalhes, rotulando a Índia como “lugar perigoso para mulheres”. Mas a como mídia aqui continua calada sobre o caso do Rio e outro estupro coletivo registrado no Estado do Piauí na semana passada, está sob duras criticas de todos os lados”, escreve o correspondente do jornal em São Paulo, Shobhan Saxena.

Repercussão global
“Brasil chocado enquanto a polícia busca por 30 homens que estupraram menina de 16 anos”, é o titulo do texto do Jerusalem Post, de Israel.

O jornal cita o debate suscitado pelo “caso chocante” e lembra que o “vídeo do ataque se tornou viral” no Brasil, despertando indignação de usuários de redes sociais que denunciaram o episódio a autoridades.

Em versão online, o jornal The Australian mencionou que o ataque veio à tona “logo depois que dois meninos, de 14 e 16 anos, foram filmados sendo torturados e mortos por uma gangue de traficantes de drogas em Niterói”. Diz que o aumento na criminalidade no Rio “levantou temores” para os Jogos Olímpicos.

O diário The Globe and Mail, do Canadá, diz que o estupro coletivo ocorre em meio a um “amplo cenário daquilo que ativistas estão chamando de um ambiente propício (ao estupro) no Brasil”.

A publicação destaca que horas antes de o caso virar destaque na imprensa o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), havia mantido uma reunião de alto nível com Alexandre Frota, “um ator e estrela de reality show que já disse que não teria pudores em fazer sexo com uma mulher sem consentimento”.

Cita também o episódio em que o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) foi condenado a pagar indenização à deputada Maria do Rosário (PT-RS) por ter dito que ela “não merecia ser estuprada”.

“A reputação de Bolsonaro parece não ter sofrido: uma pesquisa de opinião mostrou que ele é a principal opção para presidente dos 5% de brasileiros mais ricos.”

G1

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Vídeo – Adolescente diz à polícia ter sido dopada e estuprada por 33 homens no Rio de Janeiro

https://youtu.be/Ub_GbAMmmrg

Adolescente diz à polícia ter sido dopada e estuprada por 33 homens no Rio de Janeiro

Uma adolescente de 16 anos, que teria sido vítima de um estupro coletivo em uma comunidade da zona oeste do Rio de Janeiro, disse, em depoimento à polícia, na madrugada desta quinta-feira (26), ter sido dopada e violentada por 33 homens. De acordo com a polícia, o crime foi gravado e o vídeo divulgado nas redes sociais.
A vítima foi ouvida na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática e submetida a exames no IML (Instituto Médico Legal). Em seguida, foi encaminhada ao hospital Souza Aguiar, onde deve começar a tomar coquetel de medicamentos anti HIV.

A jovem disse à polícia ter ido à comunidade para um baile funk na última sexta-feira (20) e permanecido na região até segunda-feira (23). Quando chegou em casa, se deu conta que estava sem o telefone celular e retornou.

O estupro coletivo teria ocorrido na terça-feira (24). A jovem relatou que acredita ter sido dopada e que, quando voltou à consciência, estava sendo estuprada por 33 homens.

A defesa da adolescente, que acompanhou o depoimento, afirmou que ela não é usuária de drogas, como crack e cocaína, mas que faz uso de entorpecentes. O delegado Alessandro Thies, responsável pelo caso, pede que informações que possam ajudar a identificar os suspeitos sejam enviadas ao e-mail alessandrothiers@pcivil.rj.gov.br.

Suspeitos identificados

A Polícia Civil do Rio conseguiu identificar pelo menos dois criminosos que teriam participado do estupro coletivo. Um deles, identificado apenas como Michel, postou no Twitter, nesta terça-feira, um vídeo que mostra uma jovem nua e desacordada.

Na gravação, ele e outro rapaz exibem a moça e fazem comentários que indicam o estupro. “Amassaram a mina, intendeu (sic) ou não intendeu (sic)? Kkkkkkkkkk”, escreveu o autor da postagem.

No início do vídeo, um dos homens afirma: “Essa aqui, mais de 30, engravidou”. Enquanto filmam o órgão genital da vítima, um deles narra: “Olha como que tá (sic). Sangrando. Olha onde o trem passou. Onde o trem bala passou de marreta”.

Leia também: Delegado é absolvido de estupro da neta; ‘não há prova segura’, diz juiz

O linguajar usado pelos dois homens sugere que sejam pessoas habituadas a gírias comuns entre criminosos. Além do vídeo, também há pelo menos uma foto de um dos rapazes à frente do corpo da jovem.

A postagem repercutiu no Twitter na última quarta-feira (25). “Ele dopou a garota e filmou ela (sic) após o estupro”, escreveu uma pessoa. “Embebedou uma garota a ponto de deixá-la inconsciente, estuprou e postou um vídeo se vangloriando do ato”, postou outro internauta. “O cara estupra, expõe e se gaba da atitude abominável. O que ele merece? Cadeia! Denunciem o Michel”, escreveu outra pessoa.

