Dilma se reúne com Alckmin para discutir crise na água

this study tracks the diffusion of generic fluoxetine after its release in august 2001 within the largest the major loser was eli lilly, the manufacturer of prozac . fucidin online Presidente terá reunião com governador antes de embarcar para o G20.

Antes de embarcar para a Austrália, onde participará nos dias 15 e 16 da Cúpula do G20, a presidente Dilma Rousseff se reunirá nesta segunda-feira (10) em Brasília com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para discutir a crise no abastecimento de água que afeta o estado mais populoso do país.

O Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento na Grande São Paulo e que passava por sua melhor sequência de chuvas desde o mês de abril, não registrou precipitações na última quinta (6) e voltou a ter queda no nível dos reservatórios na sexta. O índice ficou registrado em 11,6%, segundo medição da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Conforme a agenda oficial da presidente divulgada pelo Palácio do Planalto, Dilma se reunirá com Alckmin às 15h e há expectativa que após o encontro o governador de São Paulo dê declaração à imprensa sobre o que foi discutido e decidido com o governo federal.

Em 22 de outubro, o plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu abrir auditoria para apurar a responsabilidade da Agência Nacional de Águas (ANA) e do Ministério do Meio Ambiente pela crise no abastecimento de água nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Período eleitoral

Durante o período eleitoral, a então candidata à reeleição pelo PT frisou em propagandas ter oferecido ajuda ao estado no enfrentamento da seca, mas Alckmin, segundo ela, “não demonstrou interesse”.

Em ato político em Petrolina (PE), Dilma afirmou que o estado não se preparou para a crise. Ainda no evento, a petista disse que o Nordeste se preparou para a estiagem e não precisará “ficar catando pingo de água por aí.”

Um dia antes, porém, o candidato derrotado do PSDB ao Planalto, Aécio Neves, chegou a dizer que via “falta de parceria” entre a União e o governo estadual para resolver a crise no abastecimento.

Dias depois, mas sem citar nomes, Geraldo Alckmin divulgou vídeo nas redes sociais no qual afirmou lamentar que pessoas tirassem “proveito político” do assunto.

Na semana passada, Dilma recebeu no Planalto o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, para tratar da transposição do rio Paraíba do Sul para abastecer o Sistema Cantareira. Após o encontro, Pezão afirmou que acatará caso o governo decida pela transposição.

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G20

A presidente embarcará ainda nesta noite para a Austrália, onde participará no próximo fim de semana das reuniões da Cúpula do G20, grupo que reúne as 20 principais economias do mundo. A delegação brasileira deverá ser composta por Dilma e pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo.

Conforme afirmou a jornalistas o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazeda, Carlos Cozendey, a reunião terá como tema principal a retomada do crescimento da economia mundial. A expectativa é de que o Brasil defenda em discursos a necessidade da retomada do crescimento global, por meio de medidas de médio e longo prazos.

Fonte: ORMNews.

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Custo da violência no Brasil já chega a 5,4% do PIB

Dados do Anuário de Segurança Pública mostram que gastos com as consequências da criminalidade chegaram a R$ 258 bilhões

No final de 2011, Wagner Dornelles Pereira, então com 29 anos, recebeu uma proposta para mudar de emprego. Mesmo ainda cursando a faculdade de Administração de Empresas, teria a oportunidade de trabalhar em uma função de destaque na área de logística de uma rede de locadora de veículos. Antes de começar no novo emprego, em Porto Alegre, resolveu descansar uns dias na Guarda do Embaú, no litoral catarinense. Na noite de 29 de dezembro daquele ano, porém, ao deixar um bar do balneário, foi surpreendido por um tiroteio. Uma bala perdida o atingiu na cabeça. O rapaz sobreviveu, mas perdeu os movimentos do corpo e a fala.

A tragédia levou o pai de Wagner a parar de trabalhar para cuidar do filho, e hoje a família se mantém com a ajuda de rifas e doações. O caso ilustra como a epidemia de violência no país produz também impactos financeiros. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que será lançado na próxima terça-feira, mostrará que o problema custa para o Brasil o equivalente a 5,4% do Produto Interno Produto (PIB). No ano de 2013, o montante atingiu R$ 258 bilhões. A maior parte deste valor, R$ 114 bilhões, é resultado justamente da perda de capital humano.

‘As pessoas vítimas da violência, em geral, morrem de forma prematura, e deixam de produzir e de consumir. É claro que a vida não tem preço, mas, do ponto de vista econômico, há uma perda. É uma tragédia humana e econômica’, afirma o economista Daniel Cerqueira, diretor do Instituto de Pesquisas Econômicas (Ipea) e responsável pelo cálculo.

É a primeira vez que o anuário elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública inclui dados sobre os custos da violência. A comparação com outros países é complicada, segundo Cerqueira, porque há diferença no método de cálculo.

‘Mas o Brasil é certamente um dos países em que a violência tem um dos maiores custos, porque é um dos mais violentos do mundo, principalmente se for levado em consideração o número de homicídios’, diz o economista.

