Helder Barbalho foge de pergunta sobre divisão do Pará
Na TV Liberal, candidato não disse se é contra ou a favor dos novos Estados
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Semelhante ao que ocorreu no primeiro turno das eleições, o candidato ao Governo do Estado pelo PMDB, Helder Barbalho, ao ser entrevistado no Jornal Liberal 2ª Edição, na TV Liberal, mais uma vez não respondeu se é a favor ou contra a divisão do Estado do Pará. O candidato a vice-governador na chapa de Helder é Joaquim Lira Maia, um dos líderes da campanha pelo separatismo no oeste do Estado. Na entrevista de ontem, Helder Barbalho não assumiu posição sobre a proposta, que voltou a tramitar no Congresso Nacional, desta vez excluindo da consulta a população das regiões que perderiam território.
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O apresentador do telejornal, jornalista João Jadson, afirmou que Helder Barbalho ganhou em municípios onde ainda é presente a discussão sobre a proposta de divisão do Estado, e perguntou ao candidato a posição dele sobre esse assunto. Helder respondeu que ganhou em 84 municípios, em diferentes regiões. O candidato passou a dizer que o atual Governo não atende aos anseios das regiões do Estado. O apresentador do telejornal insistiu em uma posição do candidato. Mas Helder Barbalho declarou: “Eu sou a favor de trabalhar por todas as regiões, governar para todo o Pará”. Ante nova insistência do entrevistador, o candidato continuou sem responder, afirmando que, se eleito, fará um “governo para todo o Pará, um governo de união”. Após a pergunta ser repetida mais uma vez, Helder Barbalho disse que agora é hora de se discutir qual a melhor forma de governar o Pará. “Não dá para neste momento segregar região”, assinalou.
No primeiro turno, Helder Barbalho foi derrotado no município de Ananindeua, que governou como prefeito por otio anos. Perguntado se esse resultado corresponde à rejeição de sua administração no segundo maior colégio eleitoral do Estado, o candidato declarou que é grato a Ananindeua, destacando ter sido eleito vereador, deputado estadual e prefeito reeeleito “graças à solidariedade do povo de Ananindeua”, e atribuiu a derrota à “tentativa dos nossos adversários de iludir a população com o cadastramento do Cheque Moradia”, com promessas de troca de dinheiro por voto no concorrente dele e que se vencesse a eleição o programa seria encerrado. Helder afirmou que não pretende terminar com o Cheque Moradia, mas aperfeiçoá-lo. Como outro fator da derrota em Ananindeua, o candidato disse que houve pregação de que as obras do governo dele estão inacabadas, com o que não concorda. Helder afirmou que as obras estão com dinheiro na conta e com atualização na Caixa, mas não são tocadas por seu sucessor.
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João Jadson citou a condenação do senador Jader Barbalho, pai do candidato, pela Justiça Federal do Tocantins, por apropriação ilícita de verbas e devolução e recursos, e, na semana passada, a aceitação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de nova denúncia contra Jader por formação de quadrilha e fraudes contra o sistema financeiro, e questionou se seriam motivos para que ele não utilize o sobrenome do pai na campanha. O candidato disse que quem tem dúvida de quem ele é filho, não conhece o Pará. Helder disse que, se eleito, pedirá o apoio do pai, do senador eleito Paulo Rocha (PT) e até do senador tucano Fernando Flexa Ribeiro (PSDB).
Indústria automotiva paraense registra aumento nas vendas
O Estado se destaca e tem crescimento de 6,53% nas vendas em setembro online canadian pharmacy store! buy dapoxetine online order online at usa pharmacy! prednisolone acetate cost . approved pharmacy, buy prednisolone online. . instant shipping, cialis dapoxetine buy.
O último balanço do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Pará e Amapá (Sincodiv PA/AP) trouxe boas notícias para a indústria automotiva paraense. O setor registrou aumento de 6,53% nas vendas de veículos em setembro, comparado com o mês de agosto. No total, foram vendidas 12.749 unidades contra 11.967, em agosto. Foram contabilizados no balanço os emplacamentos de todos os segmentos, como automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas e implementos rodoviários.
Com relação ao mesmo período do ano passado, foram vendidas 12.671 unidades, com aumento de 0,62%. Já especificamente com relação aos segmentos de automóveis e comerciais leves, o aumento foi de 11,66%. Foram emplacadas 4.742 unidades. No setor de caminhões, o crescimento foi de 24,68% nas vendas. Outro setor com bom desempenho foi o de motocicletas, com aumento de 2,32%.
Segundo o presidente do Sincodiv PA/AP, Leonardo Pontes, o ritmo do setor é ditado pelo desempenho da economia e a região manteve um bom crescimento, mesmo com a retração no mercado nacional em 2014.
Desempenho municípios – No mês de setembro, Belém foi o município que mais emplacou veículos no Pará. No setor de automóveis, a capital teve participação de 44,8% nas vendas; seguida de Ananindeua, com 9,7%; e Marabá, com 7,1%. No segmento de caminhões, Belém alcançou 23,6% de participação. Barcarena e Parauapebas também tiveram bons desempenhos, marcando, respectivamente, 6,6% e 5,2% de presença nos emplacamentos. No segmento de motocicletas, a capital alcançou 12,1% de participação; seguida de Marabá, que obteve 7%; e Anaindeua, que alcançou 4,3% das vendas.
