Calor faz venda de ventiladores ter aumento de 30% .

Foto: Paula Sampaio/ Arquivo O Liberal-As vendas de ventiladores subiram cerca de 30% e as de aparelhos de ar-condicionado 15% desde o início de abril, nas lojas de Belém, na esteira da onda de calor que se seguiu ao período mais intenso de chuvas do inverno amazônico. Mas a necessidade de driblar a quentura traz consigo outro problema: a população precisa encontrar formas de economizar nas despesas com energia elétrica. A opção da funcionária pública Celeste Correa, de 30 anos, foi sair à procura de um aparelho de ar-condicionado mais econômico. Ontem, ela foi com o marido e o filho ao comércio, atrás de um ar que substitua o aparelho que tem em casa. “O outro é 220 e consome muita energia”, explicou.

Na luta para fugir do calor sem gastar muito, outras medidas já vinham sendo adotadas pela família. “Eu deixo as janelas de casa abertas o dia inteiro, pra circular vento e a gente bebe bastante água. Além disso, deixo tudo fora da tomada e só ligo o ventilador ou o ar condicionado quando entro naquele ambiente”, listou Celeste.

É a gerente de uma loja pertencente a uma rede de móveis e eletrodomésticos, Alice Cabral, quem confirma a subida no faturamento. “Aumentou bastante. Ainda mais que a gente tem promoção de ventilador uma vez por mês, com até 50% de desconto. A procura é enorme. Para nós, esse ano foi ainda melhor que no ano passado”, contabilizou. No local, o ventilador é vendido por preços que variam de R$ 49,90 a R$ 333,00, enquanto o ar-condicionado pode custar de R$ 1.199,00 a R$ 1.799,00.

Luis Eduardo dos Santos de Melo, estudante de 29 anos, conta que tem três ventiladores em casa. Ontem, ele estava atrás de mais dois ou três. “Os de casa não estão mais dando conta. O tempo está quente demais. Em qualquer espaço da casa tem que ter um”, afirmou. Mas ele admite que também procura tomar algumas medidas para não extrapolar na conta de energia. “Quando a gente sai de um lugar, desliga o aparelho. E o ar-condicionado, só ligamos à noite”, revelou.

O presidente do Conselho Regional de Economia do Estado do Pará (Corecon/PA), Nélio Bordalo, ensina que na hora da aquisição de um ventilador ou aparelho de ar-condicionado, é importante observar o selo do Inmetro. Os que tem a letra A são os que costumam consumir menos energia. Segundo ele, os preços na loja são praticamente os mesmos entre os produtos que consomem mais ou menos energia. “É mais uma questão de atenção do consumidor na hora de comprar”, completou.

Outra medida a ser adotada, de acordo com o economista, é manter o ar-condicionado no modo automático, regulado a uma temperatura entre 20º e 21ºC, fazendo com que o compressor dispare e não puxe muita energia. “Os ventiladores mais antigos também têm consumo mais alto. Os mais modernos não”, observou.

O economista enfatizou que os equipamentos não devem ficar ligados quando o ambiente onde eles estão instalados estiver vazio. “A pessoa deve desligar quando sair daquele espaço. É importante voltar a fazer o uso racional”, disse ele. Para completar, Nélio chamou a atenção para a necessidade de nunca esquecer da manutenção do aparelho de ar-condicionado. “Uma dica é fazer a limpeza completa do aparelho pelo menos uma vez por ano e, a cada três meses, fazer a limpeza do filtro. Assim o equipamento vai ter um rendimento melhor e consumir menos energia”, concluiu.
Por O Liberal -ORM
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Vitória do Xingu lidera arrecadação de impostos gerados por Belo Monte

Vitória do Xingu, no Pará, lidera a arrecadação de tributos gerados pela construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte. Localizada na Área de Influencia Direta do empreendimento, a cidade já recebeu R$ 438,8 milhões de impostos sobre serviços desde o início da obra, em 2011, até abril deste ano. Somados às obrigações fiscais, a Norte Energia também investiu em desenvolvimento e a transformação socioambiental do município com obras e ações do Projeto Básico Ambiental (PBA) da obra.

