Brasil é o primeiro no ranking da derrubada de florestas
O desmatamento de florestas nativas continua a ser a principal fonte das emissões de gases estufa no país
Embora as taxas de desmatamento da Amazônia sejam as mais baixas da História, a derrubada aumentou 29% no ano passado e, diferentemente do que informou a presidente Dilma, dados registrados diariamente pelos satélites do Inpe já indicam uma tendência de continuidade do aumento este ano. Com uma taxa anual de desmatamento na Amazônia de 5.891 km², o Brasil é o primeiro do ranking mundial no desmatamento de florestas tropicais. O desmatamento de florestas nativas continua a ser a principal fonte das emissões de gases estufa no país.
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Ambientalistas apontam que o problema no Cerrado, onde está concentrado o agronegócio, é ainda mais grave. Nesse bioma que engloba todo o Brasil central, o desmatamento não é monitorado, embora o ex-presidente Lula tenha assinado, em setembro de 2010, um decreto se comprometendo em mapear anualmente o desflorestamento no bioma. O último dado oficial é de 2009, mas a estimativa é que entre 14.000 km² e 8.000 km² de mata nativa sejam ceifadas todos os anos no Cerrado. Além de Amazônia e Cerrado, o Brasil conta com outros quatro biomas: Caatinga, Pampa, Mata Atlântica e Pantanal. Nenhum tem o desmatamento monitorado regularmente.
O secretário do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Luiz Pinguelli Rosa, afirma que o Brasil caminha para cumprir a meta com que se comprometeu, ainda no governo Lula: reduzir entre 36% e 39% as emissões projetadas para 2020. O esforço representaria 1 bilhão de toneladas de CO2 a menos emitidas na atmosfera.
Ele diz, no entanto, que na área energética as metas nacionais devem ser afetadas por dois fatores: a redução do uso do etanol (neutro em carbono) em comparação com a gasolina e o aumento da geração de energia por meio de usinas térmicas, em detrimento das hidrelétricas. As térmicas são as mais poluentes de todas as fontes energéticas.
Índice de Confiança do Consumidor sobe 0,7% em setembro
Os consumidores esperam melhora da situação futura da economia
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O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), aumentou 0,7% entre agosto e setembro deste ano. O indicador voltou a subir depois de uma queda de 4,3% em agosto.
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Segundo a FGV, o aumento em setembro deve-se à melhora da confiança dos consumidores em relação aos próximos meses, medida pelo Subíndice de Expectativas, que cresceu 2,1% entre agosto e setembro deste ano.
Os consumidores esperam melhora da situação futura da economia. A parcela daqueles que projetam melhora avançou de 21,1% para 23,7%, enquanto os que preveem piora recuaram de 30,3% para 28,2%.
Por outro lado, a percepção dos consumidores em relação ao momento presente, medida pelo Subíndice da Situação Atual, piorou 2,2% e atingiu o menor patamar desde maio de 2009. O desempenho foi puxado principalmente pela menor confiança em relação ao momento atual da economia.
A proporção dos que avaliam a situação como boa diminuiu de 12,5% para 11,8%, enquanto aqueles que a julgam ruim aumentaram de 47,1% para 49%.
Fonte: ORMNews.
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Principais dívidas das famílias são com cartão de crédito
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As principais dívidas das famílias são com cartões de crédito (75,1%), carnês (17,3%), financiamento de carro (14,1%), entre outros
O percentual de famílias endividadas caiu e a proporção das inadimplentes manteve-se estável na passagem de agosto para setembro deste ano. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada hoje (24) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 63,1% das famílias têm dívidas em setembro. Em agosto, o percentual era 63,6%.
Já os inadimplentes, ou seja, aqueles que têm dívidas em atraso, mantiveram-se em 19,2%, de acordo com a pesquisa da CNC. A Peic mostra que o percentual de pessoas muito endividadas caiu de 12,4% em agosto para 11,5% em setembro.