Para o sociólogo Renato Sérgio de Lima, vice-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o custo da violência é um entrave para o desenvolvimento do país e acaba tirando dinheiro de outras áreas.

‘Desta forma, o Brasil dificilmente vai atingir níveis civilizados de desenvolvimento. O custo da violência no Brasil seria pesado para qualquer país, e tira dinheiro que deveria ser investido em áreas mais centrais, como saúde e educação’.

Prejuízo para as famílias

Lima ressalta que os parentes das vítimas, além da lidar com a perda, são gravemente prejudicados financeiramente.

‘A famílias acabam sendo punidas porque sofrem com a queda das condições de vida’, afirma o sociólogo.

No caso de Wagner Dornelles, as dificuldades persistem três anos depois da tragédia. Impedido de trabalhar, o rapaz recebe um seguro de R$ 1.800, segundo sua mãe, Fátima. Quando foi atingido pela bala perdida, ele tinha um salário de cerca de R$ 4 mil, em valores da época. O pai deixou a microempresa de cortinas que possuía porque a mãe não consegue movimentar o filho dentro de casa.

‘Ele é um rapaz grande e forte. Somos uma família destruída, e o pior é que os responsáveis por este crime estão soltos’, desabafa a mãe.

Além dos R$ 114 bilhões gerados pela perda de capital humano, entram na conta dos custos da violência R$ 39 milhões de gastos com contratação de serviços de segurança privada, R$ 36 bilhões com seguros contra roubos e furtos e R$ 3 bilhões com o sistema público de saúde. A soma destas despesas, que chegou a R$ 192 bilhões em 2013, ou 3,97% do PIB, é classificada no estudo como “custo social da violência”. O valor pode ser ainda maior, porque os gastos com pessoas que ficam inválidas em razão da violência, por exemplo, não entraram no cálculo.

‘Quem mora numa cidade onde há muitos roubos de carros tem o custo econômico de pagar um seguro’, observa Daniel Cerqueira. ‘Este tipo de gasto faz parte do impacto provocado pela violência e pela criminalidade’.

Investimento mal administrado

Completam os custos da violência no país os R$ 4,9 bilhões para manter as prisões e unidades de cumprimento de medidas socioeducativas e os investimentos governamentais de R$ 61,1 bilhões em segurança pública. Na avaliação dos responsáveis pela elaboração do anuário, o último número é uma prova de que o problema da área não é falta de recursos, e sim seu mau uso.

Em 2013, o investimento público em segurança cresceu 8,65% (patamar superior ao aumento da inflação e ao crescimento da economia) em relação ao ano anterior. O gasto dos governos federal, estaduais e municipais com o setor no ano passado representou 1,26% do PIB. Os Estados Unidos gastam 1% e a União Europeia, 1,3%. Mas, enquanto o Brasil teve 24,8 homicídios por grupo de 100 mil habitantes no ano passado, os Estados Unidos registram uma taxa de 4,7 e a União Europeia, de 1,1. O Chile, país da América Latina como o Brasil, destina um valor equivalente a 0,8% de seu PIB para a segurança pública e registra apenas 1,1 assassinato por grupo de 100 mil habitantes.

‘O gasto público do nosso país é muito parecido com o dos países desenvolvidos. Isso mostra que o montante reservado pelos governos para segurança pública não é suficiente para dar conta de nossa mazela, mas está longe de ser pouco dinheiro. O problema está na forma ineficiente como o dinheiro é gasto’, analisa Renato Sérgio de Lima.

Na visão do especialista, o caminho correto para obter resultados com a redução dos índices de criminalidade seria os estados investirem em ações coordenadas com órgãos como o Ministério Público e entre as próprias polícias Civil e Militar.

‘A gente teria ganhos mais expressivos. São estas ações que acabam provocando mais impacto’, afirma.

Já o economista Daniel Cerqueira acredita que o problema do investimento público em segurança pública no Brasil é a descontinuidade dos projetos.

‘Isso ocorre por razões políticas. O novo governo, por achar que o anterior tem uma marca forte na área, descontinua programas, sem avaliar se estão dando certo ou não’.

Para o diretor do Ipea, diante do custo social da violência, de R$ 192 bilhões, seria aceitável um investimento público que chegasse a R$ 150 bilhões:

‘Se isso resolvesse o problema, geraria bem-estar. Mas gastar mais não garante em nada que se vá resolvê-lo. Nosso sistema de segurança pública de modo geral está falido. Acredito que é preciso gastar mais, mas não de qualquer forma. Não fazendo mais do mesmo’.

Entre os estados, São Paulo foi o que mais investiu em segurança pública em 2013: R$ 9,27 bilhões. O valor é, inclusive, 12,11% superior aos gastos do governo federal com a área naquele ano, que foram de R$ 8,27 bilhões. Tanto o governo paulista como a União elevaram o investimento em relação ao ano anterior.

