Marcha reúne movimentos na contra genocídio de negros

Segundo Mapa da Violência, morrerram 146,5% negros do que brancos em 2012 no país

Nesta sexta-feira (22), negros e negras vão às ruas, em protesto para denunciar a existência de um processo de extermínio contra essa população. A 2ª Marcha Internacional Contra o Genocídio do Povo Negro está programada para ocorrer em 18 estados brasileiros e em 15 países, segundo a campanha “Reaja ou será morto (a)”, que convocou o ato.

“O que a gente está querendo, por meio dessa retomada das vozes do povo negro e da luta pela garantia da vida, é fortalecer vozes que têm sido brutalmente silenciadas por meio da violência”, diz Andreia Beatriz Santos, integrante da organização Quilombo Xis e da coordenação da campanha Reaja, que desde 2005 articula negros na luta contra o racismo.

No Brasil, casos como o de Amarildo, Cláudia e DG, todos negros e assassinados no ano passado em situações que envolveram policiais, se multiplicam. Segundo o Mapa da Violência 2014, a vitimização de negros é bem maior que a de brancos. Morreram proporcionalmente 146,5% mais negros do que brancos no Brasil em 2012, em situações como homicídios, acidentes de trânsito ou suicídio. Entre 2002 e 2012, essa vitimização mais que duplicou, segundo o estudo.

Além de denunciar o genocídio, a marcha pretende pautar o que as organizações apontam como seletividade do sistema prisional. No Brasil, “as pessoas criminalizadas ou privadas de liberdade são, sobretudo, pessoas negras”, lembra Andreia. De acordo com dados de 2013 do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, das 537.790 pessoas que estão no sistema penitenciário, 93,92% são homem, 50,88% têm entre 18 e 29 anos e 57,21% têm pele de cor negra ou parda. Cruzando os dados, os números apontam que a maior parte dos presos no Brasil é formada por homens e pretos.

Neste ano, o tema da marcha – A Luta Transnacional contra o Racismo, a Diáspora Negra contra o Genocídio – destaca o caráter internacional dos problemas e reivindicações. “Não é uma situação só nossa”, já que o racismo decorre da escravidão negra, que foi usada em vários países, explica a coordenadora da campanha. Exemplo disso, aponta, é a atual situação dos Estados Unidos. Lá, o assassinato de um jovem negro por um policial, no último dia 9, em Ferguson, no estado de Missouri, tem gerado indignação e protestos.

Surgida na Bahia, a campanha “Reaja ou será morto (a)” promove atos anuais desde 2006, quando um rapper e integrante da articulação, Negro Blul, foi executado por grupos de extermínio. A partir de então, a mobilização ganhou outros estados, onde grupos desenvolvem trabalhos visando a ampliar a conscientização e a mobilização dessa população.

Em 2013, foi realizada a primeira Marcha Nacional. Apenas em Salvador, mais de 5 mil pessoas compareceram ao ato, conforme a organização. São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre também participaram da mobilização, que agora conta com o apoio de movimentos de outros países. Hoje, a solidariedade será demonstrada por meio de atos em frente a consulados ou embaixadas brasileiras.

Juntos, os movimentos querem dar visibilidade às situações de violência e fortalecer a luta por políticas públicas que garantam direitos, como acesso à educação e à saúde. Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Manaus e Vitória são algumas das capitais que devem receber a marcha ao longo do dia.

Fonte: ORMNews.

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Polícia vai ouvir ex-médico sobre manipulação genética

Delegada quer explicações de Abdelmassih sobre práticas ilegais

O ex-médico Roger Abdelmassih, de 70 anos, deve voltar a ser interrogado pela Polícia Civil de São Paulo nas próximas semanas. Depois de relatar o inquérito que levou a Justiça a condená-lo a 278 anos de prisão por ter abusado sexualmente de 39 pacientes, quatro anos atrás, a delegada Celi Paulino Carlota quer, agora, ouvir explicações de Abdelmassih sobre denúncias de manipulação genética ilegal.