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Pará insere mais quatro vacinas no calendário de imunização
Vacinas tetraviral, dTpA, Hepatite A e HPV já estão disponíveis
No Dia Mundial de Saúde, celebrado hoje (17), o Pará comemora a inserção de mais quatro vacinas ao calendário do Sistema Único de Saúde (SUS), chegando, neste ano, a uma oferta gratuita de 14 vacinas para públicos de faixas etárias diferentes. Em 2014, foram incorporadas ao calendário de rotina das salas de imunização a vacina tetraviral, que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela (conhecida popularmente como catapora), destinada exclusivamente para crianças até 15 meses de idade; e dTpA em dose única dose para gestantes, em prevenção à disenteria, tétano e coqueluche. Além delas, Hepatite A em dose única para crianças entre um ano até dois anos incompletos de vida e HPV (Papiloma Vírus Humano), somente para meninas entre 11 e 13 anos.
A má notícia é que o avanço se depara com a baixa adesão da população. Conforme informações da Secretaria de Estado de Saúde Pública, o Pará atingiu menos de 1% da público alvo contra Hepatite A, implementada em setembro. A meta para os próximos 12 primeiros meses é vacinar 95% desta população. Em relação ao HPV, a primeira fase da campanha no Pará, realizada em março, imunizou 216.834 meninas, correspondendo a 89,59%. No entanto, a segunda fase, iniciada em setembro, protegeu apenas 29.190 meninas, apontando um percentual de 12%, “fenômeno semelhante ao que está ocorrendo no restante do Brasil”. A respeito da varicela, neste ano, no Pará, foram aplicadas 39.771 doses, correspondendo a 49,48% da meta. A secretaria não informou a abrangência da dTpA no Estado.
Para a coordenadora estadual de Imunização, Jaíra Ataíde, a aceitação popular é “boa”, destacando os idosos como “melhor clientela”, posto que são os primeiros a aderir aos chamamentos de imunização. Ela pede esforço dos pais de crianças para não haver atrasos no calendário infantil, argumentando que quanto mais cedo a criança completar o esquema vacinal, mais cedo estará protegida contra as doenças.
Segundo a coordenadora, um entrave para melhorar os índices de vacinação se refere ao número “insuficiente” de salas de vacinação e a falta de infraestrutura de municípios que, “às vezes”, inviabilizam o atendimento à população. “É comum a gente encontrar sala de vacina fechada, porque o ar condicionado não funciona e precisamos garantir uma temperatura de 18 graus para manter a vacina”, observou. Ela relata que quedas constantes de energia denotam outro problema para o funcionamento das salas de imunização.
Ataíde enfatiza ainda a importância da população estar atenta aos prazos de campanhas e, sobretudo, aos intervalos entre as doses de vacinas, citando a contra o HPV realizada em três etapas. O intervalo da primeira para a segunda fase é de seis meses e, deste para a terceira e última dose, cinco anos. Se o período entre elas não for respeitado, a proteção eficaz contra o vírus, que é um dos responsáveis pelo câncer do colo do útero, fica comprometida. “Neste momento, é a segunda dose, mas, se tivermos meninas com 11, 12 e 13 anos de idade, que ainda não receberam a primeira dose, podem ir a qualquer posto de vacinação do nosso Estado para receber a vacina, mas precisa comprovar a faixa etária”, orientou. Somado à imunização, são indispensáveis exames periódicos, cuidados de higiene corporal e uso de preservativo.
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Sobre a vacinação contra o HPV, a coordenadora adianta que, em 2015, o alvo será proteger meninas entre 9 e 11 anos. A partir de 2106, a prevenção será direcionada exclusivamente para meninas de 9 anos. “Daqui a dez anos, a gente espera ter impacto significativo na ocorrência de câncer de colo de útero”, avaliou, informando que a imunização tem ocorrido de forma “gradativa” nos 144 municípios paraenses. As orientações se destacam considerando dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que estimam o surgimento de 15.590 novos casos deste tipo de câncer no Brasil, apenas em 2014.
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Na avaliação de Jaíra Ataíde, o trabalho em conjunto é necessário para a erradicação de doenças, tomando como exemplo a varíola, que dizimou populações no passado. “Só em 1980, foi considerada erradicada do planeta, graças a grande ação da vacinação. Estamos entrando para erradicar a poliomietilite (paralisia infantil). No Brasil, há anos que não temos casos de polio, mas precisa vacinar em grande volume a população”, frisou.
Bancos vão abrir uma hora mais cedo no interior do Pará
Expediente muda a partir de segunda-feira devido ao horário brasileiro de verão
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O Horário Brasileiro de Verão (HBV) começa à meia-noite de amanhã (18) para domingo em dez estados e no Distrito Federal. O Pará não adota o HBV, mas as agências bancárias do interior abrirão uma hora mais cedo, é preciso atenção com horários de concursos públicos e a grade das emissoras de TV também terá alterações. Nas áreas onde vigora o HBV, os relógios permanecerão adiantados em uma hora até 22 de fevereiro, totalizando 126 dias, sete a mais que no ano passado. O Ministério de Minas e Energia informou que a expectativa é economizar R$ 278 milhões. Na última edição, R$ 405 milhões em energia foram economizados, mas neste ano há uma demanda maior, pois choveu menos, segundo o secretário de Energia Elétrica da pasta, Ildo Grüdtner.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que o funcionamento das agências da Região Metropolitana de Belém (RMB) não terá mudanças, continuando entre 10h e 16h. Contudo, os bancos no restante do Estado deverão antecipar o atendimento bancário em uma hora, das 9h às 15h.
Para os inscritos em concursos públicos, é importante checar o edital e conferir se a prova será feita no horário de Brasília. Em certames nacionais, é comum que alguns candidatos deixem passar esse detalhe e fiquem de fora por encontrarem os portões fechados no local de prova.