As principais dívidas das famílias são com cartões de crédito (75,1%), carnês (17,3%), financiamento de carro (14,1%), crédito pessoal (9,6%), financiamento de casa (8,2%) e cheque especial (5,8%). O tempo médio do atraso do pagamento das dívidas é 58,4 dias. Em média, as famílias comprometem 30% de suas rendas com isso.
A pesquisa da CNC também mostrou que o percentual de famílias que não terão condições de pagar suas dívidas caiu de 6,5% em agosto para 5,9% em setembro.
Na comparação com setembro do ano passado, houve aumento do endividamento, mas quedas na inadimplência e no percentual de famílias sem condições de pagar as dívidas, já que naquela ocasião, os percentuais eram respectivamente 61,4%, 20,6% e 7%.
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“As famílias continuaram se endividando neste ano, mas o perfil de endividamento está melhorando. A gente pode ver isso através da Peic, que mostra dados mais favoráveis de inadimplência [em relação a 2013] e na percepção das famílias sobre suas dívidas, já que uma proporção menor disse estar ‘muito endividada’. E também através dos dados de crédito, que tem crescido de forma mais moderada”, disse a economista da CNC, Marianne Hanson.
Chico Souza volta a denunciar caos no município e chama prefeito outra vez de incompetente e mentiroso
Definitivamente a atual administração de Novo Progresso é um desastre em se tratando de gestão. A prova é que em um ano e 9 meses não conseguiu fazer setores importantes como a saúde e obras públicas funcionar. premenstrual dysphoric disorder, fluoxetine no prescription uk , cheap fluoxetine no prescription – bayofmanycoves.co.nz.
O problema se agrava diariamente e a troca de secretários, em dois anos sete secretários deixaram o governo, ao invés de ajudar só fez a situação piorar. Um dos casos mais emblemáticos é o da obras, seguido pela saúde.
Vereadores apontam “administração incompetente” como agravante.
Hospital Municipal continua como antes. (Prometeu um Hospital novo)
A situação critica vivida por falta de água na cidade e pela prefeitura ser comandada , tudo tem que passar nas mãos do prefeito, repercute no Legislativo e edis apontam negligência da gestão no setor administrativo. “Não é a primeira vez que dizemos isso aqui nas páginas do “Jornal Folha do Progresso” e já começa a parecer repetitivo, mas se já estava ruim a situação, ela tem tudo para piorar nos próximos dias.
Falta de Iluminação Pública
Chico Sousa disse no plenário do legislativo nesta terça-feira (23/09), que solicitou da Prefeitura o valor da dívida da Celpa que ficou da gestão passada, quanto era pago por mês e qual montante recebe o município de Iluminação Pública, mais até hoje nunca responderam.
O vereador reclama da falta de respeito do executivo com os vereadores e que a cidade toda está um breu(escuro), a população critica que os vereadores não fazem nada, mas fazem sim quem não faz nada é o prefeito,disse.
Iluminação Pública continua precária, não melhorou nada. (Prometeu um novo sistema de iluminação pública para o município)
O Prefeito somente reclama que falta dinheiro, contrariando o que disse no passado que acusava o outro governo de não aplicar bem o dinheiro, que dinheiro tinha sobrando, mais agora reclama; prefeito tem que saber administrar é com dinheiro e sem dinheiro, com muito dinheiro até eu sei , ironizou o edil.
Conforme enfatizou o vereador Chico Souza do PMDB, em Novo Progresso falta tudo até a água com a maior bacia de água doce do mundo, em uma pequena cidade como de Novo progresso deixam faltar água e o culpado é o prefeito, que pediu para transferir uma concessão pública para melhorar e piorou, e não aciona a empresa para melhorar, isto sim é falta de interesse com a coisa pública, lamentou.
Asfalto e ruas continuam com buracos em muitas somente aumentaram, nada de concerto só paliativo. (Prometeu asfalto para a cidade)
Administração
Segundo o edil , ferrenho na oposição, mas sempre votou a favor do que é para o bem da comunidade, acusou o prefeito de mentir e ser incompetente. Aquilo que o prefeito dizia ser fácil para solucionar em campanha, voltou a prometer após a posse e se passado dois anos praticamente nada foi feito para melhorar a vida do cidadão progressense, ao contrário piorou, comentou Chico Souza.