Abdelmassih, que foi levado anteontem para a Penitenciária de Tremembé, é acusado de ter usado práticas antiéticas e proibidas para aumentar o sucesso dos seus tratamentos. Ao menos três casais que passaram pela clínica do ex-médico relataram à polícia e ao Ministério Público ter descoberto, após exames de DNA, que os bebês não têm o mesmo material genético que os pais.

Uma das hipóteses é que o ex-médico utilizava material genético de outras pessoas para gerar os bebês das pacientes.

A investigação tenta descobrir, também, se ele oferecia a possibilidade de escolher o sexo da criança, o que é proibido, e se fazia turbinamento de óvulos — prática que envolve a mistura de parte do citoplasma de um óvulo mais saudável no óvulo da paciente.

— Há dezenas de relatos de que havia venda de óvulos na clínica e de que o material genético retirado das pacientes não era descartado corretamente e era reaproveitado — disse a delegada Celi, da 1ª Delegacia de Defesa da Mulher.

TESTEMUNHA-CHAVE

Uma testemunha considerada chave é o engenheiro químico Paulo Henrique Ferraz Bastos, de 42 anos. Ele trabalhou para uma empresa que fazia pesquisas de células-tronco para Abdelmassih e denunciou à imprensa procedimentos irregulares que ocorriam na clínica, em 2011. Até hoje, porém, não prestou depoimento à Polícia Civil.

As práticas atribuídas a Abdelmassih teriam provocado problemas de má-formação em crianças, o que foi relatado por pelo menos quatro mulheres. A artista plástica Maria Sílvia de Oliveira Franco, de 43 anos, fez um tratamento com o ex-médico em 1997, mas, com dois meses de gravidez descobriu que seu bebê morreu:

— Na terceira tentativa, ele implantou seis embriões, me disse que isso era ilegal, que o permitido eram três embriões, mas fez mesmo assim. No segundo mês, descobri que meu bebê estava morto, não tinha batimentos no coração.

O Ministério Público do Paraguai informou que pretende investigar políticos, policiais e funcionários públicos locais que possam ter ajudado Abdelmassih a viver ilegalmente no país. A identidade usada pelo ex-médico no país vizinho mostra uma foto original sua, mas está registrada com o nome de Ricardo Galeano, que teria nascido em 6 de fevereiro de 1949, na cidade de Presidente Hayes.

Fonte: ORMNews.

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Após tragédia com Campos, trégua entre presidenciáveis se aproxima do fim

A tragédia que se abateu sobre a candidatura do PSB após a morte de seu candidato à Presidência, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, criou um raro ambiente de paz e cordialidade entre os presidenciáveis Dilma Rousseff, Aécio Neves e, agora, Marina Silva, que ficou com o lugar do pernambucano na disputa. Mas a trégua entre os principais candidatos já está com os dias contatos: as campanhas só esperam o fim da comoção nacional para tirar da gaveta suas estratégias para desqualificar as candidaturas rivais.

Praticamente ignorado pelos adversários enquanto esteve na disputa com seus 8% de intenções de voto, Campos tentava subir nas pesquisas responsabilizando Dilma pela estagnação economia do Brasil. Aécio (PSDB) usava a mesma estratégia, ao culpá-la também pela alta da inflação. A presidente-candidata respondia classificando os adversários de “pessimistas” ao comparar as declarações deles de campanha às opiniões que emitiram sobre a organização da Copa do Mundo.