Com o PBA de Belo Monte, Vitória do Xingu recebeu um moderno Sistema de Abastecimento de Água; Sistema de Esgotamento Sanitário; drenagem e pavimentação e um aterro sanitário com capacidade para armazenar 118.701 m³ de resíduos sólidos e vida útil de cerca de 20 anos. Na área de saúde, foram construídas e equipadas 6 Unidades Básicas de Saúde  e em breve os moradores ganharão um novo hospital de média complexidade com 34 leitos. Em educação, foram construídas e reformadas 19 escolas de ensino fundamental e médio, ampliando o número de vagas na região.

Além das ações do Projeto, a Norte Energia contribuiu para a segurança pública no município por meio de convênio com o governo do Estado. A Vitória do Xingu foram entregues veículos para a polícia Civil e Militar e o prédio da Unidade Integrada Pro Paz (UIPP), espaço que integra no mesmo local uma série de serviços de segurança, cidadania e mediação de conflitos. Os investimentos seguem ainda com a construção do maior Complexo Penitenciário do Estado, que está com 80% das obras civis concluídas, e vai criar 612 novas vagas para o sistema carcerário na região.

PENITENCIARIA DE VITÓRIA DO XINGU - OSVALDO DE LIMA - NORTE ENERGIA
PENITENCIARIA DE VITÓRIA DO XINGU – OSVALDO DE LIMA – NORTE ENERGIA

Os investimentos da Norte Energia também beneficiam o empreendedorismo e a atividade pesqueira de Vitória do Xingu com a construção da sede da Colônia de Pescadores e da implantação de cursos de capacitação e qualificação para os moradores do município. Para os cinco municípios da Área de Influência Direta de Belo Monte, a empresa já investiu mais de R$ 4,2 bilhões em ações e serviços.

Do total de impostos recolhidos pela Norte energia, mais de R$ 149 milhões foram em impostos estaduais. O governo do Pará recebeu exatos R$ 148.633.170,22 só de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). O restante foi para o Distrito Federal. A União recebeu R$ 172,1 milhões, em várias contribuições e tributos como Imposto de Renda, PIS, COFINS, etc..

Por Assessoria de Comunicação da Norte Energia S.A
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Fotos de vereador com arma circulam na internet

Fotos do vereador César Monteiro (PSD), do município de Bragança, no nordeste paraense, segurando uma arma vazaram nas redes sociais nesta sexta-feira (27). O caso foi parar na delegacia do município.
Em uma das imagens, o vereador aparece apontando a arma na cabeça de uma mulher, enquanto na outra imagem, aponta a arma para quem fazia a foto.

Após a repercussão do caso, o vereador foi até a delegacia e justificou se tratar de uma encenação entre ele e uma sobrinha, usando uma arma de brinquedo.

Segundo o delegado Marcelo Mendes, em seu depoimento concedido na quinta-feira (26), César Monteiro explicou se tratar de uma brincadeira, que a foto publicada havia sido feita no ano passado e que a mulher nas imagens é sua sobrinha legítima.

(Foto: via WhatsApp)
(Foto: via WhatsApp)

Entretanto, segundo o delegado, o acusado ficou de prestar maiores esclarecimentos, bem como fazer a apresentação da arma de brinquedo e levar a mulher que afirma ser sua sobrinha para confirmar o caso.
A apresentação será na próxima semana, porém não foi informada a data.

O vereador César Monteiro não foi localizado pela reportagem para dar entrevista.

(DOL com informações de José Clemente Schwartz)

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Ex-namorado de jovem estuprada se apresenta à polícia

“Lucas Duarte Santos (camisa preta) chega à delegacia para prestar depoimento” – Foto: Pedro Ivo Almeida l UOL
Terminou por volta de 23h desta sexta-feira, 27, o depoimento do jogador de futebol Lucas Duarte Santos, de 20 anos, suspeito de ter participado do estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos, no sábado passado, 21, na zona oeste do Rio de Janeiro. Segundo o advogado de Santos, Eduardo Antunes, o depoimento, no qual seu cliente negou participação no crime, durou cerca de uma hora.