Acre gasta mais por habitante

Mas, se for considerada a população, o estado que mais investiu no setor foi o Acre, com R$ 486 por habitante. São Paulo gastou apenas R$ 212 per capita. Rondônia foi o segundo em despesa per capita, com R$ 476; e o Rio, o terceiro, com R$ 429. O Rio também foi um dos estados que mais aumentaram o gasto na área: 24,75%. O montante total investido passou de R$ 5,64 bilhões para R$ 7,03 bilhões, consolidando o estado em segundo no ranking dos que mais destinaram dinheiro para a segurança pública em valores absolutos.

O Amapá e Roraima aceleraram os investimentos ainda mais do que o Rio, porém ainda estão em um patamar inferior de gasto. Com crescimento de 35,01%, o Amapá atingiu R$ 52,2 milhões, mas o valor per capita é de R$ 70, o segundo pior do país. E Roraima teve um aumento de 25,27% no investimento, colocando R$ 183,1 milhões na área e atingindo R$ 373 por habitante.

Na contramão, seis estados colocaram menos dinheiro no setor em 2013, em comparação com o ano anterior. São eles Ceará, Bahia, Sergipe, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Piauí – o que mais retirou recursos da segurança pública, com uma redução de 61,72%. O estado do Nordeste destinou R$ 94,5 milhões para a área no ano passado, tornando-se a menor unidade da federação em investimento per capita: apenas R$ 29,67.

Apesar de a segurança pública ser uma atribuição dos estados, de acordo com a Constituição, o anuário mostra que os municípios brasileiros investiram R$ 3,59 bilhões na área, valor inferior apenas a São Paulo, Rio e Minas. O gasto é 3,28% maior do que o do ano anterior.

Fonte: ORMNews.

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Caso raro: gêmeos nascem em dias diferentes em São Paulo

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Dois bebês gêmeos nasceram em dias e horários diferentes no Hospital Santo Amaro, em Guarujá, no litoral de São Paulo. Os pais, que tem uma diferença de idade de 45 anos, estranharam a chegada de Kaique antes de Kevyn, que nasceu quatro dias depois do irmão. Os dois estavam em placentas diferentes e cada uma estourou em um dia. Os bebês nasceram de seis meses e meio e permanecem internados na UTI, já que são muito prematuros. De acordo com especialistas ouvidos pelo G1, esse tipo de nascimento é considerado bastante raro.

A jovem Carolina Aparecida Menezes, de 26 anos, não esperava ficar grávida após dois anos tratando um mioma (tumor benigno no útero). A notícia da gravidez chegou de surpresa. “Eu parei de tomar o remédio e engravidei. Foi muita felicidade. Tenho gêmeos na minha família e meu marido também. Quando eu descobri a gravidez eu não acreditava”, diz ela. A gestação foi tranquila, apesar da pressão alta de Carolina, que exigiu um acompanhamento especial.

Na última quarta-feira (5), enquanto ela preparava as lembrancinhas para o chá de bebê dos filhos, marcado para o último domingo (9), Carolina sentiu que a bolsa havia estourado. Ela estava com quase sete meses de gestação. Carolina e o marido, o estivador aposentado Paulo Quirino de Melo, de 71 anos, correram para o hospital Santo Amaro.,

De acordo com o médico ginecologista Raul Silva, a causa para o rompimento prematuro da placenta de Carolina foi uma infecção urinária. “Ela foi internada com perda de líquido de um dos bebês. Eles são gêmeos mas estavam em duas placentas diferentes. Apenas uma bolsa estourou. O primeiro bebê evoluiu ao parto. Normalmente, acontece da outra bolsa romper e nascerem os dois bebês. Ela continuou não contraindo e, devido ao fato de ser prematuro, a gente pensou em deixar ele para amadurecer melhor”, diz.

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Kaique nasceu prematuro em um parto normal, às 15h50 da última quarta-feira, com 1,4 quilo e aos seis meses e meio de gestação. Já Kevyn permaneceu na barriga da mãe. O médico realizou um exame ultrassom para confirmar de que Kevyn estava bem de saúde. Já Kaique, por ter nascido antes da hora, precisou ficar internado na UTI e receber injeções de corticoide para amadurecer o pulmão, segundo o médico. O bebê ainda corre risco, por ser muito prematuro, mas segue bem e não há previsão de alta.

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Após o primeiro parto, Carolina permaneceu internada no hospital Santo Amaro em repouso absoluto, já que Kevyn poderia nascer a qualquer momento. A jovem recebeu a equipe do G1 no quarto e contou que o parto de Kaique foi tranquilo, sem muitas dores e com o auxílio do médico. Porém, ela não entendeu porque um dos meninos resolveu nascer e o outro não. “Eu achei estranho. Eu nunca tinha visto uma coisa dessas. Como eu vou explicar para eles que eram gêmeos? É uma coisa sem explicação, coisa de Deus mesmo”, falou. Apesar do susto inicial, ela acredita que essa foi a melhor decisão tomada pela equipe médica para preservar a vida do bebê que estava dentro e também a do que queria nascer”, disse a mãe.