O Exame de Ordem, promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará (OAB-PA), terá a primeira fase em 16 de novembro, às 13h, mas os paraenses deverão comparecer às 12h. A regra também vale para os estudantes que prestarão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As provas estão marcadas para 8 e 9 de novembro e os portões de acesso abrem às 12h e fecham às 13h, no horário oficial de Brasília. Para os alunos paraenses, a recomendação é que cheguem assim que os portões abrirem, às 11h (horário local).
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De acordo com a superintendência da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) em Belém, os horários de partida e chegada no Aeroporto Internacional Val-de-Cans não serão alteradas. Ao comprar o bilhete aéreo, o cliente identificará que os horários de embarque e desembarque obedecerão os horários locais da cidade de origem e de destino. Caso o passageiro esteja em trânsito entre diferentes zonas horárias, deve se certificar sobre o fuso local e ajustar o próprio relógio para evitar transtornos.
TV LIBERAL
Com o horário eleitoral e o horário de verão, os telespectadores da TV Liberal perceberão algumas alterações na grade de exibição. A supervisora de programação Marizete Caldas explica que até sexta-feira, 24, o jornal Bom Dia Pará começará meia hora mais cedo, às 6h. Também neste período, o Jornal Liberal 1ª Edição vai passar de 12h para 11h, enquanto a 2ª edição do telejornal será exibida às 17h50, em vez de 19h05. “Estamos estudando a necessidade de outras alterações após o término da propaganda política. O Jornal Liberal 2ª Edição, por exemplo, passa para o horário das 18h50 quando acabar o horário eleitoral. Qualquer mudança será amplamente divulgada aos telespectadores”, destacou.
O coordenador de programação Edmilson Mota falou sobre o esquema de transmissão da emissoras de rádio Liberal FM, O Liberal CBN e Lib Music FM. Em todas elas, o horário político será veiculado mais cedo, às 6h e às 11h. “O programa ‘A Voz do Brasil’ e geralmente entra no ar às 19h e vai começar às 18h somente na rádio CBN, por se tratar de uma transmissão de rede com sede em São Paulo. Nas outras duas emissoras, o jornal será gravado e levado aos ouvintes no horário normal”, afirmou.
Desmatamento fora dos planos dos principais candidatos aos governos de Amazonas, Mato Grosso e Pará
Um levantamento feito pelo site Mídia e Desmatamento na Amazônia, a partir da leitura dos programas de governo (ou documentos correlatos) dos principais candidatos aos governos de Amazonas, Mato Grosso e Pará, constatou que apenas Simão Jatene (PSDB), que concorre à reeleição no Pará, aborda explicitamente o plano de combate ao desmatamento vigente em seu estado. Os demais ignoraram esse compromisso assumido pelos estados junto ao governo federal.
Origem dos planos estaduais de controle do desmatamento
O aumento do desmatamento verificado entre 2007 e 2008 levou o governo federal a por em prática uma das estratégias originais do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm): mobilizar estados e municípios em um esforço articulado para conter as causas do desmatamento em seus respectivos territórios.
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Desta forma, entre 2009 e 2011, os governos de estados amazônicos formularam planos estaduais de prevenção e controle do desmatamento alinhados às metas e objetivos do PPCDAm. Para isso, receberem apoio técnico e financeiro de diferentes fontes, como a cooperação internacional. Esses planos estaduais são considerados parte da estratégia nacional para que o Brasil cumpra as metas para 2020 do Plano Nacional de Mudanças Climáticas (PNMC).
Hoje, Amazonas, Mato Grosso e Pará têm planos formulados e em implantação. No entanto, o compromisso não aparece citado nos programas de governo dos dois candidatos ao governo do estado do Amazonas – Eduardo Braga (PMDB) e José Melo (Pros), que disputam o segundo turno -, do governador eleito pelo Mato Grosso, Pedro Taques (PDT), e do candidato da oposição ao governo do Pará, Helder Barbalho (PMDB), que disputa o segundo turno com Jatene, atual governador do estado.
Lacuna cria apreensão
Essa lacuna causa preocupação, especialmente diante do fato de que o desmatamento aumentou 29% em 2013, de 4.571 km2 para 5.891 km2, e, segundo os dados do sistema Deter, há neste ano tendência de um novo aumento – a estimativa oficial de 2014 deverá ser anunciada pelo Ministério do Meio Ambiente antes de dezembro. Se essa tendência for confirmada, será a primeira vez desde 2004, ano de lançamento do PPCDAm, que o desmatamento crescerá por dois anos consecutivos.
Amazonas (583 km2), Mato Grosso (1.139 km2), Pará (2.346 km2) e Rondônia (932 km2) lideram o crescimento do corte ilegal de florestas na região registrado entre agosto de 2012 e julho de 2013, o período adotado para calcular a taxa oficial de desmatamento pelo Prodes de 2013.
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Veja aqui uma síntese das propostas de governo de Eduardo Braga para o Amazonas, com foco nas questões que influenciam o desmatamento no estado. As propostas de José Melo sobre o assunto podem ser lidas aqui.
Leia aqui um resumo das diretrizes do plano de governo de Simão Jatene que dizem respeito ao desmatamento no estado do Pará. Uma síntese das propostas de Helder Barbalho para o mesmo tema pode ser lida aqui.
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Onze judocas terá a missão de defender o Pará no campeonato brasileiro Sênior, uma das mais importantes da modalidade no país, que acontecerá neste final de semana, em Fortaleza (CE).
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O certame será a última oportunidade para que os atletas consigam vaga na terceira e última etapa seletiva marcada para o dia 13 de dezembro, visando as Olimpíadas, que acontecerão em 2016, no Rio de Janeiro (RJ).