MENSAGEM ,VÍDEO DIVULGADO NO WHATSAPP
MENSAGEM ,VÍDEO DIVULGADO NO WHATSAPP

O caso é investigado na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), já que imagens do crime em vídeo circularam pela internet e redes sociais.

Além do jogador, que integra o elenco do Boavista, time da primeira divisão do Campeonato Carioca, prestaram depoimento na noite desta sexta Ray de Souza, de idade não revelada, e uma jovem que não foi identificada.

Os três chegaram juntos à Cidade da Polícia, na zona norte do Rio. Na chegada, Souza parou diante das câmeras, acenou, sorriu e disse estar “mais famoso que a Dilma (Rousseff, presidente afastada)”.

Segundo Antunes, que afirmou ter lido os depoimentos dos três, embora defenda apenas Santos, as versões convergiram. Na versão do cliente de Antunes, após participar de um baile funk, dois casais (Lucas Santos, Ray de Souza, a jovem que prestou depoimento e a vítima do estupro) se reuniram em uma casa abandonada no Morro da Barão, na Praça Seca, zona oeste.

A adolescente de 16 anos teria tido relações sexuais com Ray de Souza. No mesmo local e momento, Santos teria tido relações com a outra jovem. O advogado afirmou que os três teriam deixado a adolescente na casa e que não podem dizer se houve estupro em seguida.

De acordo com Antunes admite, Ray de Souza confessou ter filmado a adolescente após as relações sexuais e ter mandado as imagens para um amigo pelo aplicativo de mensagens WhatsApp. O advogado disse não ter visto os vídeos do crime. Segundo Antunes, conforme o depoimento, seu cliente não aparece nas imagens.

Por UOL

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Repasse do ICMS Verde terá novo cálculo a partir do próximo ano

Sem títuloA política de preservação do meio ambiente em Óbidos é uma das mais exemplares do Pará

A nova proposta de metodologia do cálculo dos índices de repasse do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) Verde foi apresentada em Belém, na quarta-feira (25), pela pasta estadual de Meio Ambiente (ICMS).

Agora, o governo Simão Jatene quer levar em consideração variáveis qualitativas, por ordem de prioridade, como por exemplo:

1º – Situação do município referente à regularização ambiental;

2º – Presença de unidades de conservação, terras indígenas e quilombolas e áreas especiais;

3º – Estoque florestal do município, correspondendo ao tanto de floresta remanescente e os índices de desmatamento; e

4º – Capacidade do município em exercer a gestão ambiental.

A nova metodologia começará a ser aplicada a partir de 2017, quando também começará a ser parte do critério e exigido do município a adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) e apresentação do Projeto de Recomposição de Áreas Degradadas e Alteradas (Prada).

Com informações da Agência Pará
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Rio de Janeiro- PM realiza operação e não prende suspeitos de estupro coletivo

 Com quase cem homens, a Polícia Militar do Rio realizou na tarde desta sexta (27) uma operação no complexo de favelas São José Operário, na zona oeste, em busca de suspeitos de participar do estupro de uma adolescente de 16 anos, que ganhou visibilidade após um vídeo com ela ter sido divulgado na internet.

Na ação, que durou quase cinco horas, os policiais localizaram e fizeram perícia em um casebre numa viela na Vila Alta, comunidade vizinha ao morro da Barão, para onde a menor foi levada. Não houve confronto e ninguém havia sido preso até o início da noite desta sexta.

“Vamos fazer operações noite e dia até as coisas acalmarem”, afirmou o tenente coronel Araújo, comandante do 9° Batalhão da cidade.

Parte dos policiais permaneceu no complexo de favelas na noite desta sexta.

Mais cedo, a Polícia Civil havia afirmado que há “indícios veementes” de que houve estupro da menina. Até o início da noite, no entanto, não havia sido requisitada a prisão de quatro suspeitos que já foram identificados.