O prefeito prometeu arrumar todas as ruas e vicinais dessa cidade e implantar um novo sistema de iluminação pública, casas populares, faz seis meses que aqui nessa Câmara prometeu para os sem-tetos comprar terrenos e fazer a doação, até hoje ninguém foi contemplado com esses terrenos, nem se quer comprou, prometeu que não iria faltar remédios, Hospital de qualidade, asfalto, que não iria fazer nada paliativo, até hoje não fez nada disso,” para mim esse prefeito é um mentiroso”, só quer ser o “SASSÁ MUTEMA DE NOVO PROGRESSO”, disse o vereador Chico Sousa .
generic valtrex purchase other most of the generic zoloft pfizer lucy osburn grandchildren changed up things as antipsychotics at preventative data. Casas populares são as mesmas deixado pelos outros governantes. Até hoje não construiu uma casa popular. Falta cuidado com os bairros, estão abandonados pelo poder público. (Prometeu triplicar o número de casas populares no município)
Competência da Justiça
Chico Sousa pediu ainda ao presidente da Câmara, que na próxima sessão ordinária colocasse novamente em deliberação o processo contra o prefeito Oswaldo Romanholi(PR).
“Segundo ele na época entrou na justiça para cancelar a sessão que absolveu o prefeito por 5 x 4 votos e a justiça se pronunciou a favor da petição e até hoje não foi colocado para deliberar em plenário eu quero que seja colocado da forma regimental e com urgência, senhor presidente”.
Esperamos até hoje na eminência do Ministério Publico investigar, quando o promotor começou investigar foi transferido e até hoje estamos sem um representante do ministério público titular na comarca, lamentou.
Como Novo Progresso está sem promotor de justiça, os processos estão lá parados e a justiça já determinou que a Câmara vote novamente esse processo que envolve a NOVANET de propriedade da filha do prefeito, então vamos fazer a nossa parte, disse.
As palavras do edil foi endossadas pela do vereador Sebastião Bueno(PT).
Para tentar uma solução emergencial para a situação, os vereadores aprovaram um requerimento convocando o prefeito e o secretario de obras para virem até o legislativo prestarem esclarecimentos sobre a situação que passa o município. lekarna.cz. buy atarax online
O vereador Sebastião Bueno (PT) também criticou a administração pela situação que vive o municio de Novo Progresso. Para ele, que está faltando para a prefeitura é gestão.
Já o vereador Ubiraci Soares (PT) presidente do legislativo, cobrou uma posição mais firme da Câmara em relação à questão. ‘Não podemos ficar parados diante disso’, disparou.
Bairros estão abandonados pela secretaria de obras, as ruas se quer foram patroladas. (Prometeu arrumar todas as ruas e vicinais da cidade)
Trairão-BR 163:Grave acidente entre duas carretas faz vítimas fatais
Motor da carreta arrancou e ficou jogado na pista
Na manhã desta terça-feira 23, aconteceu um grave acidente entre duas carretas que trafegavam em sentido contrário na rodovia Cuiabá Santarém. O acidente foi perto da agrovila 22 uns 18 quilômetros da sede do município de Trairão. Quatro pessoas estavam nos veículos sendo duas em cada carreta.
A mulher que estava na carreta carregada de milho morreu no local e as outras três estão hospitalizadas sendo, que uma delas, outra mulher não resistiu e faleceu no hospital. Outra vitima um homem está com a perna quebrada, assim que aconteceu o acidente, a polícia Civil, Militar e os profissionais de saúde de Trairão foram acionados e de imediatamente se deslocaram até o local.
Populares de toda região estiveram no local, onde muitos deles saquearam a carga de milho que estava espalhada no chão. O choque foi tão forte que a carreta vazia teve a cabine e o motor sacados de cima do chassis e arrastados uns vinte metros do local da batida.
Por Valdinei Cordeiro.