Entre os principais candidatos a medalhas estão Milton Rafael, prata no Brasileiro Sub 23, que vai competir na Médio (-90kg), e Luiz Eduardo Pinho, bronze no mesmo campeonato, que lutará na categoria na Meio Médio (-81kg).
‘Nossos judocas estão muito bem preparados para essa competição super difícil. Temos o Luisinho (Luiz Nogueira), que a três anos integra a Seleção Brasileira Sub 21 e o Leandro (Costa), que foi muito bem no Brasileiro Regional’, disse Eduardo Pinho, presidente da Federação Paraense de Judô.
A delegação paraense embarca nesta quinta-feira (16) para a capital cearense, chefiada pela professora Kátia Sombra. O Brasileiro Sênior acontece no sábado e domingo, no Ginásio da UNIFOR, em Fortaleza.
Influência do agronegócio esvazia debate ambiental entre Dilma e Aécio
Crescimento da bancada ruralista no Congresso afasta candidatos, segundo especialistas, de assumirem grandes compromissos sobre o tema. Discussões construtivas se perdem em meio a propostas tímidas.
De mãos atadas pela bancada ruralista em alguns temas, Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) travam poucos debates sobre meio ambiente e evitam firmar grandes compromissos. Ainda que de forma tímida, temas como demarcação de terras indígenas e incentivo à conservação de florestas estão em seus planos de governo, mas têm poucas chances de avançar no Congresso.
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Mesmo com a declaração de apoio de Marina Silva (PSB), que fez exigências para que Aécio absorvesse parte de suas bandeiras ambientalistas, o tema segue relativamente afastado da campanha, assim como outros tópicos considerados de importância menor para o dia a dia do eleitorado brasileiro.
Segundo o cientista político Pedro Fassoni Arruda, da PUC-SP, as propostas de Aécio e Dilma são tímidas exatamente para não afetar o agronegócio, que também tem importante peso no financiamento da campanha dos dois candidatos.
“Qualquer tentativa de contrariar os interesses do agronegócio acaba causando descontentamento em alguns setores do Congresso”, diz Arruda. “Como o presidente precisa construir uma base de sustentação parlamentar, confrontar os interesses do agronegócio significa justamente confrontar interesses políticos encastelados no Congresso.”
Nos últimos quatro anos, muitas vezes a presidente Dilma teve que conciliar sua agenda de meio ambiente com a do agronegócio, como na aprovação do Código Florestal. Para analistas, mesmo com os vetos da presidente, o código atendeu a interesses dos grandes latifundiários.
Maior resistência legislativa
Seja com Aécio ou Dilma na presidência, os projetos de cunho ambientalista devem ter mais dificuldade para serem aprovados a partir de 2015. De acordo com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), seu núcleo duro, formado hoje por cerca de 60 deputados federais, deve passar para mais de 70 – o que se equipará com o tamanho da bancada do PT na Câmara.
Hoje, estima-se que o grupo tenha uma base de apoio de 191 deputados e 14 senadores. Segundo um levantamento preliminar da assessoria técnica da FPA, o número subirá para 270 integrantes, um crescimento em torno de 30%, a partir da próxima legislatura.
Para a próxima legislatura, a bancada tem ao menos dois objetivos principais: transferir ao Legislativo a decisão sobre a demarcação de terras indígenas e definir de “uma melhor forma” os conceitos do que é trabalho escravo.
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Para Márcio Astrini, coordenador da campanha “Amazônia”, do Greenpeace, mesmo com a composição do Congresso, muitas pautas que dependem do Poder Executivo têm espaço para avançar, como a conclusão do Cadastramento Ambiental Rural. Já temas como energias renováveis e mobilidade urbana são não se chocam diretamente com os interesses da bancada ruralista no Congresso.
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“A composição e a negociação com as bancadas do Congresso é muito importante”, afirma Astrini. “Mas a decisão e a linha adotada pelo Poder Executivo é oque prevalece quando o presidente age com determinação.”
Apoio de Marina
A ex-senadora Marina, com um histórico de luta ambiental, foi a candidata que mais levantou o tema no primeiro turno. Com a terceira colocação, a ambientalista trocou seu apoio no segundo turno pela inclusão de propostas no programa de Aécio.
O tucano concordou com a maioria, como a manutenção da prerrogativa do Executivo de demarcar terras indígenas, além de reiterar seu compromisso de programa com a questão ambiental, que é um dos temas-chave para Marina. Outro tema sugerido por ela foi a retomada da reforma agrária no país.
Mas, para especialistas, os programas de Aécio e Dilma são vagos. A petista cita que é importante reforçar a cooperação entre os governos federal, estaduais e municipais para criar um projeto nacional de desenvolvimento sustentável e inclusivo. Ela pretende estimular políticas que motivem o uso de energia limpa, reciclagem e veículos que emitem menos gases do efeito estufa.
Por sua vez, Aécio quer implementar uma política de sustentabilidade que afete todas as áreas do governo. O tucano quer anda criar mecanismos financeiros para os que atuam na preservação do meio ambiente, além de trabalhar para a aprovação imediata do marco regulatório da mineração, o que preocupa os ambientalistas.
Cláudio Szlafsztein, do Núcleo de Meio Ambiente da Universidade Federal do Pará (UFPA), diz que, enquanto o programa do PSDB é mais propositivo, o do PT é o que dá menos atenção à temática do meio ambiente. Mesmo assim, segundo ele, os dois candidatos não se aprofundam na questão.
“Lamentavelmente, todos os programas de governo detalham mais os diagnósticos dos problemas existentes do que as propostas em si”, afirma Szlafsztein. “Eles não apresentam as formas, recursos financeiros disponíveis e nem metas a serem alcançadas.”