“Há um delegado à frente da investigação. Se ele não fez [o pedido de prisão], pode ter certeza que é porque não conseguiu reunir elementos suficientes para que isso fosse feito. Algum ingrediente, algum pequeno detalhe faltou e fatalmente será complementado”, afirmou o secretário da Segurança do Rio, José Mariano Beltrame.

Questionado sobre a hipótese de os suspeitos fugirem enquanto não há mandado de prisão contra eles, Beltrame reconheceu que isso é possível. “Mas, para que a gente peça a prisão preventiva, ela tem que ser muito bem fundamentada”, afirmou.

Na gravação, um grupo de homens, em meio a risadas, toca nas partes íntimas da garota e diz que ela foi violentada por “mais de 30”. Em 2009, a lei 12.015 foi alterada e passou a considerar, além da conjunção carnal, atos libidinosos como crime de estupro.

Apesar de não ter pedido prisões, o delegado responsável, Alessandro Thiers, disse já ter identificado a atuação de cada um no crime.

Apontado como ex-namorado da jovem, Lucas Perdomo, 20, jogador do Boavista, clube da primeira divisão do Rio, prestou depoimento. Ele chegou à polícia sorrindo e acenando.

Eduardo Antunes, advogado do jogador, disse que seu cliente é inocente e que, no dia do crime, ele estaria no baile funk do morro com outra mulher, e a adolescente, com outro homem. A polícia diz que outros dois homens foram responsáveis por postar e transmitir o vídeo.

Em entrevista ao jornal “O Globo”, a menina reafirmou que foi estuprada e disse que os criminosos também usaram objetos para violentá-la. Segundo ela, há um segundo vídeo gravado com as cenas.

“Chorei, fiquei batendo neles, pedindo para eles saírem, mas eles diziam: ‘Para, eu sei que você gosta, eu sei que é safada, é piranha. Essa daí é rata'”, contou a adolescente.

“Queria que as pessoas soubessem que não é culpa minha. Não tem como você culpar a vítima de roubo, por exemplo”, desabafou a menina. “Eu me sinto um lixo hoje. Não queria que outra pessoa se sentisse assim.”

Ela usou as redes sociais para desabafar sobre a agressão que sofreu. “Todas podemos um dia passar por isso. Não, não dói o útero, mas sim a alma por existirem pessoas cruéis sendo impunes! Obrigada pelo apoio”, escreveu.
Também nesta sexta, a vítima foi ouvida novamente pela polícia. Na conversa com psicólogos, demonstrou estar muito nervosa e enjoada por causa do coquetel de remédios para evitar doenças sexualmente transmissíveis.
Por Folha Press
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Por que ianomâmis fizeram ritual por saída de Jucá – BBC Brasil

Ianomâmi considera Jucá o “maior inimigo dos povos indígenas do Brasil”O senador Romero Jucá (PMDB-RR)

(Imagem  Ag. Senado Senador foi presidente da Funai nos anos 1980 e, segundo índios, não deixou saudade)
(Imagem Ag. Senado
Senador foi presidente da Funai nos anos 1980 e, segundo índios, não deixou saudade)

Quando o senador Romero Jucá (PMDB-RR) foi nomeado ministro do Planejamento do governo interino de Michel Temer, xamãs e lideranças do povo ianomâmi recorreram a “espíritos da natureza para pressionar a alma” do político e tentar fazê-lo desistir do posto, conta à BBC Brasil o jovem líder Dário Kopenawa Yanomami.

Coordenador da associação Hutukara, sediada em Boa Vista, Roraima, Yanomami diz que o grupo temia o avanço de propostas do ministro – para ele, “o maior inimigo dos povos indígenas do Brasil”.

“Deu certo”, ele comemora, citando o afastamento do político nesta segunda, após vir à tona uma gravação em que propunha um pacto para derrubar a presidente Dilma Rousseff e frear a Operação Lava Jato.