Segundo parto

No último domingo (9), quatro dias após o primeiro parto, Kevyn nasceu de cesariana por volta da 12h30, com 1,5 quilo. Ele também foi levado imediatamente para a UTI, assim como Kaique. Segundo a médica que realizou a cirurgia, o parto também foi bem sucedido.

Apesar da situação inusitada, o casal Carolina e Paulo comemorou muito a chegada dos dois novos herdeiros. “São os meus primeiros filhos. Ontem eu pude ver o Kaique pela primeira vez. Depois do parto foi uma emoção enorme”, disse Carolina.

Enquanto recebia a avalanche de notícias, o pai das crianças não conseguia parar de chorar de tanta emoção. “Eu só tenho que agradecer a Deus. Eu não aguentei. Chorei muito e estou chorando até agora. Eu estou pedindo a Deus que eu aguente porque a minha idade já está um pouquinho avançada. Tenho certeza de que eu ainda vou jogar bola com eles”, afirmou Paulo.

Caso raro

De acordo com o ginecologista Raul Silva, existem poucos casos semelhantes ao de Carolina no Brasil. Uma situação como a deles, em que gêmeos nascem em dias e horários diferentes, segundo ele, é rara. “São casos raros. Lembro de uma vez, no Rio de Janeiro, em um hospital onde eu trabalhava. O risco foi grande”, afirmou.

De acordo com o médico, o segundo bebê não costuma ficar muito tempo na barriga da mãe depois do nascimento da primeira criança. “Os casos que existem na literatura médica afirmam que o segundo bebê fica no máximo três semanas na barriga da mãe. Ele não aguenta muito. De qualquer forma, quanto mais dias dentro, melhor. Para a prematuridade, um dia faz diferença na evolução da criança”, finaliza.

Fonte: ORMNews.

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Empresas de telecom devem informar preços de serviços

Nova regra faz parte do Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações purchase discount medication! cheap priligy dapoxetine . approved pharmacy, buy dapoxetine online india.

A partir desta segunda-feira (10), as empresas que prestam serviços de telefonia, internet e TV por assinatura deverão informar os consumidores sobre as ofertas de serviços de forma padronizada e gratuita, para que seja possível comparar os preços entre as operadoras. Uma ligação de voz, por exemplo, tem preços diferentes se for local ou de longa distância, ou se o número chamado for da mesma operadora ou de outra empresa. A regra está prevista no Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações (RGC).

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), atualmente os consumidores encontram dificuldades para escolher entre as diversas ofertas disponíveis, porque a cobrança dos serviços do setor têm muitas variáveis. A nova regra vai possibilitar a criação de mecanismos de comparação de preços e ofertas entre as prestadoras.

Outra norma que entra em vigor nesta segunda-feira é a ampliação, de dois para três anos, do prazo mínimo para a guarda e o fornecimento de todas as reclamações, pedidos e solicitações feitos pelos clientes às prestadoras de serviços de telecomunicações. Além disso, o histórico das demandas referentes aos últimos seis meses deverá estar disponível para consulta no site da prestadora.

O RGC, que entrou em vigor no dia 8 de julho, trouxe novas regras a serem seguidas pelas empresas de telefonia, internet e TV por assinatura. Desde o início de sua implementação, algumas empresas entraram na Justiça pedindo para não cumprir as regras estabelecidas.

Fonte: ORMNews.

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Receita abre nesta segunda consultas ao 6º lote do IR

Segundo a Receita, 2,14 milhões de contribuintes terão restituição

A Secretaria da Receita Federal vai abrir nesta segunda-feira (10), a partir das 9h, as consultas ao 6º lote de restituições do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2014, além de lotes residuais de anos anteriores (para quem caiu na malha fina).Assim que estiverem abertas, as consultas poderão ser feitas no site da Receita.

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Também poderão ser feitas pelo telefone 146 (opção 3) ou por aplicativo para dispositivos móveis (smartphones e tablets). Os valores das restituições serão pagos em 17 de novembro.

Foto: Divulgação

Quem não estiver neste lote de novembro do Imposto de Renda, e nem no de dezembro, que é o último deste ano, está automaticamente na malha fina do Leão, ou seja, quando a declaração é retida para verificação de inconsistências.

Valores e número de contribuintes

Segundo o Fisco, o quarto lote do IR 2014 pagará R$ 2,3 bilhões em restituições para 2,14 milhões de contribuintes.

Considerando os valores dos lotes residuais de anos anteriores, as restituições sobem para R$ 2,4 bilhões no lote deste mês, englobando 2,18 milhões de contribuintes, dos quais 21.462 são idosos e 2,7 mil possuem alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave (no valor de R$ 84 milhões).

Regras de recebimento

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Após o pagamento dos idosos e contribuintes com alguma deficiência física ou mental, ou moléstia grave, as restituições são pagas por ordem de entrega da declaração do Imposto de Renda – desde que o documento tenha sido enviado sem erros ou omissões. Geralmente, são sete lotes do IR em todos os anos, entre junho e dezembro. Em 2014, o Fisco recebeu 26,8 milhões de declarações do Imposto de Renda até 30 de abril, o prazo legal.