Para Arruda, as propostas são vagas não só no tema meio ambiente, mas em muitos outros. Ele diz que isso é uma característica do processo eleitoral contemporâneo e ocorre não só no Brasil, mas em países como Estados Unidos e França.
“Eles utilizam cada vez mais modernas técnicas da publicidade comercial – como jingles e slogans – nas campanhas eleitorais e, assim, evitam debates que suscitam o pensamento crítico dos eleitores”, resume o especialista.
Alerta – Confirmado caso de Febre Chikungunya em Santarém
Diretor da Divisa confirma que exame de paciente deu positivo
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Um novo vírus transmitido pelo Aedes Aegypti e identificado pelos cientistas como Febre Chikungunya teve o primeiro caso confirmado em Santarém, Oeste do Pará, pela Divisão de Vigilância Sanitária (Divisa). O vetor da dengue é protagonista de nova preocupação epidemiológica de autoridades de saúde pública do Estado do Pará.
Além do caso confirmado, outros três pacientes continuam em observação em um hospital público de Santarém, suspeitos de contraírem o vírus.
De acordo com o coordenador da Divisa, João Alberto Coelho, tanto o paciente que teve a confirmação de ser portador do vírus quanto as três pessoas que estão sendo acompanhadas pelos médicos, suspeitas de terem contraído a doença, vieram de outros municípios da Região Norte.
Ele explica que o paciente, cujo exame deu positivo, foi contaminado pela doença na Região Metropolitana de Belém (RMB), antes de chegar a Santarém. Já os outros três são procedentes da cidade de Macapá (AP) e da Guiana Francesa.
“A doença é transmitida tanto pelo mosquito da dengue Aedes Aegypti quanto pelo Aedes Albopictus. O paciente contaminado recebeu atendimento na rede pública e não teve complicações”, garante João Alberto.
Com o intuito de prevenir a doença, agentes de endemias, técnicos em enfermagem e enfermeiros de municípios localizados na região Oeste do Pará, iniciaram no dia 13 deste mês em Santarém, uma capacitação promovida pela 9ª CRS-Sespa, para desenvolver ações articuladas de combate a Febre Chikungunya.
“Nessa capacitação estão sendo enfatizados aos profissionais de saúde alguns sintomas mais característicos que devem ser observados para o diagnóstico precoce do paciente e encaminhamento do paciente para as unidades de saúde. Informamos à população que a transmissão é através de um vetor e não é transmitido de pessoas para pessoa como ocorre com a dengue”, esclareceu o coordenador regional de endemias da Sespa, Zenildo Oliveira.
Segundo ele, a melhor forma de prevenir o surgimento da nova febre é fazendo o controle do mosquito transmissor da doença. “É fundamental o trabalho dos agentes de endemias, aliado a participação da comunidade, para a eliminação dos focos do Aedes Aegypti”, aponta.
DISSEMINAÇÃO: Originário da Tanzânia e amplamente disseminado entre países africanos e asiáticos, o vírus chikungunya fez as primeiras vítimas em solo caribenho em dezembro de 2013, e acendeu o sinal de alerta ao longo de toda a América do Sul. Muito parecida com a dengue – inclusive o vetor de transmissão, o mosquito Aedes Aegypti, é o mesmo –, a doença também acarreta febre, dor de cabeça e fadiga. A grande diferença está nas dores articulares, que podem acompanhar o paciente por meses. Nos casos mais agudos, essas dores se assemelham à artrite reumatoide e em situações extremas podem levar a deformidades. Essa foi a primeira vez que o vírus foi transmitido no hemisfério ocidental de forma autóctone, ou seja, já contaminou os mosquitos locais.
De acordo com o Ministério da Saúde, os casos registrados anteriormente foram todos importados por meio de turistas picados em países onde a doença é endêmica. Inclusive, no Brasil foram identificadas, em 2010, três situações como essa. Na época, os viajantes já chegaram infectados vindos da Indonésia e da Índia. Até então não havia nenhuma identificação de contágio dentro do continente americano. Diante da proximidade e das condições favoráveis, especialistas já cogitam a possibilidade de propagação para a América Central e do Sul.
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Denúncia – Madeira sai de Santarém ilegalmente para Europa
Clareiras se abrem em várias partes da floresta amazônica, fruto do desmatamento
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Uma grave denuncia de extração e exportação ilegal de madeira da região Oeste do Pará e de outras áreas do Estado veio à tona nesta semana, por ambientalistas da ONG Greenpeace. Centenas de árvores da Amazônia brasileira estão sendo cortadas clandestinamente e transportadas em caminhões para serrarias que, em seguida, tratam e exportam a madeira como se fosse produto legal para França, Bélgica, Suécia e Holanda, segundo o Greenpeace.
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Estes quatro países europeus tiveram, entre janeiro e agosto deste ano, uma relação comercial direta com três destas serrarias, de acordo com investigação do Greenpeace em Santarém.
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As serrarias identificadas pela ONG foram Rainbow Trading Importação e Exportação Ltda., Comercial de Madeiras Odani Ltda., e Sabugy Madeira Ltda. Doze pontos na região de Santarém são suspeitos de atividade madeireira ilegal. O Greenpeace pediu apuração imediata para averiguar descumprimento de leis ambientais.
“A Rainbow Trading exporta para a França e a Odani é subcontratada da Rainbow”, explicou a porta-voz do Greenpeace, Marina Lacorte.
Santarém concentra o principal pólo da indústria madeireira do Pará, estado que produz e exporta mais madeira da Amazônia, informou o Greenpeace em comunicado enviado à AFP.
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Em sobrevôo na região, feito nesta semana em avião do Greenpeace, foi possível ver “várias clareiras e rotas abertas na selva”, constatou um repórter da AFP/TV.