Mas quando o piloto do avião que transportava Campos perdeu o controle na cidade de Santos (SP), pondo fim à vida do presidenciável e de outras seis pessoas, o luto ganhou a campanha. No velório do socialista, Dilma e Aécio ficaram lado a lado e até trocaram beijos. Marina preferiu ficar com a viúva, mas não conteve o abraço apertado dado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Vídeo: Especialistas americanos dizem que jato estava invertido

Desde então, os ataques se atenuaram e os marqueteiros correram para baixar o tom na estreia do horário eleitoral gratuito. A dificuldade, admitem membros das campanhas, é criticar Marina, que capitalizou a simpatia de muitos eleitores após o acidente e já figura em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, com 21%. Ela está em empate técnico com Aécio (20%) e 15 pontos percentuais atrás de Dilma (36%), de acordo com o último Datafolha.

Coordenador da campanha de Aécio no Nordeste, o senador José Agripino Maia (DEM) afirmou ao iG que seu candidato não pretende sair com o “tacape na mão”, mas espera que o volume de farpas aumente com o fim da comoção nacional. “A tristeza tem seu tempo de vida e logo vai perder espaço para a razão”, disse ele, que não admite a existência de uma estratégia preparada para tirar Marina do páreo, no entanto.

“Só atacaremos ela e Dilma se os adversários faltarem com a verdade”, desconversa Maia. Espera-se que Aécio aumente sua agenda no Nordeste nas próximas semanas para angariar os votos que Marina herdou com a morte de Campos na região, mas que podem se transformar em indecisos depois que a comoção acabar.

Crise: “Ela está longe de representar o legado de Campos”, diz Siqueira sobre Marina

No PT, a ordem é esperar Marina desidratar com a crise aberta no PSB com a saída de Carlos Siqueira da campanha, braço direito de Campos quando vivo e que rompeu com a candidata ao ser substituído pelo deputado federal Walter Feldman na coordenação da candidatura. Se isso não acontecer, os petistas ainda esperam que o ‘trabalho sujo’ seja feito pelo PSDB, que precisaria tirar Marina do caminho antes de garantir um lugar no segundo turno. Até lá, o horário eleitoral da presidente vai focar nas realizações de seu mandato, enquanto Lula será o responsável pela tarefa de retrucar os adversários.

Amigo pessoal de Campos, o deputado federal Luiz Gonzaga Patriota (PSB-PE) acredita que Marina passa Aécio Neves até o dia 10 de setembro, e por isso já se prepara junto com aliados para os ataques. Eles esperam que os tucanos engrossem as críticas dos ruralistas, que desaprovaram o comportamento da ex-senadora na votação do Código Florestal. “Obviamente que estamos preparados para isso. Vamos dizer que ela será presidente de todos, sejam ruralistas ou ambientalistas”, argumenta. “Marina não é apenas presidente de suas ideias, ela também representa o nosso partido.”

Historiador e cientista político da Universidade Federal de Santa Catarina, Waldir Rampinelli acredita que a comoção em torno da morte de Campos dure de dez a 20 dias “no máximo”. “A superexposição do caso acelera seu fim. Depois da comoção, Marina vai cair nas pesquisas. Se isso não acontecer, Aécio vai atacar”, aposta o professor, para quem Marina é contraditória e possuiu uma imagem de política “frágil”, sem comando. “Será fácil explorar essa faceta porque ninguém sabe ao certo quais são suas posições. Defensora do meio ambiente, agora está com o agronegócio porque herdou as alianças feitas por Campos. Como explicar isso em um debate?”

Para o professor, sobrará para Marina bater na tecla que motivou sua aliança com Campos em outubro do ano passado: colocar-se como alternativa à polarização do PT e PSDB ao afirmar que ambos já tiveram sua chance de mudar o Brasil.

Fonte: Ultimo Segundo.

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Morre segundo político durante a campanha de 2014

No dia 13 agosto, Fernanda Aguilar Coelho, esposa do deputado, postou foto do casal no Facebook para dar força ao marido

Dez dias após sofrer um acidente de carro e ficar internado no interior do Espírito Santo, o deputado estadual Glauber Coelho (PSB) morreu na manhã desta quarta-feira (20).

Ele é o segundo político vítima de acidente durante a campanha de 2014. Na semana passada, um acidente de avião vitimou o ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB).