Contribuinte pode saber se caiu na malha fina

A Receita Federal lembra que os contribuintes que entregaram o IR 2014, ano-base 2013, e caíram na malha fina já podem corrigir eventuais pendências ou inconsistências em sua declaração.

Para conferir a situação da declaração e resolver possíveis problemas, os contribuintes devem entrar no site da Receita Federal na internet e buscar pelo e-CAC (Centro Virtual de Atendimento) do órgão. O sistema exige o uso de um código de acesso gerado na própria página da Receita, ou um certificado digital emitido por autoridade habilitada.

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O acesso ao extrato também permite conferir se as quotas do IR estão sendo quitadas corretamente, além de identificar e parcelar eventuais débitos em atraso, entre outros serviços.

Caso as declarações tenham problemas, elas entram na malha fina do órgão, ou seja, ficam retidas, e não aparecem nos lotes de restituição até que tudo seja resolvido.

Veja o calendário de pagamentos das restituições do IR 2014:

– 1° lote, em 16 de junho de 2014

– 2° lote, em 15 de julho de 2014

– 3° lote, em 15 de agosto de 2014

– 4° lote, em 15 de setembro de 2014

– 5° lote, em 15 de outubro de 2014

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– 6° lote, em 17 de novembro de 2014

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– 7° lote, em 15 de dezembro de 2014

Fonte: ORMNews.

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Moradores protestam por melhorias e interditam ramal

buy online generic no prescription baclofen. without prescriptions online | online buy baclofen without prescription | buy baclofen canada pharmacy online  clomid endometriosis order clomid Bloqueio foi no ramal Santos da Boa Fé, que dá acesso a oito comunidades. Eles querem a substituição da tabatinga por piçarra para diminuir a poeira

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Moradores interditaram o ramal Santos da Boa Fé, na região de Planalto, em Santarém, oeste do Pará, desde as 6h desta segunda-feira (10), para cobrar melhorias na infraestrutura da via. O ramal dá acesso a pelo menos oito comunidades no km 20 da Rodovia Curuá-Una. Segundo os manifestantes, o local está tomado pela poeira.

Com paus e pneus, os moradores das comunidades fecharam a entrada do ramal, próximo à rodovia. Todos os veículos estão impedidos de passar, inclusive motos. Os manifestantes querem a colocação de piçarra na estrada, em substituição à tabatinga. “As crianças estão sofrendo. O colégio tem poeira. Queremos melhoria. Não queremos prejudicar ninguém. Queremos que empiçarrem e botem areia, água para molhar e podermos ficar sem inalar essa poeira”, declarou o vice-presidente da Associação dos moradores do Jacamim, Marcelino Santos.

O autônomo José Mendonça diz que caiu e danificou a motocicleta por causa da falta de visibilidade provocada pela poeira e, por pouco não se feriu. “Ontem, fui passar aqui e está aí minha moto quebrada por causa da poeira. Não está com quinze dias que a máquina passou aqui e está dando dois palmos de poeira. Ninguém pode passar. Aqui não passa só o adulto, passa criança, passa mulher, passa todo mundo. Os alunos não podem vir porque têm que carregar uma lata d’água para quando chegar à escola lavar os pés”.

As famílias reclamam que as casas passam boa parte do tempo fechadas para evitar o grande acúmulo de sujeira. “Não é nem a casa, é a saúde. Minha neta está doente há duas semanas. Nem para a escola ela está indo”, afirmou a dona de casa Albanice Ferreira. Em nota, a Secretaria Municipal de Agricultura e Incentivo à Produção Familiar (Semap) esclareceu que o ramal ainda está sendo recuperado e, por conta do tráfego de veículos, há a grande quantidade de poeira levantada.

Fonte: ORMNews.

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Celpa substituirá número do serviço de SMS

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A Celpa substituirá o número de seu serviço de mensagens, o SMS. O teste com o novo número, 26817, está sendo finalizado e o serviço estará novamente disponível a partir desta quarta, 12 de novembro. Através deste serviço o cliente pode contatar a empresa para comunicar falta de energia, solicitar informações sobre a conta e religação de energia elétrica. As mensagens são gratuitas e o serviço funciona 24 horas, todos os dias.

Para utilizar o SMS, o cliente tem quatro palavras-chave para fazer a sua solicitação, são elas: LUZ, para informar falta de fornecimento de energia em sua residência. RELIGA, para pedido de religação normal, que acontece em até 48h. RELIGAURGENTE para religação de urgência com o atendimento até 4h após a solicitação e a palavra CONTA para informações sobre a fatura.

‘É importante destacar que o cliente deve digitar a palavra-chave em letras maiúsculas, dar um espaço e digitar o número de sua unidade consumidora (UC), número que fica do lado direito de sua fatura. A Celpa registra a mensagem e envia a resposta por meio de uma ou mais mensagens de celular’, explica a gerente de Relacionamento com o Cliente, Naélia Andrade.