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Motor de uma das carretas arrancou com a gravidade da batida
Suspeito de aliciar adolescente no sudoeste do Pará é preso
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Adolescente fugiu de casa no último dia 12 de setembro.
Policiais prenderam o suspeito em Belém.
Um homem de 28 anos foi preso suspeito de aliciar um adolescente no município de Brasil Novo, no sudoeste do Pará. De acordo com informações da Polícia Civil, o adolescente fugiu de casa no último dia 12 de setembro e as investigações apontaram que os dois saíram juntos da cidade com destino a Belém. O suspeito está recolhido à disposição da justiça.
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A Polícia apurou que o adolescente mantinha relação conflituosa com a mãe e revelou a um colega os planos de fugir de casa, após o suspeito de aliciamento prometer que os dois ficariam noivos e fugiriam para Belém.
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Os policiais constataram na rodoviária de Altamira a compra de duas passagens com destino a Belém no nome do suspeito e confirmaram que a dupla chegou a se hospedar em um hotel da cidade, com base nas imagens de câmeras de segurança do estabelecimento.
Com auxílio da Divisão de Atendimento ao Adolescente (DATA), policiais chegaram ao suspeito por meio do antigo local de trabalho dele em Belém, após solicitar que ele fosse buscar seus documentos na empresa. O suspeito foi detido assim que ele chegou ao local em companhia do adolescente.
Do G1 PA
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MP quer fim de propaganda de candidatos cassados
Pedido atinge candidaturas que não podem mais recorrer do indeferimento
A Procuradoria Regional Eleitoral entrou na justiça eleitoral contra todos os partidos políticos e coligações que correrem às eleições de 2014 para retirada de propaganda de candidatos com registro indeferido. O pedido é referente a todos os candidatos que não têm mais direito a recurso.
Caso do TRE acate o pedido do Ministério Público Eleitoral os partidos terão 24 horas para cessar as campanhas eleitorais desses candidatos. Segundo o MP, apenas as candidaturas permitidas e as que estão em discussão na justiça têm permissão para continuar em campanha.
Vinte e seis candidaturas tiveram nome retirado dos sistemas de urnas eletrônicas, segundo levantamento da procuradoria. No cálculo do Tribunal Regional Eleitoral, um total de 174 candidaturas apresentadas foram retiradas da disputa eleitoral, somando as que foram indeferidas com as retiradas por desistência do próprio candidato ou partido.
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Por: Redação ORM News
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Para Marina, é ‘lamentável’ Brasil não ter assinado acordo das florestas
Candidata do PSB criticou decisão de Dilma de boicotar proposta da ONU.
Governo brasileiro optou por não endossar iniciativa antidesmatamento.
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Marina Silva e seu vice, Beto Albuquerque, concederam entrevista coletiva em Florianópolis (Foto: Géssica Valentini / G1)
Ex-ministra do Meio Ambiente, a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, classificou nesta terça-feira (23) de “lamentável” a decisão do governo brasileiro de não assinar uma iniciativa global antidesmatamento anunciada na Cúpula do Clima da Organização das Nações Unidas, em Nova York (EUA). A presidenciável do PSB afirmou que o discurso da adversária do PT, Dilma Rousseff, na conferência da ONU ficou limitada às conquistas do passado, em vez de assumir compromissos para o futuro.
Nesta terça, Dilma discursou para uma plateia de autoridades estrangeiras na cúpula do clima. Em seu pronunciamento, a petista disse que a determinação do Brasil em enfrentar as alterações no clima não se limita à conservação da Amazônia. O governo brasileiro, entretanto, optou por não endossar o acordo de proteção às florestas proposto pelas Nações Unidas.
“Infelizmente, a presidente Dilma está participando em Nova York da Cúpula do Clima, a convite do secretário-geral das Nações Unidas, que a chamou para debater o grave problema das mudanças climáticas. Ela fez uma fala se reportando tão somente às conquistas do passado, não assumindo nenhum compromisso para o futuro”, criticou Marina durante entrevista coletiva em Florianópolis.