Após o acidente de Campos, o iG revelou que já ocorreram quatro acidentes (um de avião e outros três automobilísticos) envolvendo políticos durante a campanha de 2014. Os acidentes ocorreram em São Paulo, Espírito Santo e Maranhão. Foi registrado também um acidente de carro na pré-campanha, com um deputado federal paulista, também em São Paulo.

A morte de Coelho foi confirmada na manhã desta quarta pelo próprio PSB. No domingo dia 10 de agosto, Coelho sofreu um acidente automobilístico na localidade de Pacotuba, zona rural de Cachoeiro de Itapemirim, na qual ele teve compromissos de campanha. Ele estava em seu primeiro mandato e em campanha rumo à reeleição.

Mais: Campanha de 2014 já registrou quatro acidentes com políticos

Desde então, Coelho permaneceu hospitalizado no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim. Na sexta-feira (15) da semana passada, os médicos detectaram um edema cerebral no deputado. Ele também passou por uma traqueostomia mas não vinha apresentando melhoras significativas.

Coelho estava no primeiro mandato como deputado estadual e era o 2º vice-presidente da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Espírito Santo. O parlamentar tinha 40 anos, nasceu em Cachoeiro de Itapemirim, era casado e tinha uma filha de dois anos e três meses.

Fonte: Ultimo Segundo.

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Defesa Civil se mobiliza para prevenir queimadas no Pará

Estiagem já é motivo de alerta constante em regiões do Pará

Os meses de estiagem e o consequente aumento das queimadas, em algumas regiões do Pará – do final do primeiro semestre até o mês de outubro, quando começa o período chuvoso – em consequência da passagem do sol pela linha do Equador em direção ao Hemisfério Norte, causando uma progressiva redução das chuvas em todo o Brasil, coloca a Defesa Civil do Estado em alerta nesse período.

De acordo com Antônio Sousa, meteorologista da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), em relação ao primeiro semestre, os índices mensais de chuva agora mostram uma significativa redução. Segundo o prognóstico definido na reunião de Rede de Previsão Climática e Hidrometeorológica do Pará (RPCH), realizada em agosto, o mês de setembro tende a registrar um baixo índice de chuvas no sul do Pará. Já na região nordeste do Estado, a distribuição de chuvas nos meses de agosto, setembro e outubro será irregular, ficando abaixo do esperado.

“A sensação de tempo abafado, devido às temperaturas elevadas do ar e à baixa umidade relativa, tende a impactar em algumas atividades, como a agricultura, pecuária, transporte fluvial e a mineração. O tempo seco, a falta de chuva e o calor excessivo contribuem como combustível para o desencadeamento e a propagação de fogo na vegetação”, explica Antônio Souza.

Por conta desse cenário, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec-PA) começou, neste mês, uma série ações de prevenção e combate a incêndios florestais típicos deste período do ano, em várias regiões do Estado. Técnicos da Defesa Civil estão sendo enviados aos municípios para fazer uma triagem de cada região, analisando o panorama climático e os níveis dos rios. Os dados servirão para que o órgão trace um plano de metas e ações de prevenção de incêndios.

De acordo com o capitão William da Silva, chefe de Operações da Cedec-PA, as queimadas não decorrem apenas das condições climáticas. Também resultam das ações do homem, que invade a floresta e aumenta o risco de incêndios. “Municípios com tradição na agricultura, seja familiar ou comercial, normalmente são os mais atingidos. A invasão das áreas de florestas pela atividade humana acaba potencializando esse quadro, por isso devemos fazer a prevenção, auxiliando no manejo da terra e informando que medidas devem ser adotadas. Vale ressaltar que esses acidentes não causam prejuízos só aos proprietários dessas áreas, mas à fauna e à flora da região”, informou o chefe de Operações da Cedec.