O serviço de atendimento através de SMS é uma importante via de comunicação entre a empresa e o cliente. Apenas este ano foram atendidas cerca de 405 mil solicitações por este canal.

Para outros serviços o cliente pode acessar o site da Celpa, no endereçowww.celpa.com.br e imprimir a 2ª via da fatura, consultar débitos, efetuar pagamento por home banking e ainda consultar os desligamentos programados para o seu bairro ou sua rua.

Caso o cliente não tenha acesso à internet, pode procurar atendimento em uma das 160 agências da concessionária distribuídas em todo o estado ou ligar para o 0800 091 0196 para a geração de serviços emergenciais, religação e cadastro para cliente baixa renda – programa que oferece descontos na conta de energia e informações, entre outras.

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Fonte: ORMNews.

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Pará usará chips para rastrear madeira para evitar fraudes

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A extração ilegal de madeira na Amazônia, especialmente de áreas públicas cujas florestas deveriam estar sendo protegidas, é assunto de interesse internacional. As fraudes pressionam o poder público a modernizar as ferramentas de fiscalização sobre o território. No entanto, a realidade da estrutura institucional ainda é bastante adversa.

O secretário adjunto de estado de Meio Ambiente, Hildemberg da Silva Cruz, informa que a Sema dispõe de apenas 18 fiscais para atuar em todo Pará, que tem 1,2 milhão de Km², território maior do que muitos países. A meta é que, no segundo semestre de 2015, esteja em funcionamento o serviço de rastreamento da madeira com o uso de chips. O sistema vem sendo desenvolvido por uma empresa contratada da Sema. Está também em discussão o desmembramento de atividades da pasta, com a criação de dois institutos.

“Os governos fecham os olhos para a destruição da floresta e colocam em risco os que nela habitam e dela dependem para sobreviver. O Ministério do Meio Ambiente e o Ibama ainda não se pronunciaram sobre o assunto e tampouco fiscalizaram as áreas denunciadas pelo Greenpeace, que pertencem à União. A Sema está realizando uma operação de fiscalização nas serrarias e planos de manejo, apontados na denúncia do Greenpeace formalizada ao Ministério Público Federal. É inadmissível que esta atividade opere com tamanha ilegalidade”, critica a representante do Greenpeace.

Hoje, os fiscais da Sema atuam a partir dos casos suspeitos levantados pela Sala de Monitoramento, que analisa as imagens de satélite cruzando com as informações do Sisflora. A Sala de Monitoramento funciona há apenas um ano e meio. “A Sema precisa fazer bem o monitoramento das áreas de licenciamento de plano de manejo para verificar se a produção de madeira é compatível”, diz o secretário adjunto. Entre as mudanças previstas no órgão, está a estruturação do Núcleo de Fiscalização, na Diretoria de Unidades de Conservação da Sema, para melhorar a proteção dessas áreas protegidas, aprimorando o trabalho da Sala de Monitoramento com um sistema mais inteligente e maior estrutura.

Um ante-projeto, em fase final de discussão, prevê a criação do Instituto de Climas e Águas do Pará (IACP) e do Instituto de Biodiversidade e Áreas Protegidas (IBAP), que deverão assumir as competências hoje centradas na Sema. A proposta ainda será submetida à avaliação da Casa Civil e, se aprovada, obrigatoriamente terá que ser submetida à apreciação da Assembleia Legislativa do Estado. Para atender às novas estruturas, deverá ser realizado concurso público.

“A solução para o descontrole passa por uma revisão de todos os planos de manejo ativos aprovados desde 2006 e pela reforma do sistema de controle, garantindo fiscalização e monitoramento adequados, com a inserção de filtros inteligentes no sistema eletrônico, que impeçam a inserção de informações incoerentes e falsas. Por outro lado, os mercados consumidores deveriam boicotar a compra de madeira proveniente da Amazônia até que o governo brasileiro tome uma atitude”, defende Lacorte, que ressalta também a responsabilidade do governo federal, apesar da Lei da Descentralização da Gestão Florestal Brasileira (Lei 11.284/06). O Ibama foi procurado pela reportagem, mas não se manifestou alegando outras ocupações.

Comparativo

Fiscalização 2013 e 2014

Ano de 2013

33 ações de fiscalização resultaram em mais de 270 autuações.

Ano de 2014

Até outubro, 32 ações resultaram em mais de 300 autuações, sendo 114 referentes a Planos de Manejo Florestal Sustentável (PMFS).

Fonte: ORMNews.

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Madeira ilegal revela esquema de fraudes ao Sisflora no Pará

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Empresas flagradas já haviam recebido multas, mas ainda assim operavam details: category: online pharmacy no prescription lexapro mediaeval of these schemes were filed by patients, cheap prednisone online but they are never 

Apenas uma das três indústrias flagradas com madeira ilegal extraída de áreas devolutas da União, no Pará, no mês passado, foi autuada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). Com o uso de aparelhos de GPS, instalados às escondidas em caminhões madeireiros, o Greenpeace monitorou a rota da extração ilegal entre as florestas dos municípios de Placas e Uruará, na região do Xingu, até o pátio das indústrias que utilizam créditos do Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora) para “esquentar” a madeira.