Após a repercussão, um dos rapazes que aparecem nas imagens apagou sua conta na rede social. Antes, porém, ele reclamou das críticas e ameaçou divulgar mais imagens da vítima.

Pelo menos mais quatro rapazes compartilharam o vídeo – não se sabe se eles também participaram do estupro ou se limitaram a divulgar o vídeo -, o que também pode valer punição pela Justiça.

Investigações

O caso é investigado pelo delegado Alessandro Thiers, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), que informou não poder dar detalhes a respeito da investigação, para não expor a vítima.

Ao longo da noite desta quarta, os perfis das quatro pessoas que até então haviam divulgado o vídeo foram alvo de críticas de outros internautas. Eles pedem que ninguém compartilhe as imagens e defendem punição aos envolvidos. Foram divulgados um perfil no Facebook e um número de telefone celular que pertenceriam a um dos autores do estupro.

(Com informações do R7 e do Estadão Conteúdo)

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Mesmo afastado, Cunha custa R$ 500 mil à Câmara por mês

(Foto dolar jogado em Cunha-Foto Divulgação)-Mesmo suspenso do mandato por determinação do Supremo Tribunal Federal, o deputado Eduardo Cunha custa mais de R$ 500 mil por mês aos cofres públicos.

Eduardo Cunha. Foto: Lula Marques – Agência PT-Só com a manutenção da residência oficial, ainda ocupada pelo presidente afastado, a Câmara gasta cerca de R$ 400 mil. Além disso, Cunha conserva o salário de R$ 33,7 mil e verba de R$ 92 mil para pagar funcionários de seu gabinete. Apenas a cota para o exercício da atividade parlamentar, em torno de R$ 35 mil, foi cortada.

Os dados são de levantamento do Psol e constam em documento entregue pelo partido na última quarta-feira, dia 25, à Procuradoria-Geral da República.

O partido oposicionista vai pedir a suspensão dos benefícios garantidos pela Mesa Diretora a Cunha mesmo com o seu afastamento do mandato, sob a acusação de utilizar o cargo em benefício próprio, para dificultar, entre outras coisas, investigações da Operação Lava-Jato.

A Diretoria-Geral da Câmara informou não saber o gasto mensal com a manutenção da residência oficial. Segundo a assessoria, Cunha tem utilizado automóvel próprio e um veículo da Casa como escolta. O fim das regalias ao peemedebista também foi solicitado esta semana pelo vice-líder do PPS, Arnaldo Jordy, à PGR.

Em decisão unânime, os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmaram o afastamento do mandato parlamentar e da Presidência da Câmara de Eduardo Cunha no último dia 5. Os magistrados avalizaram a liminar concedida pelo ministro Teori Zavascki, que acolheu pedido feito ainda em dezembro pela Procuradoria-Geral da República.

Por SRZD

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Homem é morto e outros dois são baleados em Santarém

 (Foto Pronto Socorro Municipal (PSM): Adonias Silva/G1)-Um homem de 61 anos foi morto e outro de 35 anos foi baleado por volta de meia noite de quinta-feira (26), no Beco São Cristóvão, bairro Maicá, em Santarém, oeste do Pará. De acordo com informações repassadas pelos familiares, a dupla que efetuou os disparos estava circulando de moto pelo bairro, quando alvejou a primeira vítima em um residencial. Durante a fuga, os suspeistos passaram por um homem identificado como Raimundo de Souza, que estava sentando em uma esquina, possivelmente embriagado, e alvejaram a vítima, que morreu no local. A polícia ainda investiga o que teria motivado os dois baleamentos. A dupla está foragida.

O caso foi registrado na 16ª Seccional de Polícia Civil. O homem baleado foi encaminhado para o Pronto Socorro Municipal (PSM) em estado grave.

Homem é baleado durante assalto na Área Verde

Um homem 25 anos foi baleado durante um roubo de celular na frente de casa, na noite de quinta-feira (26), no bairro Área Verde, em Santarém, oeste do Pará. Os suspeitos, dois homens em uma moto, anunciaram o assalto e mandaram que a vítima entregasse o celular. O jovem se recusou a entregar o aparelho e recebeu dois tiros. Após os disparos, os suspeitos fugiram do local e a vítima foi encaminhada para o Pronto Socorro Municipal (PSM).
Por G1 Santarém
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Tinder tenta derrubar app rival que promove sexo a três

Um aplicativo que promove sexo a três ou em grupo entrou na mira do “Tinder”, app de relacionamento mais famoso do mundo. O serviço famoso acusa o “3nder” de ter um nome tão similar ao seu que chega a confundir potenciais usuários. Iniciada no fim do ano passado com um pedido extrajudicial, a briga chegou aos tribunais europeus em maio.