A relação problemática de Jucá – presidente nacional do PMDB – com os ianomâmis foi citada no relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV), em 2015.

Image copyright Marcos Wesley/ISA Image caption Ianomâmi considera Jucá o "maior inimigo dos povos indígenas do Brasil"
Image copyright Marcos Wesley/ISA
Image caption Ianomâmi considera Jucá o “maior inimigo dos povos indígenas do Brasil”

Em capítulo sobre violações de direitos humanos de povos indígenas, o relatório diz que a gestão do político como presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio), entre 1986 e 1988, resultou no “caso mais flagrante de apoio do poder público à invasão garimpeira”.

A entrada dos garimpeiros no território de Roraima ganhou impulso em 1986, quando o governo federal ampliou uma pista de pouso na área, na fronteira do Brasil com a Venezuela.

A obra facilitou o ingresso dos invasores, que no fim da década chegavam a 40 mil e construíram mais de uma centena de outras pistas.

Segundo o relatório da CNV, alertado repetidas vezes sobre a invasão, Jucá não só deixou de agir para combatê-la como a estimulou.

“Comunidades inteiras desapareceram em decorrência das epidemias, dos conflitos com garimpeiros, ou assoladas pela fome. Os garimpeiros aliciaram indígenas, que largaram seus modos de vida e passaram a viver nos garimpos. A prostituição e o sequestro de crianças agravaram a situação de desagregação social”, afirma o documento.

Image copyright Charles Vincent/ISA Image caption Pista para aviões facilitou a chegada de milhares de garimpeiros à região
Image copyright Charles Vincent/ISA
Image caption Pista para aviões facilitou a chegada de milhares de garimpeiros à região

Estima-se que até um quarto dos ianomâmis tenham morrido por efeitos diretos ou indiretos do garimpo, que ampliaram a cobrança internacional para que os invasores fossem expulsos e o território, demarcado.

Diante da pressão, segundo o relatório da CNV, Jucá expulsou ONGs e missões religiosas estrangeiras que prestavam o atendimento à saúde dos indígenas, alegando que os grupos estavam insuflando as comunidades contra os garimpeiros e que os estrangeiros ameaçavam a soberania nacional. Também foram expulsos missionários brasileiros que atendiam os índios.

Image copyright Reuters Image caption Em 17 de abril passado, operação desbaratou garimpo ilegal em território dos ianomâmi na floresta Amazônica em Roraima
Image copyright Reuters
Image caption Em 17 de abril passado, operação desbaratou garimpo ilegal em território dos ianomâmi na floresta Amazônica em Roraima

Sem qualquer cuidado médico nas aldeias por um ano e meio, os casos de malária entre os ianomâmis cresceram 500%, diz a CNV.

“Além da omissão por não tirar os garimpeiros, Jucá agiu para tirar pessoas que davam remédio e faziam atendimento de saúde no meio do momento mais dramático da história dos Yanomami”, diz à BBC Brasil Rogério Duarte do Pateo, professor de antropologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e autor do trecho do relatório da CNV sobre o grupo.

A expulsão das equipes de saúde foi denunciada à Comissão de Direitos Humanos do Conselho Econômico e Social da ONU, que cobrou explicações do Brasil. Profissionais de saúde só retornaram ao local quando uma comissão liderada pelo senador Severo Gomes furou o bloqueio ao território e verificou a grave situação sanitária do povo.

O governo federal demarcou a terra ianomâmi em 1992.
Índios ‘aculturados’

Um levantamento do Instituto Socioambiental (ISA) lista outras ações polêmicas de Jucá na Funai, como autorizações suas à exploração de madeira em terras indígenas e uma portaria que restringia direitos de índios falantes de português, considerados “aculturados”.

Em 1996, em seu primeiro mandato como senador por Roraima, Jucá apresentou um projeto de lei para regulamentar a exploração mineral em terras indígenas. Após idas e vindas, a Câmara dos Deputados criou, em junho de 2015, uma comissão para analisar a proposta.