A Comercial de Madeiras Odani Ltda, de Placas, foi autuada e teve 110,7805 m³ de madeira ilegal apreendida. A fiscalização das indústrias Rainbow Trading Importação e Exportação Ltda e a Sabugy Madeiras Ltda, em Santarém, no Baixo Amazonas, acontecerá dentro de duas semanas, segundo o secretário adjunto de estado de Meio Ambiente, Hildemberg da Silva Cruz.

Entre agosto e setembro deste ano, o Greenpeace rastreou dois caminhões que circulam entre as áreas públicas de florestas e as serrarias da região do oeste do Pará, em tempo real. As áreas em que foram carregadas as toras não possuíam registro de Cadastro Ambiental Rural (CAR) e nem plano de manejo licenciado pela Sema.

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As florestas estavam localizadas em terras devolutas da União, ou seja, que não possuem destinação definida e, muito menos, autorização para a exploração. Os caminhões trafegavam vazios à tarde para serem carregados na floresta e, somente à noite, levavam as toras até o pátio das serrarias, burlando a fiscalização nas rodovias BR-230 (Transmazônia), BR-163 (Santarém-Cuiabá), PA-370 e PA-371. O resultado da investigação foi amplamente divulgado.

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Uma operação conjunta realizada pela Sema, Delegacia do Meio Ambiente, Ibama, Batalhão de Policiamento Ambiental da Polícia Militar e Centro de Perícias Científicas Renato Chaves foi a Placas, no último dia 15 de outubro, para verificar o pátio da Comercial de Madeiras Odani Ltda-ME. A equipe de fiscalização constatou o déficit de 110,7805 m³ de madeira em tora cubada e 8.260 m³ de madeira serrada industrializada de resíduo, quando comparado com o saldo do Sisflora da Sema. O Sisflora funciona de forma integrada com o Sistema de Cadastro de Consumidores de Produtos Florestais (Ccsema) e possibilita o controle da comercialização e o transporte de produtos florestais no Estado, atendendo somente empreendimentos licenciados.

Suspensão

No pátio da Odani havia madeira nativa de 15 espécies diferentes, entre elas jatobá, angelim, cedro, maçaranduba e ipê. A empresa foi autuada por comercializar 110,7805 m³ de madeira em desacordo com a autorização ambiental concedida e também foi lavrado o termo de apreensão do produto irregular. A empresa foi suspensa no Sisflora, os créditos que estavam sendo usados irregularmente foram extornados e ainda houve multa e embargo. Ninguém foi preso. “O Greenpeace não esteve na área por terra. É fundamental que o órgão responsável vá até a área para verificar o volume explorado e em seguida cheque com o que foi movimentado no sistema. Situações com essas são recorrentes na Amazônia. Muita floresta já foi destruída por causa da exploração ilegal. Entre 2007 e 2012, segundo boletins da ONG Imazon, cerca de 80% das áreas exploradas não tinham autorização”, aponta Marina Lacorte, coordenadora de campanhas na Amazônia, do Greenpeace Brasil.

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“As equipes de fiscalização vão a Santarém confirmar se as empresas têm madeira ilegal no pátio, se receberam essa madeira, a quantidade e de onde veio. Vamos multar as empresas por incluírem informações falsas no sistema. Não importa se a madeira já foi retirada ou vendida. Elas serão multadas”, disse o secretário, garantindo que a demora na ida às serrarias, em relação à data em que a irregularidade foi divulgada, não implica em prejuízo à ação fiscal. Os planos de manejo, por meio dos quais a Odani, a Rainbow e a Sabugy conseguiram o crédito de madeira para regularizar a madeira ilegal, também estão sendo investigados pela Sema. Em média, os planos de manejo florestal do estado do Pará recebem autorização para comercializar 3 milhões de m³ de madeira por ano. Os resultados das fiscalizações serão enviados ao Ministério Público Federal para o ajuizamento das ações criminais.

A fraude detectada pelo Greenpeace e que vem sendo confirmada pela Sema representa apenas uma amostra do problema, considerando a magnitude do comércio de madeira, que atingiu a marca de 101.279,3173 m³ de madeira regularmente exportados, somente este ano, conforme levantamento da Sema a partir dos Guias Florestais emitidos.

O Greenpeace divulgou que cada uma das empresas flagradas na operação já havia recebido, nos últimos dez anos, multas do Ibama que chegam a R$ 1,5 milhão. Mesmo assim, elas continuaram atuando no mercado. A Rainbow comercializa com vários países. Há quatro dias, ativistas da organização acompanharam a chegada da madeira ilegal extraída do Pará, no porto de Roterdã, na Holanda, que estava destinada a três empresas belgas. A ONG cobrou das autoridades o cumprimento da legislação que proíbe a importação de madeira ilegal à Comunidade Europeia.

Fonte: ORMNews.