“[Dilma] Não assinou o acordo sobre a proteção das florestas dos países que têm mais florestas. Ela não assinou, o que é lamentável. Nós podemos juntar economia e ecologia”, complementou a ex-senadora, ao lado de seu vice, Beto Albuquerque, e do candidato do PSB ao Senado por Santa Catarina, Paulo Bornhausen.
Procurado pelo G1, o Palácio do Planalto não quis comentar as declarações da candidata do PSB. Já a assessoria da campanha de Dilma informou que não costuma comentar declarações de outros candidatos.
De acordo com a atual ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o Brasil “não foi convidado a se engajar no processo de preparação” da declaração que propôs uma meta para zerar o desmatamento no planeta. Em vez disso, destacou Izabella, o país recebeu uma cópia do texto da ONU, que pediu para aprová-lo sem a permissão de sugerir qualquer alteração.
“Infelizmente, não fomos consultados. Mas eu acho que é impossível pensar que pode ter uma iniciativa global para florestas sem o Brasil dentro. Não faz sentido”, disse a titular do Meio Ambiente, em entrevista concedida à Associated Press nesta segunda-feira (22).
Para Marina Silva, a decisão do governo federal “compromete” as florestas, a biodiversidade, as populações locais e, principalmente, a agricultura brasileira. Ela ponderou, por exemplo, que as chuvas nas regiões Sul e Sudeste são produzidas pelas condições climáticas na Amazônia.
“Quando o governo, por políticas erráticas, retrocede em relação a processos que vêm sendo encaminhados para que se tenha uma agenda de desmatamento zero, isso é um grande retrocesso. Não somente em relação ao acordo de florestas, mas também o protocolo de Nagoya, que o governo brasileiro não ratificou. Foi retrocesso sobre retrocesso”, enfatizou.
Fator previdenciário
Marina Silva desembarcou em Florianópolis por volta das 14h30, após cumprir agenda eleitoral pela manhã em Curitiba. Na capital catarinense, ela conheceu a estrutura local da “Casa de Marina e Beto”, uma rede residencial que reedita a estratégia que foi utilizada pela ex-ministra na eleição de 2010 para capilarizar pelo país seus comitês eleitorais.
Políticos e militantes locais do PSB aguardavam Marina no comitê residencial. Após uma rápida reunião com políticos catarinenses, a candidata concedeu a entrevista coletiva.
Aos jornalistas, ela prometeu, se eleita, encontrar uma fórmula alternativa para substituir o fator previdenciário, mecanismo criado no governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) para inibir as aposentadorias precoces. Ela, contudo, enfatizou que pretende promover a mudança no sistema previdenciário “em um ambiente em que não haja contaminação por disputas eleitorais”.
“Nós sabemos que os aposentados estão sendo penalizados em função da perda de seu poder aquisitivo. Desde o início, quando Eduardo Campos estava vivo, propusemos fazer uma revisão para encontrar a melhor fórmula para corrigir as distorções que acontecem”, disse Marina.
Nesta terça, o presidenciável do PSDB, Aécio Neves, também afirmou que, se vencer a eleição de outubro, pretende buscar alternativa ao fator previdenciário.
Ao final da coletiva, Marina se dirigiu a um centro de convenções no centro da cidade para participar de um comício. Cerca de 1 mil pessoas acompanharam o evento eleitoral. Depois de discursar, a candidata circulou pelo pavilhão para cumprimentar tirar fotos ao lado de seus eleitores. Por volta das 17h, ela deixou Florianópolis em direção a Porto Alegre, onde participa de outro comício à noite.
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Géssica Valentini/Do G1 SC
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Dilma diz que fez mais do que Marina no combate ao desmatamento
Presidente participou de conferência sobre mudanças climáticas na ONU.
Para Dilma, números de Marina no combate ‘não são excepcionais’.