A cruzada do Tinder só foi revelada pelo fundador do 3nder, Dimo Tifonoy, nesta segunda-feira (23). Começou antes, em dezembro de 2015, quando o serviço já conectava interessados em sexo para encher uma cama há quase dois anos.

No ano passado, a Match.com, dona do Tinder, enviou uma carta dando 29 dias para o app sair do ar. Do contrário, entraria com ações legais. Os advogados argumentaram que o Tinder é dono da marca desde 2012 e tem os direitos sobre ela em toda União Europeia, seus países membro e nas nações que assinaram acordos de proteção à propriedade intelectual com o bloco europeu. Acusaram o app de competição desleal por criar serviço semelhante e ainda adotar um nome parecido.

Com ‘match’ e ‘trans’
De fato, o 3nder tem funcionamento semelhante. Para pretendentes entabularem uma conversa, tem de haver uma afeição mútua –o “match”. O nome, dependendo da forma de falar, também tem sonoridade similar.

Os pontos comuns param por aí, já que, no 3nder, é possível participar sozinho ou como casal. As possibilidades de filtro também são menos caretas que as do Tinder, pois permitem buscar por: a) mulher; b) homem; c) casal de homem e mulher; d) casal de homens; e) casal de mulheres; f) transexual, transgênero e travesti –os termos escritos aqui os usados no app.

Em sua carta de resposta, enviada em janeiro de 2016, Trifonoy pontuou outras diferenças: o nome do app é uma fusão de “Three” (três) e “Friender” (nome que conecta amigos). Por isso, a pronúncia correta, segundo ele, seria “Three-ender”, já que ele é búlgaro, e não “Thrinder”, como alegado pelo Tinder.

Sem romance
Ele negou ainda uma possível inspiração no Tinder, já que desenvolve o 3nder nos últimos três anos. Outro ponto que afasta os dois serviços são seus propósitos.

“O 3nder foi inspirado pelo meu desejo de prover a primeira plataforma genuinamente aberta para pessoas explorarem sua sexualidade longe das convencionais pressões sociais”, argumenta. Para caracterizar o Tinder, ele citou o trecho dos papéis de abertura de capital na Bolsa da Match.com. Nele, a empresa informa que seu serviço foi “desenhado para aumentar as chances do usuários de encontrar uma conexão romântica”.

A explicação de Trifonoy não foi aceita, e o Tinder enviou outra carta no começo de maio avisando que entrou com um processo no tribunal de marcas da UE. Na última segunda, o búlgaro respondeu que o serviço continuaria no ar e passou a avisar seus usuários da investida do primo rico. Também promoveu a campanha #SuckMySocksTinder (“chupe minhas meias, Tinder”). Antes que você imagine algum fetiche, a hashtag foi criada em referência às fotos dos usuários do app que, para preservar sua identidade, preferem mostrar os pés do que o rosto.
O Globo

Helton Simões GomesDo G1, em São Paulo

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ONU pede justiça para estupro coletivo de adolescente de 16 anos

A ONU (Organização das Nações Unidas) pediu Justiça para o caso da menina de 16 anos estuprada por 33 homens no Rio de Janeiro. Eles também divulgaram um vídeo e fotos pela internet. O crime chocou o Brasil.

No frio de 14ºC em Curitiba na noite de quinta-feira (26), 40 pessoas se uniram para prestar solidariedade à jovem estuprada no Rio. Os organizadores disseram que a vigilia é pelo fim desse crime.

Nas redes sociais, pessoas de todo o país pedem rigor nas investigações e na punição aos criminosos. “Não foram 30 contra uma, foram 30 contra todos. Exigimos justiça”. “Uma covardia o que fizeram com essa menina”.

As mensagens são de indignação e também de apoio à vítima. “Essa notícia está doendo em mim”. “Nojo desses 30 seres que se dizem homens”.

O estupro coletivo aconteceu em uma favela na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Adolescente, de 16 anos, contou à polícia que no último sábado esteve na casa de um rapaz com quem tinha um relacionamento. Eles estavam sozinhos e que depois só se lembra que acordou no domingo em uma casa na mesma comunidade com 33 homens armados com fuzis e pistolas. Ela estava dopada e nua.

A família só descobriu ontem quando soube do vídeo e das fotos na internet. Um parente dela falou, por telefone, sobre o que aconteceu: “Nosso sentimento é de tristeza, de indignação, nós estamos assim estarrecidos de ver até que ponto chega a maldade, né, humana, né?”.

Na quinta-feira (26), a adolescente passou por exames e tomou um coquetel de remédios para evitar doenças sexualmente transmissíveis. Ela vai ter acompanhamento psicológico.