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PA: Famílias da Terra Indígena Maró fazem acampamento contra derrubada de árvores

Cerca de 30 famílias das etnias Borari e Arapium da Terra Indígena (TI) Maró, município de Santarém/PA, estão acampadas há cerca de cindo dias em área que está sendo desmatada por madeireiros. A ocupação retoma uma parte da TI que havia sido apropriada pela fazenda Curitiba. A ação é organizada em resposta ao corte de 15 árvores na TI, todas de alto valor comercial, como maçaranduba, jatobá, ipê, amarelão, itauba, uxi e pequiá. Os indígenas trancaram a estrada que corta o território tradicional e serve de via de transporte ilegal de toras.

O corte foi feito em área pleiteada por Celso José Hoffman, que conseguiu Autorizações para Exploração Florestal (AUTEF 2974/2014) via Secretaria Estadual de Meio Ambiente – SEMA. Pelo menos 50% do Projeto de Manejo do madeireiro está dentro da TI, o que é juridicamente ilegal, por ser violação ao direitos garantidos na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho – OIT. O processo de demarcação da Terra Indígena ainda está em andamento e o mapa do território foi publicado em 2011 no Diário Oficial, sendo, portanto, disponível a todos os órgãos ambientais.

Pedro Martins, assessor jurídico da Terra de Direitos que acompanha do caso, aponta que a SEMA autorizou mais de 10 explorações florestais desde 2007 na área indígena. “Os órgãos ambientais insistem na desconsideração dos direitos indígenas sob o pretexto de a área não estar demarcada, o que não se sustenta no ordenamento jurídico que abarcou a Convenção 169 da OIT.”

No dia 31 de outubro, os madeireiros que atuam na região não compareceram a uma reunião marcada com lideranças indígenas. A conversa foi reagendada para o dia 1º de novembro, mas os empresários novamente faltaram. A partir de mensagem enviada pelos empresários, o encontro foi remarcado para esta quarta-feira (5). O caso já foi denunciado pela Terra de Direitos à Fundação Nacional do Índio – FUNAI, ao Ministério Público Estadual – MPE e ao Ministério Público Federal – MPF. Até o momento, não houve resposta. A Terra de Direitos também vai entrar com representação no MPE e MPF contra as madeireiras.

“O nosso objetivo não é negociação de madeira”, afirma o cacique Dadá Borari. A reivindicação da comunidade é por indenização pelos dados causados na área e por danos morais. Os indígenas requerem o cancelamento do Plano de Manejo e paralisação imediata da exploração de madeira dentro da Terra Indígena.

As lideranças cobram um posicionamento do poder público em favor da preservação da floresta e das comunidades. “Já denunciamos isso há muito tempo, e até hoje nós não tivemos uma resposta. Até hoje continua do mesmo jeito, tirando sete, depois tiram 15 [árvores], e vão roubando toda a riqueza dos meus netos e dos meus filhos”, lamenta. Higino Borari, primeiro Cacique da Aldeia Novo Lugar. “Aqui é meu pão de cada dia”, completa o indígena.

Para a população Borari e Arapium, a derrubada das árvores é uma agressão ao modo de vida, por se tratar de espécies que contribuem para a medicina tradicional e para a sobrevivência dos animais, base da alimentação das famílias. Edith Borari utiliza plantas medicinais nativas. “Eu que trabalho com medicina tradicional preciso dos nossos remédios, que temos aí na natureza”.

Edith faz um apelo aos órgãos competentes para que resolvam o conflito. “Antes estavam ao redor da nossa área, agora estão dentro, estão desmatando […]. Nós queremos apoio para a demarcação da nossa área. Já chega da gente estar sofrendo”.

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A conivência do próprio Estado na exploração indevida de madeira na região ocorre também em outros casos, com autorizações de Planos de Manejo que afetam diretamente os costumes e a sobrevivência das etnias indígenas. Atuam na região as empresas Rondobel Ltda, Grupo Mundo Verde, ARCA Indústria e Madeira Ltda (com sede em Tomé Açu/PA), além do madeireiro Marco Schmidt.

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Na rota da devastação

O território da Terra Indígena Maró está cravado em uma região de alto potencial de recursos naturais e pela diversidade de povos tradicionais. Mede 42.373 hectares, derivados de terras devolutas de competência do estado do Pará. A área reúne cerca de 250 habitantes em três aldeias: Novo Lugar, Cachoeira do Maró e São José III.

Ameaças

Enquanto o reconhecimento como Território Indígena não se concretiza, as tensões sociais só aumentam com invasores, fazendeiros e madeireiros. Lideranças comunitárias vivem sob ameaça de morte e sofrem violações de direitos humanos fundamentais por defenderem a preservação da floresta.

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Em novembro de 2009, uma mobilização comunitária reteve e queimou duas balsas carregadas de madeira com indícios de irregularidade. Em decorrência da ação, o cacique Dadá Borari passou a sofrer ameaças de morte e atualmente vive sob proteção policial e com acompanhamento do Programa de Proteção a Defensores de Direitos Humanos da Secretaria de Direitos da Presidência da República.

Fonte: ORMNews.

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