Image copyright Marcos Wesley/ISA Image caption Mesmo após demarcação, exploração continuou (à esq., balsas no Rio Uraricoera)
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Image caption Mesmo após demarcação, exploração continuou (à esq., balsas no Rio Uraricoera)

Em agosto, a revista Época revelou que a mineradora Boa Vista, que tem como sócia majoritária Marina Jucá, filha do senador, havia pedido ao Departamento Nacional de Produção Mineral autorização para explorar ouro em nove minas com trechos em terras indígenas.

Segundo a revista, Jucá negou qualquer relação com a empresa da filha. O senador não respondeu às perguntas da BBC Brasil sobre sua atuação na Funai e o relatório da CNV.
Ameaças de morte

Dário Kopenawa Yanomami diz à BBC Brasil que perdeu avós e parentes na invasão dos garimpeiros nos anos 1980. Ele afirma ainda que a atividade provocou danos ambientais irreversíveis.

“Teve um impacto muito grande no subsolo dos Yanomami: estragou rios, igarapés, deixou muita sujeira dentro da terra.”

Image copyright Marcos Wesley/ISA Image caption Por causa da ação contínua do garimpo, muitos índios foram contaminados por mercúrio
Image copyright Marcos Wesley/ISA
Image caption Por causa da ação contínua do garimpo, muitos índios foram contaminados por mercúrio

E apesar de sucessivas operações para a expulsão dos invasores, o garimpo jamais foi erradicado no local. O pai de Yanomami, o xamã Davi Kopenawa, diz ser alvo de ameaças de morte frequentes por se opor à atividade.

Uma pesquisa recente da Fiocruz em parceria com o ISA revelou que, em algumas aldeias ianomâmis, o índice de pessoas contaminadas por mercúrio proveniente do garimpo chega a 92%.

Em julho de 2015, uma operação da Polícia Federal denunciou 600 garimpeiros, 30 empresas, 26 comerciantes de Boa Vista e cinco servidores públicos por envolvimento num esquema ilegal de exploração de ouro dentro da terra ianomâmi.

Segundo a polícia, o garimpo dentro do território movimentou R$ 1 bilhão entre 2013 e 2014.
Por João Fellet – @joaofellet Da BBC Brasil em Washington
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Vírus Zika: Mais de 100 cientistas pedem em carta que Olimpíada do Rio seja adiada ou transferida –

Foto-Cristo Redentor Image copyright AFP
Image caption Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro estão marcados para agosto deste ano

Em carta aberta enviada à OMS (Organização Mundial da Saúde), um grupo formado por mais de 100 cientistas internacionais afirma que os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro deveriam ser transferidos ou adiados em decorrência do surto de vírus Zika.

Os especialistas dizem que descobertas recentes sobre o zika tornam “antiética” a manutenção dos Jogos no Rio. Na carta, os cientistas também pedem que a OMS reveja com urgência suas recomendações sobre o Zika, um vírus relacionado a uma série de problemas no nascimento, incluindo microcefalia.

A carta ainda diz que o adiamento ou a transferência dos Jogos também “diminui outros riscos trazidos por uma turbulência história na economia, governança e na sociedade do Brasil – que não são problemas isolados, mas que fazem parte de um contexto que tornam o problema do Zika impossível de resolver com a aproximação dos Jogos”.

Em maio, o Comitê Olímpico Internacional disse que não vê razões para atrasar ou transferir os Jogos por causa da doença. No Brasil, a explosão da enfermidade transmitida pelo mosquito Aedes aegypti aconteceu há um ano – hoje mais de 60 países e territórios são afetados pela doença.

A carta afirma que o Zika está relacionado à microcefalia (crescimento do crânio abaixo da média) em recém-nascidos e que pode trazer síndromes neurológicas raras e às vezes fatais a adultos.