A Defesa Civil vai atuar em parceria com as autoridades de segurança dos municípios, fazendo um plano contingencial, de acordo com as necessidades. “Cada localidade tem suas particularidades, e aquelas que têm maior incidência de focos de incêndio receberão um reforço no efetivo, para que possamos instruir a população a combater os acidentes”, informou o capitão.

Além de auxiliar as pessoas sobre que medidas devem ser adotadas ao menor sinal de incêndio, o capitão William também alerta para os riscos da prática de queimada após a limpeza de quintais. “Aconselhamos a população a procurar a prefeitura de sua cidade e solicitar ao órgão competente que faça a coleta do entulho, pois a queimada do lixo pode provocar um incêndio de grande proporção”, afirmou.

O Corpo de Bombeiros pede à população que evite por fogo na vegetação ou em entulhos, e aos motoristas, em especial, que não joguem pontas de cigarro pela janela dos veículos, principalmente em rodovias, pois em contato com a vegetação seca essas pontas acesas podem provocar incêndios e a obstrução da visibilidade nas estradas.

Ao menor sinal de queimada, a população deve telefonar para o número 190, em qualquer região do Pará. O Corpo de Bombeiros encaminhará uma equipe ao local para fazer uma análise técnica e, caso necessário, mobilizará os demais órgãos de proteção civil. A Sema disponibiliza os relatórios de monitoramento meteorológico em todas as regiões paraenses, por meio do site www.sema.pa.gov.br/previsao.

Fonte: ORMNews.

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Preço do açaí tem queda pelo 2º mês consecutivo em Belém

Mas em relação aos últimos 7 meses do ano, o preço do produto se mantém em alta

Pelo segundo mês consecutivo o preço do litro do açai comercializado em 25 pontos de venda na Grande Belém teve queda em relação ao mesmo período do ano passado. Entretanto, em relação aos sete primeiros meses do ano, o produto ainda regustra alta, segundo uma pesquisa do Dieese-PA (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgada na manhã desta sexta-feira (22).

O tipo médio de açaí, o mais comercializado em Belém, iniciou o ano sendo comercializado em média a R$ 14,56. Em junho, com a primeira queda registrada, o preço foi para R$ 15,76 e em julho foi comercializado a R$ 15,54. Com isso, em julho, o litro do açaí apresentou queda de 1,40% em relação a junho de 2014.

Segundo o estudo do Dieese, no mês passado, o litro do açaí nas feiras livres foi encontrado entre R$ 8 e R$ 14. E nos supermercados o menor preço encontrado foi de R$ 13 e o maior R$ 22,75. O açaí do tipo grosso apresentou recuo de preços no mês passado de 7,94% em relação a junho. Em julho de 2013, o mesmo custava em média em Belém R$ 18,44 e fechou o ano passado com o preço de R$ 17,45. No mês passado, este tipo de açaí foi comercializado em média a R$ 18,21, com alta acumulada de 4,36% nos primeiros sete meses do ano. Já com relação aos últimos 12 meses, o produto teve queda de 1,25%. Na última semana, nas feiras livres de Belém, esse tipo de açaí encontrado foi entre R$ 14 e R$ 18.

O açaí do tipo papa (que é comercializado somente nas feiras de Belém) também ficou mais barato em 0,75% no mês passado em relação a junho, sendo comercializado em média a R$ 21,25 por litro. Nos últimos sete meses, este tipo de açaí apresentou um reajuste acumulado de 17,43% e nos últimos 12 meses, com alta de 6,89%. O produto foi encontrado no final do mês passado com preços variando entre R$ 18 e R$ 20 nas principais feiras livres da Grande Belém.

O Dieese acredita que em agosto o preço do açaí também deve apresentar queda.

Fonte: ORMNews.

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Sessão na Câmara dos Vereadores termina em tumulto no Pará

Confusão começou após aprovação de pedido de cassação de vereadora.
Polícia Militar interveio em confusão na Câmara em Ourilândia do Norte.
Uma sessão na Câmara de Vereadores de Ourilândia do Norte, no sudeste do Pará, terminou em agressões e tumulto na tarde desta quinta-feira (21).