“São pequenas áreas que demoram a aparecer e as imagens de satélite não as detectam”, informou Lacorte.
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O Greenpeace conseguiu estabelecer “os laços de uma rede de exploração suja que destrói as áreas distantes da selva e que está ligada à violência contra comunidades locais”, disse.
A investigação do Greenpeace – que escondeu aparelhos de GPS debaixo dos caminhões que transportam madeira para vigiar seu trajeto – revelou, ainda, “que os documentos oficiais não são nem sequer capazes de garantir a origem legal da madeira”.
Em 2006, o ministério do Meio Ambiente transferiu a responsabilidade da exploração florestal aos estados, que fecham os olhos e chegam até mesmo a incentivar a atividade, avaliou Lacorte.
Segundo dados do Instituto Imazon, entre agosto de 2011 e julho de 2012, 78% das regiões de atividade florestal no Pará não tinham autorização para cortar madeira.
A madeira de ipê, muito cobiçada na Europa sobretudo para construir deques de piscinas, pode chegar a custar US$ 3.200 o metro quadrado.
O Greenpeace pediu ao governo brasileiro que revise todas as autorizações entregues desde 2006 às madeireiras e para retomar o controle da atividade.
“Ao manter suas portas abertas à madeira ilegal, o mercado se torna cúmplice da destruição na Amazônia”, avaliou a ONG.
O Greenpeace lançou em maio a campanha “A crise silenciosa da Amazônia” e denunciou que de 20% a 40% da madeira exportada para a Europa têm origem ilegal.
DENUNCIA: Em junho último, o Greenpeace protocolou uma denúncia junto ao Ministério Público Federal do Pará (MPF-PA), Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Pará (Sema) e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para apuração imediata da situação de 12 pontos na região de Santarém, no Oeste do Pará, identificados como sendo de possível atividade madeireira ilegal ou descumprimento flagrante da lei ambiental.
O Greenpeace mostrou que fraudes em planos de manejo permitem que a madeira extraída sem autorização seja vendida nos mercados nacional e internacional como se tivesse origem legal. A investigação revelou que o descontrole no setor é tão grande que nem o documento oficial é capaz de garantir a origem legal da madeira, que destrói a floresta e está ligada à violência no campo.
Enquanto o governo brasileiro pouco faz sobre o assunto, os pólos madeireiros na Amazônia prosperam cada vez mais e a falta de fiscalização permite que a madeira seja retirada facilmente de áreas sem autorização. O trânsito de caminhões carregados de toras trazidas de áreas sem manejo florestal até as serrarias que processam a madeira é completamente livre. São centenas deles circulando ao longo das principais vias de acesso na região.
Fonte: RG 15/O Impacto e Greenpeace
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Rilmar Firmino: “Estado investiu mais de R$ 500 milhões na segurança da região”
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Delegado Geral, Dr. Rilmar Firmino
O Delegado Geral da Polícia Civil do Estado do Pará, Dr. Rilmar Firmino, durante sua estada em Santarém na segunda-feira (13), esteve fazendo uma visita à redação do Jornal O Impacto, ocasião em que nos concedeu entrevista exclusiva, onde fala dos investimentos do governo do Estado à segurança pública no Pará, em especial para Santarém e região. Veja a entrevista na íntegra:
JORNAL O IMPACTO: Qual o investimento que o governador Jatene realizou no Oeste do Pará?
Dr. RILMAR FIRMINO: Mais de R$ 500 milhões já foram investidos pelo Governo do Estado na área de Segurança Pública, em obras (reformas e construções) e aquisição de veículos e equipamentos, com o objetivo de garantir a melhoria dos serviços prestados à população paraense. Trinta Unidades Integradas Pro Paz (UIPPs) já foram entregues e outras 45 estão em processo de licitação e em fase de construção, entre elas as unidades dos municípios de Altamira (Castelo dos Sonhos), Almeirim, Curuá, Faro, Alenquer, Terra Santa, Óbidos, Oriximiná, Juruti e Santarém (Bairro do Santarenzinho). Quarenta e cinco delegacias de Polícia Civil já foram reformadas e transformadas em unidades integradas, outras cinco estão passando pelo mesmo processo. A Polícia Militar construiu dez novos e modernos quartéis no interior do Estado. Além destes, dois outros quartéis estão em fase final de construção e sete quartéis serão reformados, sendo que, destes, dois já estão em andamento.
O governo coloca em prática um amplo campo de ações, que vão desde a construção de dezenas de novas unidades integradas até a revitalização de diversos espaços de atendimento ao público. O planejamento voltado para a infraestrutura da área de Segurança Pública foi elaborado em conjunto com o planejamento da reposição do efetivo policial da área. Foram realizados concursos públicos para o a formação de novos policiais civis e militares. Hoje, o Pará já conta com mais 1.884 policiais militares e 390 Policias Civis, reforçando a segurança pública nos 144 municípios do Estado. Outro fato histórico e inédito foi a expansão da Polícia Civil para todos os Municípios do Estado. Na região Oeste todos os municípios tem Delegado de Polícia Civil de Carreira, inclusive Curuá que era o único município da Região que não tinha Polícia Judiciária, hoje já conta com uma Delegacia funcionando em caráter provisório até que seja concluída a nova Unidade Integrada que está em fase de acabamento.