A polícia pediu a prisão de quatro homens que teriam envolvimento no crime. Um deles é Lucas Perdomo Duarte Santos, de 20 anos, com quem a adolescente tinha um relacionamento. Os outros são Marcelo Miranda da Cruz Correa, de 18 anos, e Michel Brazil da Silva, de 20. Os dois são suspetios de divulgar as imagens na internet. O quarto é Raphael Assis Duarte Belo, de 41 anos. Ele aparece ao lado da vítima em uma foto. Rafael trabalhou como apoio a operador de câmera nos Estúdios Globo, de onde foi desligado em agosto do ano passado. A polícia não tem a profissão atual dele.

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) classificou o crime como uma barbárie. “É um crime que violenta todas essas mulheres, não apenas essa menina de 16 anos, mas é um crime contra todas nós. Quem tem essas imagens, quem distribui, todos cometem crime”, diz Daniela Gusmão, presidente da comissão OAB-Mulher.
Por O Globo
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Internautas fazem campanha contra estupro nas redes sociais

Foto: Reprodução-Logo após a divulgação do caso de estupro da jovem de 16 anos, uma enxurrada de protestos tomou conta das redes sociais. Numa campanha involuntária, muitos internautas trocaram suas fotos do perfil por imagens com referência ao assunto. A hashtag #Estupro chegou a entrar nos trending topics do país. A adolescente foi violentada no Morro São João, na Praça Seca, na Zona Oeste do Rio, na última sexta-feira.

Uma das fotos divulgadas traz o texto “Eu luto pelo fim da cultura do estupro”. Numa outra imagem, sem texto, há o desenho de uma mulher sendo crucificada num símbolo de Vênus, semi nua, e com sangue escorrendo pelas pernas.

O estupro coletivo foi gravado pelos agressores e divulgado por um deles em sua conta do Twitter, que foi excluída após a repercussão do caso. Junto com o vídeo, também foram postados comentários ironizando a situação. As imagens mostram a menina nua, aparentemente dopada. O rosto de um dos acusados também aparece.
Por O Globo

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Toffoli nega suspensão de regalias mantidas a Eduardo Cunha

Considerando a ação inviável por falta de legitimidade do autor, Toffoli negou mandado de segurança para tirar prerrogativas do peemedebista
 Duas ações pedem o fim das regalias a Cunha (foto: Lula Marques / Agência PT)
Alegando falta de legitimidade do autor da ação, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli negou na noite desta quarta-feira a suspensão das regalias mantidas ao presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O magistrado considerou inviável o mandado de segurança impetrado por um advogado do Movimento Brasil Melhor que pedia que fosse cassado o ato da Mesa Diretora que lhe permitiu manter as prerrogativas do cargo, como uso de residência oficial, segurança, transporte aéreo e terrestre, além da equipe a serviço do gabinete. Outra ação no mesmo sentido, proposta pelo Psol na terça-feira, aguarda julgamento.

Na ação negada por Toffoli, o advogado Mauro Scheer pedia que fosse mantido apenas o salário de Eduardo Cunha. Ele alegou desrespeito aos princípios constitucionais da legalidade e moralidade por parte da Mesa da Câmara. Toffoli, porém, citou precedente no sentido de o cidadão atuar em face uma decisão da Câmara ou Senado em prol do interesse da coletividade. “Nessa perspectiva a participação popular na formação da vontade pública é assegurada de forma indireta – por meio de representantes eleitos pelo voto direto e secreto, ou de forma direta, plebiscito, referendo e iniciativa popular – na qual não sse insere a impetração de mandado de segurança individual”.

Nesta quarta-feira, o Psol protocolou uma reclamação no STF contra a Mesa Diretora pedindo a suspensão dos gastos públicos com o deputado Eduardo Cunha. De acordo com levantamento do partido, os custos da manutenção das prerrogativas do cargo custariam R$ 540 mil aos cofres públicos. O Psol alega que é uma afronta à decisão do STF de suspender o mandato do peemedebista.

Mesmo com a decisão do STF que suspendeu o mandato de Cunha, um ato da Mesa estabeleceu que ele teria direito ao salário de R$ 33.763,00, uso da residência oficial em Brasília, assistência médica, segurança pessoal, carro oficial e transporte aéreo da FAB, além da verba de gabinete e o serviço de 23 secretários parlamentares.
Para o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), Cunha deveria ter direito apenas ao salário parlamentar. “A remuneração de um deputado seria aceitável, razoável, na nossa visão legal e legítima. Tudo o que vai além da remuneração, do subsídio mensal, é demasia, é mordomia, é regalia, é instrumento para descumprir a decisão do Supremo”, afirmou. (Com agências)
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