O documento é assinado por 125 cientistas, médicos e especialistas em ética médica de instituições como as universidades de Oxford, no Reino Unido, Harvard e Yale, ambas nos Estados Unidos.
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Image caption Na carta, cientistas citam ‘fracasso’ na erradicação do Aedes aegypti, transmissor da doença
Fracasso

Na carta, eles citam o “fracasso” no programa de erradicação do mosquito no Brasil e o sistema de saúde “fragilizado” do país como razões para o adiamento ou transferência da Olimpíada, marcada para o próximo mês de agosto.

“Um risco desnecessário é colocado quando 500 mil turistas estrangeiros de todos os países acompanham os Jogos, potencialmente adquirem o vírus e voltam para a casa, podendo torna-lo endêmico”, diz o texto. O principal risco seria que atletas contraíssem a doença e voltassem para suas casas em países pobres que ainda não foram afetados pelo surto da doença.

A OMS, que recentemente classificou o vírus Zika como uma emergência global de saúde pública, ainda não comentou a carta. Na última quinta-feira, o cientista Tom Frieden, chefe da Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, disse que “não há motivos de saúde pública para o cancelamento ou atraso dos Jogos”.

Ele também pressionou autoridades norte-americanas a agirem mais rapidamente para evitar que gestantes contraiam o Zika, em meio a um impasse no congresso sobre a liberação de quase 2 bilhões de dólares para financiamento de políticas de saúde.
‘Brasil preparado’

Procurado pela BBC Brasil, o governo federal afirmou que o Zika está presente em 60 países, e que a população brasileira representa “apenas 15% das pessoas expostas” ao vírus.

Na nota enviada pelo Ministério do Esporte, a gestão do presidente interino Michel Temer ressalta que agosto, mês da Olimpíada, é considerado um período “não endêmico para transmissão de doenças causadas pelo Aedes aegypti, como Zika, dengue e chikungunya”.

O texto lembra que agosto foi o mês do ano passado com menor incidência de casos de dengue no país.
Image copyright AP
Image caption Prefeitura do Rio diz que percorrerá todos os locais de competição

O governo diz ainda que a OMS não fez nenhuma recomendação para restrição em viagens, “exceto às grávidas”, e que a diretora-geral do organismo mundial, Margaret Chan, já confirmou que virá aos Jogos. “O que deve ser interpretado como um simbolismo da segurança deste período de baixa transmissão do vírus Zika.”

A nota destaca ainda que o orçamento para ações de combate ao mosquito e às doenças causadas por ele foram ampliadas, e que só no Rio foram contratados 3 mil agentes para a mobilização contra o Aedes, entre outras medidas.

A Prefeitura do Rio, por sua vez, informou que suas equipes vão diariamente a campo, mesmo nos meses de menor incidência do mosquito.

“Ainda que no mês de agosto, quando acontecem os Jogos Olímpicos, haja menos incidência do mosquito, a prefeitura vai intensificar as inspeções”, afirma a nota.

“Cerca de um mês antes da abertura do evento, uma equipe vai percorrer todos os locais de competição para eliminar possíveis focos do vetor e, durante os jogos, uma equipe fixa estará focada nas instalações olímpicas”, acrescentou a gestão carioca.
Por BBC
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Gravação mostra Renan tentando evitar recondução de Janot.

Foto: Agência Brasil – Em conversas gravadas entre fevereiro e março, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado fala com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e com o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP).

As conversas, gravadas por Machado, que teve acordo de delação homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), são sobre a presidente afastada Dilma Rousseff e sobre a recondução ao cargo do procurador-geral Rodrigo Janot.

Dilma

Em relação a Dilma, eles falaram sobre a prisão, na Operação Lava Jato, do marqueteiro João Santana, marqueteiro da campanha eleitoral da presidente afastada. Mencionaram o então ministro da Justiça, sem dar o nome – no período, das conversas, ocuparam o cargo José Eduardo Cardozo, Wellington Silva e Eugênio Aragão.

SÉRGIO MACHADO: A Dilma não tem condições. Você vê, presidente, nesse caso do marqueteiro, ela não teve um gesto de solidariedade com o cara. Ela não tem solidariedade com ninguém não, presidente.