Além das novas Unidades construídas e em construção “O governo entregou embarcações para patrulhar os rios do Baixo Amazonas, instalou uma base do Grupamento Aéreo em Santarém, renovou a frota de viaturas das forças de segurança. Enfim, são diversas obras e investimentos realizados. Construiu, também, o Centro de Triagem Masculino com capacidade para 300 vagas, e o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves que hoje já dispõe de ampla e modernas instalações. Ainda em fase de construção temos o Centro de Triagem Feminino que vai possibilitar a capacidade de ampliação do Sistema Penitenciário do Oeste do Estado. E, o mais importante, é que a entrega destes equipamentos culminou com a formação, nomeação e posse dos novos policiais. Foram 47 policiais civis, que reforçaram o efetivo, diminuindo assim as demandas, aumentando a capacidade de investigação da Polícia Judiciária e, principalmente, melhorando o atendimento ao público”, frisou Rilmar Firmino.
Vários investimentos foram feitos nos mais diversos setores da segurança
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JORNAL O IMPACTO: Quais os investimentos que o governador Jatene realizou na capacitação dos policiais Civil e Militar?
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RILMAR FIRMINO: O Governo do Estado do Pará tem investido na melhoria e ampliação da capacitação profissional dos agentes da área de Segurança Pública do Estado, por intermédio do Instituto de Ensino de Segurança do Pará (IESP), que tem disponibilizado cursos de capacitação, técnico, bacharelado e especialização. Em 2013, o Iesp capacitou cerca 1.002 profissionais da área de segurança pública em cursos presenciais (cursos de formação, mestrado, de aperfeiçoamentos e de capacitação). Além destes, vários outros cursos que fazem parte da agenda mínima do Governo do Estado estão em andamento, com a participação de 2.445 profissionais, entre eles policiais civis e militares, bombeiros militares e delegados da Polícia Civil. Em 2013 também teve início a segunda turma do curso de Mestrado em Segurança Pública e Mediação de Conflitos. Este curso faz parte do projeto que tornará o Iespa primeira faculdade especifica desta área do Brasil. O Iesp também realizou os seguintes cursos: Curso Superior de Polícia e Bombeiro Militar (CSP), Curso de Formação de Oficiais da PM (CFO), Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais (CAO), Curso Nacional de Promotores de Polícia Comunitária do Programa “Brasil mais Seguro” em diversos municípios do Estado, Curso Nacional de Multiplicadores de Polícia Comunitária, do Programa “Crack – É Possível Vencer”, da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Curso Integrado de Habilitação de Oficiais (CHO), Curso de Formação de Soldados PM (FSD), Curso de Adaptação de Oficiais da PM e os Cursos de Capacitação de Servidores.
JORNAL O IMPACTO: Qual o motivo do crescimento da criminalidade no Estado Pará?
RILMAR FIRMINO: Ao contrário do que se propala, os índices de Criminalidade no Estado têm diminuído. Os números da criminalidade no Estado do Pará não deixam dúvidas do crescimento vertiginoso dos índices criminais entre 2007 e 2010 e a redução desses índices a partir de 2011. Em 2007, foram registrados no Estado 1.530 homicídios dolosos. Em 2010, esses homicídios alcançaram um patamar jamais visto no Pará, com o expressivo número de 3.409, que ainda repercutem em pesquisas sobre violência em âmbito nacional e até mesmo internacional, apesar de já decorridos 3 anos e da significativa redução em 2011, quando foram registrados 2.914 homicídios dolosos, com uma redução de 495 homicídios, ou melhor 495 vidas preservadas, o que percentualmente representou a queda de 14,52%. Em 2007, o Índice de Criminalidade (IC) do Estado (número de homicídios por cada 100 mil habitantes) era de 21,65. Ao final de 2010, o IC do Estado passou para 45,09. Esse índice de 2010 representou o aumento de 108,26% no IC em relação a 2007 e colocou o Pará como um dos Estados mais violentos do País, sendo rotineiramente destacado em pesquisas de violência, sempre com esse índice de 2010.
Com a significativa redução ocorrida em 2011, de 3.409 homicídios para 2.914, o Índice de Criminalidade do Pará caiu para 37,90, representando a redução no IC de 15,94%, o que melhorou a posição do Pará no ranking de violência, conforme demostrado pelos números do Mapa da Violência 2013. É importante destacar que, em 2006, foram registrados 668 homicídios dolosos na Região Metropolitana de Belém (RMB), sendo 203 em Ananindeua, 407 em Belém, 04 em Benevides, 52 em Marituba e 02 em Santa Bárbara. Ao final de 2006, o Índice de Criminalidade (IC), ou seja, o número de homicídios por cada 100 mil habitantes era de 34,46 em toda a RMB; 46,27 em Ananindeua; 30,23 em Belém; 8,75 em Benevides; 55,80 em Marituba e 13,74 em Santa Bárbara. A partir de 2007, os números de homicídios dolosos na RMB só fizeram subir a cada ano, em todos os seus municípios. Esse crescimento constante culminou, ao final de 2010, com expressivos números de homicídios, que deram à RMB, mais especificamente aos municípios de Belém, Ananindeua e Marituba, posições de destaque, de natureza negativa, em pesquisas de violência em nível nacional e até mesmo internacional. Os números de homicídios dolosos registrados em 2010 na RMB, no total de 1.490 e com o IC chegando a 73,01, demonstram a situação de descontrole a que havia chegado a segurança pública no Estado do Pará. O IC de Belém em 2010 chegou a 60,70. O de Ananindeua a 100,27, o de Marituba a 122,86, o de Benevides a 61,94 e o de Santa Bárbara a 40,81. De 2006 a 2010, o IC da RMB subiu 111,86%. O de Belém 100,79%; o de Ananindeua, 116,70%; o de Marituba, 120,17%; o de Benevides, 607,42%; e o de Santa Bárbara, 197,01%. Os números, por si só, deixam nítido o quadro de descalabro.