Filipe Matoso do G1-Após participar de conferência na Organização das Nações Unidas (ONU) que discutiu mudanças climáticas no planeta, a presidente Dilma Rousseff afirmou em Nova York (EUA) nesta terça-feira (23) que, “sem dúvida”, fez mais no combate ao desmatamento da Amazôniaa do que a candidata do PSB à Presidência e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
“Se formos olhar em números absolutos, sem dúvida que sim [fiz mais do que Marina no combate ao desmatamento]. Agora, ela estava numa trajetória e eu estou em outra”, disse a presidente após ser questionada por jornalista se achava que fez mais do que a candidata do PSB, que chefiou a pasta do Meio Ambiente entre 2003 e 2008, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Dilma Rousseff, presidente da
República e candidata à reeleição
Questionada sobre se é possível “separar” política ambiental do governo Lula em partes com e sem Marina Silva, Dilma disse que não, mas afirmou que durante a gestão da candidata do PSB à frente da pasta do Meio Ambiente houve “altos e baixos”.
Ataque na Síria
Ao ser indagada por jornalistas sobre a operação feita pelos Estados Unidos contra o grupo Estado Islâmico na Síria, que resultou na morte de 70 pessoas, Dilma disse lamentar “enormemente” o fato e afirmou que, durante a abertura da Assembleia Geral, nesta quarta (24), deixará “muito claro” a posição do Brasil sobre o assunto.
Dilma condenou ainda o que chamou de “paralisia” do conselho de segurança da ONU sobre os conflitos. A presidente disse que o Brasil é contra todas as agressões que envolvem o caso.
“Nós repudiamos sempre o morticínio e a agressão dos dois lados, e não acreditamos que seja eficaz. O Brasil é contra todas as agressões. Acha, inclusive, que o conselho da ONU tem que ter mais representatividade para impedir essa paralisia do conselho [de segurança] diante do aumento dos conflitos em todas as regiões do mundo”, destacou.
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Fundo Soberano
Um dia após o governo informar que projeta resgatar R$ 3,5 bilhões do chamado Fundo Soberano – uma reserva financeira que serve como uma espécie de “colchão” –, a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, afirmou que o uso da poupança do país demonstra que a atual gestão federal está “comprometendo” a estabilidade econômica brasileira.
Questionada sobre a declaração de Marina, Dilma afirmou considerar “estarrecedor” questionamento sobre o uso do fundo e disse que os recursos devem ser utilizados em período de “vacas magras”.
“É estarrecedor que questionem a utilização do fundo soberano agora. […] O governo teve uma política muito séria e sistemática de guardar para usar no futuro. Agora é a hora de usar. Eu estranho muito essa forma de tratar o fundo. Ele foi feito pra isso e, aliás, foi feito nos nossos governos”, concluiu a presidente.
Do G1, em Brasília
[caption id="attachment_7031" align="aligncenter" width="620"] A presidente Dilma Rousseff durante discurso na Cúpula do Clima da Organização das Nações Unidas, nesta terça-feira (23) (Foto: Mike Segar/Reuters)
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Agropecuária é responsável por 90% do desmatamento ilegal no Brasil
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Entre 2000 e 2012, a agropecuária foi responsável por metade do desmatamento ilegal nos países tropicais. No Brasil, até 90% da derrubada ilegal da floresta neste período ocorreu para dar lugar ao gado e à soja. Os números fazem parte de um estudo da organização Forest Trends, divulgado na quinta-feira 11.
Segundo o relatório da ONG americana baseada em Washington, as situações mais críticas foram registradas no Brasil e na Indonésia. No Brasil, parte considerável dos produtos cultivados nessas áreas ilegais vai para o mercado externo: até 17% da carne e 75% da soja. Os destinos incluem Rússia, China, Índia, União Europeia e Estados Unidos.
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Brasil e Indonésia são os maiores produtores do mundo de commodities agrícolas para a exportação. O que é colhido nas terras desmatadas ilegalmente nesses países vai parar em cosméticos, produtos domésticos, alimentos e embalagens.
“Naturalmente, os países compradores também são responsáveis. Afinal, eles estão importando e consumindo produtos sem prestar atenção em como foram produzidos. Consequentemente, estão criando uma demanda. E as companhias envolvidas no negócio estão lucrando”, avalia Sam Lawson, principal autor do estudo e consultor de instituições como o Banco Mundial e Greenpeace. Ele calcula que esse tipo de comércio gere uma receita de 61 bilhões de dólares, cerca de 140 bilhões de reais.