JOSÉ SARNEY: E, nesse caso, ao que eu sei, é o único que ela tá envolvida diretamente. E ela foi quem falou com o pessoal da Odebrecht para dar, acompanhar e responsabilizar pelo Santana.

SÉRGIO MACHADO: Isso é muito sério. Presidente, você pegou o marqueteiro dos três para o presidente do Brasil. Deixa que o ministro da Justiça, que é um banana, só diz besteira, nunca vi um governo tão fraco, tão frágil e tão omisso. É que estavam dizendo esta semana: a presidente é b*** mole. A gente não tem um fato positivo.

JOSÉ SARNEY: E todo mundo, todo mundo acovardado.

SÉRGIO MACHADO: Acovardado.

Janot

Em outra conversa, Sérgio Machado e o presidente do Senado, Renan Calheiros, falam sobre as investigações da Operação Lava Jato e sobre a recondução ao cargo do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Janot foi reconduzido em setembro de 2015 por mais dois anos. Na gravação, Renan afirma que tentou evitar a permanência dele no cargo, mas disse que “estava só”.

SÉRGIO MACHADO: Agora uma coisa eu tenho certeza: sobre você não tem nada ainda.

RENAN CALHEIROS: Nesse mistério todo, a gente nem sabe por que eles vivem nessa obsessão.

SÉRGIO MACHADO: Hoje, eu acho que vocês não poderiam ter reconduzido esse b***, não. Aquele cara ali…

RENAN CALHEIROS: Quem?

SÉRGIO MACHADO: Ter reconduzido o Janot. Tinha que ter comprado uma briga ali.

RENAN CALHEIROS: Eu tentei… Mas eu estava só.

Versões dos citados

A assessoria de imprensa da presidente afastada Dilma Rousseff informou, por nota, que  todos os pagamentos feitos ao publicitário João Santana na campanha da reeleição – totalizando R$ 70 milhões – foram contabilizados na prestação de contas, aprovadas  pelo Tribunal Superior Eleitoral.

“As tentativas de envolver o nome da presidenta dilma rousseff em situações das quais ela nunca participou ou teve qualquer responsabilidade são escusas e direcionadas. E só se explicam em razão de interessem inconfessáveis”, afirmou a assessoria.

Ainda segundo a nota,”comentários feitos em conversas entre terceiros e que não apontam a origem das informações não têm nenhuma credibilidade”.

A assessoria do ex-presidente José Sarneydisse que, no momento, ele não deseja comentar os trechos da gravação da conversa.

A assessoria de imprensa do senador Renan Calheiros informou, por nota, que o senador agilizou a recondução do procurador Rodrigo Janot ao cargo, no segundo mandato da presidente Dilma.
Por O Globo
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Falta de chuva mantém nível das águas do Tapajós estável.

Foto: Reprodução (TV Tapajós)-Com o período de chuvas perdendo intensidade, o rio Tapajós, em Santarém, oeste do Pará, tem registrado estabilidade no nível da subida das águas. Conforme dados da Delegacia da Capitania Fluvial do município repassados ao G1, até a tarde de quinta-feira (26), o nível do rio foi de 6,06 metros.

De acordo com o subcomandante, capitão Antonio Neto, até o dia 10 de maio o rio registrou uma elevação em média de 15 centímetros por semana. “Nas últimas três semanas o rio registrou em média uma elevação de 1 a 2 centímetros, o que é considerado estável. Aparentemente, o rio não demostra sinais que vai subir mais, mas temos que aguardar para temos essa certeza”.

O capitão explicou que isso é consequência da escassez de chuvas tanto nas regiões onde estão localizadas as nascentes quanto na região oeste do estado. “A chuva que tem caído aqui é muito fraca e não impactam diretamente o nível. A subida das águas aqui é consequência também das chuvas nas nascentes”. Neto ressaltou que a média está abaixo da registrada no mesmo período no ano de 2015.

O acompanhamento é feito diariamente pela Capitania Fluvial por meio de uma régua que fica em frente à cidade. A medição é sempre realizada às 12h.
Por G1 Santarém
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