A briga começou entre as pessoas que estavam no plenário acompanhando a apreciação da Comissão de Ética do pedido de cassação da vereadora Zulene dos Santos Araújo. Quando o relator aprovou o pedido, a própria vereadora teria iniciado o tumulto.

Policiais militares que estavam no local ajudaram a dispersar a plateia e conseguiram controlar a confusão.

A vereadora Zulene disse que se exaltou porque foi agredida verbalmente por um homem que estava no plenário e negou quebra de decoro parlamentar, alegada pelo vereador que aprovou o pedido de cassação.

G1-PA

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Topless de ministra italiana gera polêmica

Stefania Giannini, ministra da Educação, foi fotografada em uma praia sem a parte de cima do biquíni

A revista italiana “Chi” publicou uma foto da ministra da Educação da Itália, Stefania Giannini, de 53 anos, fazendo topless, o que provocou uma discussão na sociedade sobre sua escolha de trajes de banho e seu direito à privacidade.

A foto, que mostra Giannini tomando um banho de sol sem a parte de cima do biquíni, foi publicada pela revista na última terça-feira. Desde então foi reproduzida por “Corriere della Sera”, jornal de maior tiragem na Itália, e outros jornais como o “Messaggero”.

O porta-voz da ministra, Angelo di Silvio afirmou que Giannini não comentará o caso, e não confirmou se a ministra irá ou não tomar medidas legais contra a publicação.

Na internet, a foto gerou um intenso debate sobre o direito de Giannini à privacidade e de ir à praia de topless.

“Não tenho nada contra o topless, mas se alguém ocupa um cargo institucional é melhor evitar. Usar a parte de cima do biquíni não me parece um sacrifício muito grande”, comentou uma leitora do “Corriere”.

“Ela não é uma advogada, ou uma cirurgiã. É ministra da República. Não vemos Merkel fazendo topless!”, exclamou outro leitor. Um dos comentário classificava a escolha de Giannini como “exibicionista”.

Mas outros internautas a defenderam. Um leitor do “Corriere” escreveu: “Uma ministra, ou qualquer outra pessoa, deveria poder tirar suas roupas, mas na Itália isso não é possível. Há muitos machistas!”

Outro leitor comentou que a polêmica demonstra a ausência de progresso na Itália, e o aumento do “neoconservadorismo”. “Tudo indica que a liberdade dos anos 1970 e 1980 foi embora”, lamentou.

O debate também se estendeu ao Twitter, onde internautas criticaram a atenção dada ao topless da ministra. “É sério que o topless de uma mulher é notícia?”, questionavam alguns usuários.

Por: O Globo

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Alter do Chão prepara a festa do Sairé para setembro

Evento é considerado a maior e mais antiga manifestação folclórica do oeste paraense

A comunidade de Alter do Chão e dirigentes da Associação Folclórica Boto Cor de Rosa e do Grupo Sociocultural Boto Tucuxi, responsáveis pelo tradicional Festival do Sairé, fizeram festa durante a cerimônia de entrega dos galpões que servirão de espaço para ensaios, construção de alegorias e fantasias, além de área para organização de eventos e oficinas artísticas das agremiações. O festival ocorre na terceira semana de setembro e a cerimônia serviu para que os botos fizessem uma prévia de suas apresentações para a comitiva do governo do Estado presente no evento, além da imprensa e comunidade. “Sem dúvida esse é um motivo a mais que temos para comemorar este ano.

“O festival vem crescendo cada vez mais e ter um espaço desse é a concretização de um desejo antigo de todos aqueles que fazem o Sairé”, disse Edilberto Ferreira, presidente do Grupo Sociocultural Boto Tucuxi, que busca o bicampeonato. “Vamos cuidar muito bem desse espaço, não só nos meses que antecedem o Sairé, mas sim o ano todo. Vamos promover oficinas e realizar eventos que vão gerar emprego e renda para nossa associação, com foco no turismo e na nossa tradição”, disse Nivaldo Coelho, o “Nico”, presidente do Boto Cor de Rosa.