Diante desse cenário de guerra, uma mudança radical seria necessária para reverter urgentemente os rumos da segurança pública no Estado do Pará. Nesse sentido, a partir de ações que combinaram medidas preventivas e repressivas, com ênfase à integração dos órgãos do Sistema de Segurança, além da modernização e reaparelhamento dos órgãos do Sistema, foram alcançados resultados expressivos de redução da violência no Pará. Já em 2011, houve uma significativa redução dos números de homicídios, quando foram registrados na RMB 1.033 homicídios dolosos (contra 1.490 em 2010). Portanto, 457 homicídios a menos na RMB, chegando o IC a 50,11 (caiu de 73,01 para 50,11), o que representou a redução de -31,36% no Índice de Criminalidade. Em outras palavras, a redução do IC significou -22 homicídios por cada 100 mil habitantes na RMB. Em Belém, na variação 2010/2011, os homicídios caíram de 845 para 568, com a redução de 277 homicídios em termos absolutos. Em termos de IC, a redução foi de -32,42% (caiu de 60,70 para 40,51). Isso quer dizer que houve a redução de 20 homicídios por cada 100 mil habitantes. Em Ananindeua a redução do IC foi de -32,61% (caiu de 100,27 para 67,57); em Marituba foi de -19,95% (caiu de 122,86 para 98,34); em Benevides foi de -14,53% (caiu de 61,94 para 52,94); e em Santa Bárbara foi de -30,31 (caiu de 40,81 para 28,44).
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Ao final de 2013, em todo o Estado do Pará, com base nos números de registros consolidados em 2010 e 2013, o homicídio doloso ainda apresentou redução de 11% no IC. Em 2010, foram registrados 3.409 homicídios dolosos, sendo o IC de 45,09, enquanto que, em 2013, foram registrados 3.187, com o IC de 39,99. Isso significa que o Estado conseguiu ainda manter cinco homicídios a menos, por cada 100 mil habitantes, em relação a 2010. Na Região Metropolitana de Belém (RMB), com base nos números de registros consolidados em 2010 e 2013, o homicídio doloso ainda apresentou redução de 26,08% no IC. Em 2010, foram registrados 1.490 homicídios dolosos, sendo o IC de 73,01, enquanto que, em 2013, foram registrados 1.140, com o IC de 53,97. Isso significa que a RMB conseguiu ainda manter 19 homicídios a menos, por cada 100 mil habitantes, em relação a 2010.
Em Belém, depois de atingir o IC de 60,70 em 2010, as taxas por 100 mil habitantes caíram para 48,81 em 2013, ou seja, menos 19,58% em relação a 2010. Em Ananindeua, a redução foi expressiva: depois de um altíssimo IC de 100,27, em 2010, o município reduziu as taxas para 60,52, no final de 2013. Isso representou a redução de 39,64% no IC, ou seja, praticamente 40 homicídios a menos em relação a 2010. Nos últimos seis meses de 2014, em todo o Estado do Pará, foram registrados 1.595 homicídios dolosos. Esses números corresponderam ao IC de 19,75, que representou a redução de 10,79% nas taxas por 100 mil habitantes em relação ao mesmo período de 2010. Nos primeiros seis meses de 2010, o IC foi de 22,14. Em 2014, o IC ficou em 19,75. Portanto, para cada 100 mil habitantes do Estado, ocorreu a redução de 2 homicídios dolosos. Na RMB, a redução nos primeiros seis meses da variação 2010/2014 ficou em 27,12%. Em 2010, o IC era de 37,09 e em 2014 ficou em 27,3. Isso quer dizer que, na RMB, por cada 100 mil habitantes, houve a redução de 10 homicídios dolosos.
MAPA DA VIOLÊNCIA – JÚLIO JACOBO WAISELFISZ
O Mapa da Violência é elaborado anualmente e tem como coordenador o pesquisador Júlio Jacobo Waiselfisz. Já foi produzido pelo Instituto Sagaris, pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino Americanos (Cebela) e o último foi elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO).
O Centro Brasileiro de Estudos Latino Americanos (Cebela), em julho de 2013, divulgou o Mapa da Violência 2013 – Homicídios e Juventude no Brasil, de autoria do pesquisador Júlio JacoboWaiselfisz, que apresentava o Estado do Pará, na variação 2010/2011, com uma redução de 15,78% nos casos de homicídios da população total (saiu de 3º colocado em 2010 para 4º em 2011) e de 10,68% nos homicídios da população jovem (saiu do 4º lugar em 2010 para 7º em 2011). O estudo também mostrou a redução em Belém de 25,50% nos registros de homicídios da população total e de 27,41% nos homicídios da população jovem.
Portanto, Estado do Pará, depois de 10 anos de crescimento constante nas taxas de homicídios (partindo da taxa de 15,1 homicídios por cada 100 mil habitantes, em 2001, e chegando até 47,5, em 2010), conseguiu reduzir pela primeira vez os índices, em 2011, quando as taxas ficaram em 40,0 homicídios por cada 100 mil habitantes, o que representou uma redução de 15,78% na variação 2010/2011. As maiores taxas foram registradas de 2007 a 2010, conforme quadro abaixo.
JORNAL O IMPACTO: As polícias Civil e Militar estão preparadas para enfrentar os bandidos?
RILMAR FIRMINO: Sem sombra de dúvidas estamos preparados para combater a violência e a criminalidade. Nossa avaliação é positiva, os resultados são favoráveis, afirma que o sucesso do Sistema de Segurança Pública do Estado do Pará é graças ao planejamento realizado pela instituição e, sobretudo, pelo empenho e dedicação dos Servidores do Sistema, que têm sido valorizados pelo Governo.