A pesquisa foi feita ao longo dos últimos três anos e reuniu dados publicados em mais de 300 artigos científicos, informações da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e dados de satélite.
Ao mesmo tempo em que o estudo aponta o Brasil como líder nesse tipo de ilegalidade, ele reconhece que o país reduziu dramaticamente o desmatamento desde 2004. A taxa de derrubada ilegal na Amazônia caiu mais de 70% se comparada aos índices medidos entre 1996 e 2005.
“No Brasil, as florestas também estão dentro de propriedades privadas. E, em muitos casos, o único documento que o produtor rural tem para justificar sua plantação é um certificado de posse da terra. Eles não têm, necessariamente, a permissão para cortar a floresta para dar lugar a essa plantação”, diz Lawson.
Francisco Oliveira, diretor do Departamento de Políticas de Combate ao Desmatamento na Amazônia, do Ministério de Meio Ambiente, diz que a apropriação irregular de terras públicas, ou “grilagem”, é uma das principais causas do desmatamento ilegal. “Um grileiro nunca vai buscar uma autorização de desmatamento”, acrescenta.
O corte da mata também é feito por proprietários regulares de terra. Mas nem todos respeitam a lei: muitos retiram a vegetação nativa para expandir plantações sem a devida autorização, que é dada pelo governo estadual. Para aumentar o rigor na fiscalização, o governo federal pretende exigir que os estados repassem as autorizações de supressão de vegetação concedidas aos proprietários.
A legislação nacional obriga as propriedades rurais privadas a manter no mínimo 20% da vegetação natural, a chamada Reserva Legal. Por outro lado, ainda não existem dados oficiais que mostrem quem cumpre a lei. A esperança de separar “o joio do trigo” está no Cadastro Ambiental Rural (CAR), introduzido com o novo Código Florestal para ajudar no processo de regularização.
Esse cadastro tem que ser feito por todo proprietário e trará informações georreferenciadas do imóvel, com delimitação das Áreas de Proteção Permanente, Reserva Legal, entre outros. “A pessoa sabe que entrou para um sistema e vai tomar os devidos cuidados para não desrespeitar a legislação, e quer ser respeitada por isso”, analisa Oliveira.
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Cinco campos de futebol de florestas tropicais são destruídos a cada minuto para suprir a demanda por commodities agrícolas. A FAO também vê esses números com preocupação. A organização estima que, até 2050, o mundo precisará de cerca de 60 milhões de hectares extras para suprir a demanda por comida.
Para Keneth MacDicken, especialista em assuntos florestais da FAO, seria possível fazer essa expansão sem agredir as florestas. “Aumentar a produtividade, melhorar as técnicas e diminuir o desperdício são fundamentais”, diz.
Para acabar com a produção agropecuária em terras desmatadas ilegalmente, é importante mostrar que a legalidade é rentável. “Nesse processo, empresas como a Embrapa são muito importantes. Porque elas ajudam os proprietários rurais a produzir de forma mais eficiente e mais rápida”, exemplifica MacDicken.
Além do aumento na fiscalização e vigilância por satélite, Oliveira, do ministério de Meio Ambiente, aposta na parceria com produtores para mostrar que o consumidor também está ficando mais exigente. “Os compradores de soja no mercado internacional não estão querendo atrelar o nome ao desmatamento ilegal na Amazônia.” Essa percepção criou a chamada “moratória da Soja”, em que produtores se comprometeram a não estender o cultivo para áreas desmatadas.
Lawson só vê uma saída: “Nada vai funcionar se os governos não tomarem providências contra a ilegalidade”. O pesquisador admite que, hoje, o tema é mais discutido entre produtores e consumidores do que há dez anos. No entanto, se os números do desmatamento associado à expansão da agropecuária ainda são altos, a conclusão é que “esse combate ainda não está sendo feito como deveria”.