A rivalidade sadia não impede o consenso sobre a importância do investimento: os galpões garantem efetivamente maior valorização da manifestação cultural que é o Sairé, uma das mais conhecidas e tradicionais do Estado. “Até então tínhamos de construir as alegorias e fantasias na rua, sem um espaço nosso, onde podemos guardar e trabalhar melhor”, afirma Nico. Para Cleuton Sardinha, da coordenação da Festa do Sairé, os galpões resgatam um compromisso do Governo do Estado. “Este é um dia histórico para nós, que vivemos efetivamente o Sairé e conhecemos a história do festival”, comentou.

A cerimônia de entrega dos galpões contou com presença dos dirigentes, comunidade, do prefeito de Santarém, Alexandre Von, vereadores e dos secretários especiais Adnan Demachki, de Gestão; Alex Fiúza de Mello, de Promoção Social, entre outras autoridades. Realizada na frente dos galpões, exatamente no centro, entre as duas agremiações, a breve cerimônia foi marcada por um tom festivo. Após os pronunciamentos, a comitiva e a população local puderam conhecer os galpões, onde foram feitas apresentações culturais e uma prévia do que será apresentado durante o Festival do Sairé de 2014.

O terreno onde os galpões foram construídos tem fácil localização. É próximo ao Sairódromo, onde ocorre a apresentação das agremiações. A área possui 5 mil m² no bairro Nova União, com 1.700 m² para cada boto. A estrutura possui cobertura metálica e dispõe de refeitório, cozinha, banheiros masculino e feminino e espaço para bar. A área é toda cercada com portões de ferro para garantir a segurança das alegorias. Este ano o Tucuxi, atual campeão, defenderá o tema “Sairé pra dançar!” e levará cerca de 800 brincantes para o Sairódromo em setembro.

Adversário e detentor da maioria dos títulos do festival do Sairé, o boto Cor de Rosa levará para o Sairódromo o tema “Puxirum da Amazônia”. O puxirum é um termo indígena que se refere à forma com que os trabalhadores se organizavam para resolver uma atividade na roça. Alter do Chão, que possui seis mil habitantes, recebe durante o festival do Sairé cerca de 100 mil visitantes. A festa, considerada a maior e mais antiga manifestação folclórica do oeste paraense, tem duração de cinco dias e este ano ocorre na terceira semana do mês de setembro.

Por: O Liberal

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Juiz decreta prisão de falso médico em Abel Figueiredo

Acusado usava documentação falsa para atuar no município

O  juiz de Rondon do Pará, Gabriel Costa Ribeiro, decretou a prisão preventiva de Gideão Vanderle da Rocha, acusado de estar exercendo ilegalmente a medicina no município de Abel Figueiredo.
Segundo dados da polícia civil, o falso médico estava atuando no posto de saúde da cidade, realizando consultas médicas com documentação falsa. Os dados eram de um médico residente em Mato Grosso do Sul. O acusado foi preso após denúncia anônima.

Na decisão, o juiz ressaltou a conduta imprudente do acusado, destacando um parto mal sucedido, no qual o suposto médico estaria a frente. ‘Houve uma morte de uma criança durante um parto no município, parto este que teria sido efetuado pelo preso, passando-se por médico, o que precisa ser devidamente apurado’.
Ainda no decreto, o magistrado também lembrou que o réu usou documentação irregular. ‘O preso utiliza-se de documento falsificado, o que demonstra que em liberdade pode atrapalhar as investigações e inclusive foragir, furtando-se à aplicação da lei. Por derradeiro, remate-se que a cidade de Abel Figueiredo está com a ordem pública abalada pela atuação do preso e a morte da criança que está sendo investigada’

Por: Tribunal de Justiça do Estado

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